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sexta-feira, 28 de março de 2014

COMO SER INTELECTUAL E INCOMPREENSÍVEL (HUMOR)

A intelectualidade abre portas na vida profissional, mas normalmente costuma fechá-las na vida prática. Por mais que as pessoas em geral não aguentem a companhia de um intelectual por mais de cinco minutos, quem, ao olhar-se no espelho, sinceramente, não gostaria de ser um, ou está mentindo ou deve ser um fã incondicional da série BBB. A preocupação de um intelectual deve ser, primeiramente, a de escrever coisas que muito poucos entendem, como esse texto do ornitólogo Jean Paul Gambolddy, "hermeticamente a natureza cerrou os childos no imo do balcedo" ou, numa roda de conversa entre amigos, dizer frases como "paradoxalmente os acepipes foram aduzidos numa fausta salva rotunda que banzou os comensais" ao contar como foi o almoço de domingo na casa da tia Eulália. Para ser um intelectual é preciso, essencialmente, possuir algumas características particulares, como gostar de vestir preto, andar com livros embaixo do braço, usar óculos sem precisar (bem, no meu caso, é por eu ter sido um grande fã do Flávio Cavalcanti), evitar conversas longas com pessoas comuns, não fazer questão de ter amigos, desprezar tudo que é popular e dizer-se existencialista mesmo quando se é médium atuante e conhece a vida após a morte por meio da projeção astral. Mas, para ser um intelectual, de fato, é preciso, realmente, ser incompreensível, ou seja, usar próclise e mesóclise na linguagem coloquial, metáforas para contar segredos, analogias para dar exemplos, parábolas para narrar acontecimentos, dicotomias para diferenciar qualquer coisa, silogismos para justificar opiniões, a hermenêutica para analisar o mundo, a genealogia para falar da própria família, assim como possuir um tique nervoso que todos o considerem intrigante. E por fim, o intelectual também é aquele sem papas na língua, que adora causar polêmicas, estimular controvérsias, perturbar do nada ambientes com comportamentos inesperados, como falar de Darwin imitando chimpanzés ou declamar poesias longas demais em chás de bêbês. Uma classe interessante. 

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