Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.

Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.

"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."
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sexta-feira, 29 de maio de 2009

O Desafio do Auto-enfrentamento

"Quando você olha para fora, você sonha. Quando olha para dentro, você acorda." A frase do psiquiatra suíço, Carl Jung (1875-1961), colocada à prova do tempo, certamente venceu todos os riscos do esquecimento e se apoiou na natureza humana para se legitimar e manter-se mais atualizada do que nunca, numa época notadamentre marcada pelo capitalismo materialista em que vivemos, quando planos, sonhos, desejos e objetivos, além da sobrevivência num mundo cada vez mais competitivo, leva o homem a esquecer a sua realidade interior e sua evolução pessoal.

Tendemos mais a olhar para fora do que para dentro. Esse olhar interior, entretanto, é um movimento difícil porque requer coragem. Estamos tão condicionados a interpretar a realidade à nossa volta que nossa percepção do mundo interior transformou-se num mistério o qual tende mais a nos assustar do que nos seduzir. Fugimos da nossa própria realidade não apenas porque tememos o desconhecido e não nos reconhecemos nela, como também evitamos a responsabilidade que implica o crescimento pessoal, assim como as mudanças recorrentes, inevitáveis diante deste desenvolvimento, pelas quais temos que passar. Conhecer "essas outras pessoas" que residem dentro de nós envolve auto-enfrentamento maduro, o que, a princípio, pode ameaçar à nossa felicidade, a zona de conforto na qual estamos assentados, no velho e confortável jargão "está bom assim" ou "eu não vou mudar mesmo."

Esse olhar para dentro, o qual se refere Jung, promove a auto-pesquisa, ou a pesquisa sobre nós mesmos, quem de fato somos, ou onde nossos dramas se originam e por que, e também ressalta a importância do auto-conhecimento maduro, sério, evolutivo. Esse movimento nos leva mais rápido adiante e, se continuado, mais longe. Por outro lado, a percepção da realidade externa com base em sonhos leva ao auto-engano e temos que apurar a lucidez para não deixarmos o fascínio, promovido pela falta de uma realidade concreta efetiva, guiar a nossa vida e cegar a única visão necessária: a visão de quem realmente somos.

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Holocognição é o conjunto de conhecimento da consciência, adquirido ao longo de sua história existencial, armazenado na holomemória e de natureza atemporal. A partir do paradigma consciencial, o estudo da holocognição tem a finalidade de apronfundar o conhecimento da dinâmica das nossas interações energéticas e suas resultantes dimensões cognitivas.

Promover o auto-conhecimento é descortinar um universo dentro de nós mesmos, numa teia multidimensional que envolve fatos e parafatos e transcende o tempo físico. A grande aventura humana é a busca pelo conhecimento. Mas qual é o benefício de tal empreitada pessoal ? Por que valeria meus parcos e suados miolos entender algo tão complexo e universal, que vai além da dimensão física e caminha em terrenos totalmente desconhecidos e estranhos ? A resposta é simples. Porque tudo isso faz parte de você. Tudo isso é você.

Com as mudanças ininterruptas provocadas pela vivência e o conhecimento trazido através de milhões de bits de informação que apreendemos de alguma forma, ou seja, consciente ou inconscientemente, por segundo, nesse exato momento, somos a versão mais atualizada de nós mesmos. O auto-conhecimento é um medicamento eficaz contra as auto-corrupções. Isto é, contra as meras crenças que temos sobre nós mesmos, a forma equivocada que vemos os nossos universos interiores. Para entender a dinâmica por meio da qual nossas atitudes se revelam busquei alguns mecanismos motivacionais pro-evolutivos e os listei conforme segue: (1) adquirir maior lucidez para reconhecer os mecanismos de defesa do ego; (2) explicitação da necessidade de buscar conhecimento e desenvolvimento energético e parapsíquico; (3) entender a dinâmica dos pensamentos, sentimentos e enegias e como eles influenciam e são influenciados na vivência do cotidiano; (4) sentir-me estimulado à fazer auto-pesquisa e ser evolutivamente proativo; (5) otimizar o estudo mais profundo da consciência humana, colocando a prática como método de aprendizado; (6) promover desafios constantes na auto-pesquisa; (7) acelerar o processo das reciclagens existenciais; (8) compreender o amálgama de características pessoais remanescentes de vidas pretéritas, ainda atuantes na atual fase física.

Com base na noção de que o conhecimento adquirido nas vivências cotidianas, desde as nossas mais remotas origens, aloja-se em dimensões próprias, criadas nas interações energéticas, a holocognição é também um conjunto de processos evolutivos concomitantes, fonte central da nossa informação pessoal e identidade conciencial intransferível, onde os traços ainda em evolução são reconhecidos por meio da lucidez tanto na vigília física ordinária quanto nas projeções da consciências.








terça-feira, 7 de abril de 2009

Na Interseção Pluriexistencial

Pensar multidimensionalmente é entender que somos consciências pluriexistenciais e que somos hoje a versão mais atualizada de nós mesmos.

O conjunto de conhecimento da consciência, alojado na holomemória e de natureza atemporal, encerra características pessoais milenares, ainda remanescentes de épocas as mais remotas da nossa existência. Algumas dessas características ainda são adotadas de forma lúcida e racional na atual vida intrafísica. Outras simplesmente não sabemos como evitar. E há aqueles traços que sabemos que não nos servem mais, porém não nos vemos livres deles por ganos secundários, hábitos seculares, pactos mórbitos e autocorrupções claras. Tais hábitos podem ser percebidos claramente por estarem deslocados da realidade em que vivemos: paixões inesperadas por pessoais improváveis, sentimentos de ódio intenso quando somos essencialmente pacifistas, desejo de morte sem propósito claro, impulsos suicidas, crises depressivas sem motivo aparente e assim por diante. Tais vivências poderiam ser chamadas de "experiências fora de hora," e nãos e adequam ao nosso atual momento intrafísico.

Quando começamos a viver situações bizarras, a ter pensamentos que não condizem com nosso modo de pensar, sensações e emoções que normalmente não nos acometem, é importante redobrar a lucidez, pois podemos estar acionando esquemas do passado existencial que, por alguma razão, ainda estão encontrando alguma validade multidimensional cuja reconciliação foi deixada para trás. Sem resolvermos nossas pendências multidimensionais, não vamos superar os traços fardos relativos a tais dívidas cármicas, nem tampouco termos energia suficiente para enfrentar um processo sério de reconciliação.

Somos hoje um amálgama de muitos que um dia nós fomos no passado e estamos presentes num número infinito de realidades. Cada uma dessas realidades estão alocadas numa dimensão específica, com espaço e tempo próprios e pensamentos, sentimentos e energias - pensenes - particulares. No nosso universo pluriexistencial, existimos em todas as nossas dimensões simultaneamente. A comunicação interdimensional funciona em fluxos de informação múltiplos e contínuos. Conhecermos nossas dimensões pluriexistenciais dinamiza nossa evolução pessoal e nos faz entender quem de fato somos. Isso é possível através da auto-pesquisa.

Mas não fazemos auto-pesquisa sem auto-enfrentamento. E por que é importante nos conhecermos profundamente ? Através do auto-conhecimento teremos maior lucidez para as descobertas das nossas auto-corrupções e mecanismos de defesa do ego, maior pro-atividade evolutiva, otimizaremos a reciclagem dos nossos hábitos patológicos, veremos claramente a necessidade de buscar desenvolvimento energético e parapsíquico, aguçaremos a percepção e a parapercepção na vivência cotidiana, com maior poder de evitação sobre o que definitivamente não nos serve mais e nos capacitaremos melhor para enfrentar os novos desafios evolutivos.






quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Juntando as Peças da Evolução

Nem sempre o que vemos é realidade. Muitas vezes criamos uma interpretação bastante peculiar dos fatos e dos outros.Como a imagem ao lado. Tudo fica estático quando olhamos atentamente. E tudo tem vida quando desviamos o olhar. Na vida, nem tudo nem todos funcionam como nós os enxergamos.

Para evoluir é preciso reunir as peças pluriexistenciais do nosso quebra-cabeça pessoal e formar a real imagem de nós mesmos. A interpretação que temos do mundo à nossa volta reflete o nosso momento evolutivo, como uma polaroid consciencial. Com auto-enfrentamento sincero, podemos ver a nossa real-idade e distingüir os traços faltantes da nossa personalidade para que as metas evolutivas sejam alcançados. Mas a essência da nossa visão do mundo reúne uma gama de informação incalculável, armazenada na nossa holomemória. Somos seres multidimensionais, por nossa capacidade de transitar nas dimensões físicas e extrafísicas, multiexistenciais, pelo escopo de aprendizado que reunimos de várias vidas, multifacetados, pelo amálgama de características e traços dessa vida intrafísica e também remanescentes de outras, mas ainda vigentes na nossa atual psicosfera, e ainda com uma capacidade inegostável de armazenar informação.

Por que é tão difícil entender o outro com uma compreensão menos comprometida com nossa maneira particular de ver o mundo ? Esquecer nosso próprio incômodo para sentir o que incomoda no outro é uma tarefa que exige entender a prioridade da assistência e deixarmos de lado o nosso super ego. Mas fugimos dessa forma de assistir pela limitação (ou dificuldade) de não enxergarmos além de nós mesmos. Pela árdua tarefa de não respeitar os limites do outro, de não querer conhecê-lo, temos a tendência de estender os nossos até à condição de fazer estupro evolutivo. Por maior que seja a ligação com alguém que, de antemão, já sabemos haver incompatibilidade evolutiva, as diferenças podem chegar a níveis tão descabidos de maturidade que essa relação tende a terminar por si só, lentamente, sem muito esforço. O que esperamos do outro passa então a ser a única realidade que conseguimos identificar na relação. A falta de lucidez para definir os limites da relação faz com que o entendimento do outro seja irreal e ele assuma aquele ideal de pessoa que criamos na imaginação. Muitas vezes não entendemos porque a resposta que recebemos é tão diferente daquela que nós esperamos. Fico indignado quando não tenho a resposta que espero do outro - como ele pode agir assim ? Como ela pôde fazer isso comigo ? Isso faz pensar que o conflito é crônico, proposital, rivalizador e jogamos a toalha justamente no momento de assistir, apoiar, ajudar, em detrimento do que poderia ser a nossa chance de fazer uma baita reconciliação.

A condição pluriexistencial das nossas relações tem por um lado aspectos extremamente seguros, como fidelidade, intimidade, afetividade profunda. Mas, por outro, algumas contra-indicações são realmente letais para os mais emocionalmente dependentes e acarretam uma espécia de afetividade negativa que tende mais a criar ou intensificar interprisões grupocármicas do que promover reconciliações. Jogamos assim nossas chances pelo ralo ao experimentar uma existência que tinha na reconciliação uma ferramenta essencial para a nossa evolução madura. Diante da frustração de encontrar um gap evolutivo, justamente com aquele indivíduo com quem tantas vidas já vivemos, não nos resta muito a fazer além de entender essa condição e seguir em frente. Insistir é perda de tempo, erro, estupro, manipulação e por aí vai. Entender e respeitar as diferenças socialmente otimiza o fluxo natural da evolução individual.

Ao assumir a postura do mais maduro e conciente, assim como ao entender a condição real de uma relação afetiva negativa, estaremos de alguma forma reconciliando com o outro. Certamente, vivendo com desprendimento, altruísmo e assistencialidade, sem cobranças, criamos um novo posicionamento mental íntimo reconciliatório, o qual nos será muito útil tanto para nossas próprias transformações pessoais quanto para as transformações que iremos promover por meio e exemplo de nossas atitudes.