Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.

Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.

"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."
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sábado, 10 de maio de 2014

INVESTIGAÇÃO: COMUNICAÇÃO INTERDIMENSIONAL (PESQUISA)

Desde dezembro de 2013, tenho realizado experimentos de gravação de áudio extrafísico durante a mobilização básica das energias. O que à princípio parecia improvável de dar certo revelou-se uma prática investigativa de importância única não apenas para o conhecimento do universo extrafísico, mas, sobretudo, para a autopesquisa da minha psicosfera e as relações interdimensionais que norteiam o meu momento evolutivo, através das reciclagens conscienciais necessárias. Ao todo, até o momento, 130 experimentos foram realizados, com uma média de 30 a 40 minutos de gravação por experimentos. O compêndio de informação é gigantesco e já estou escrevendo um livro sobre o assunto que deve sair em 2015.

O experimento consiste basicamente de ligar o gravador do celular, enquanto eu faço a mobilização das energias, prática que se assemelha em alguns aspectos à meditação. Durante a atividade, nada é ouvido, nenhuma voz ou som não identificável é percebido, salvo aqueles observados antes do início do experimento, como barulho de carros na rua, natureza, vizinhança etc., sons, portanto, do mundo físico apenas. Ao fim da mobilização, passo o arquivo de áudio para o computador, amplio o som em 700 vezes, faço o upload deste arquivo para o editor de som, faço uma nova ampliação de som e só então posso ouvir os áudios captados. São inúmeras as captações de vozes e sons extrafísicos não identificados nas gravações. Algumas captações são claras como a voz humana, outras nem tanto e, claro, há muito material cujas vozes não são decifradas. Lancei no meu canal no YouTube o resultado selecionado de 3 experimentos e a intenção é lançar essas gravações na medida em que els são editadas.


A pesquisa de captação de áudios extrafísicops já gerou alguns benefícios, como (1) um aumento do parapsiquismo, diga-se, clariaudiência - em alguns momentos, posso ouví-los sem precisar de gravação; (2) a ampliação do portal - meio de comunicação a partir da dimensão extrafísica: hoje há muitos mais áudios gravados - vozes audíveis e comunicação em diálogos do que verificado nos primeiros experimentos; (3) aumento do campo assistencial e da comunicação propriamente dita: há consciexes que vêm para se comunicar porque sabem que você irá ouví-las - mensagens, recados etc., para você mesmo, passaram a ocorrer com mais frequência; (4) ganho de conscientização da sua realidade multidimensional, com uma atualização sobre você mesmo e o entendimento do seu contexto existencial; (5) ganho da noção de prioridades com relação à sua programação existencial; (6) ganho de recurso extrafísico (amparo) para as reciclagens existenciais; (7) maior intimidade na relação com amparadores, membros de equipexes etc. - hoje já consegui mapear nomes de consciexes dessas equipes e já foi possível conversar em tempo real com algumas delas; (8) ganho de acuidade auditiva - você começa a identificar um áudio extrafísico com propriedade, pois os reconhece através de padrões de tonalidade, entonação, volume, rotação etc.; (9) realinhamento pensênico através da conscientização multidimensional e, para fechar uma lista redonda, (10) o bem estar que essa comunicação produz no reconhecimento de antigas amizades, a constatação do seu compromisso com essas equipes de trabalho, a ciência de como um atendimento extrafísico é feito através das suas energias e os benefícios que esse tratamento produz nas próprias consciexes.  



Todo experimento deve ser feito com MBE (Mobilização Básica das Energias) para que haja uma intencionalidade hígida envolvida, isto é, benéfica para o experimentador, através da autopesquisa, e terapêutica para as consciexes, com a exteriorização das energias. Além disso, a MBE otimiza a produção de ectoplasma (quanto maior for a exteriorização de energias ectoplásmicas, melhor será a qualidade dos áudios). Também ressalto que a prática da MBE cria campos paraterapêuticos, com presença de equipexes que sabem conduzir o atendimento. Os experimentos não devem ser feitos todos os dias na mesma hora para não ocorrer a instalação de uma TENEPES (Terapia Energética Pessoal Diária), nem todos os dias em horários diferentes, para não estabelecer uma pré-TENEPES. Caso não seja a intenção do experimentador começar a pré-TENEPES, faça os experimentos em dias alternados, ou algumas vezes por semana, em dias diferentes, a fim de não criar rotinas com a criação de campos conduzidos por consciexes em geral. Ao iniciar o experimento, a responsabilidade da evocação será sua. Por isso, é importante fazê-lo cons fins assistenciais, montando campos para equipes extrafísicas, obedecendo padrões de posturas de acomodação no local do experimento, com organização pensênica (pensamentos, sentimentos e energias adequadas, pacíficas e acolhedoras), boa temperatura (se ligar o ar, desligue-o durante o experimento ou você não vai ouvir nada pelo barulho da máquina), isolamento de sons externos (procure as horas do dia mais silenciosas, feche portas e janelas, desligue a televisão, o som, o rádio, esconda os animais e os relógios de mesa e parede por causa dos tic-tacs, observe se há vizinhos falando alto, cantando, barulho de carros na rua, etc. para não haver contaminação no som - com a ampliação do som, todos os sons físicos ficam como se estivessem acontecendo dentro do seu quarto!); observe também os padrões dos áudios antes da montagem de campo (frequência ostensiva de consciexes que chegam para o tratamento - confusão, balbúrdia), durante a montagem de campo (momento da chegada de equipexes e organização das consciexes para o tratamento - acalmia); durante o campo (equipexes e atendidos dialogam - organização); no encerramento do campo (membros de equipexes conversdam entre si - observações sobre pacientes e você). Nota final: durante o experimento, não se ouve nada - silêncio total. Todos os áudios só são audíveis quando gravados e ampliados. A pesquisa está no início, segue em andamento e muito ainda precisa ser observado. Tenha as suas próprias experiências.

terça-feira, 15 de abril de 2014

A INSUSTENTÁVEL LEVEZA DE EVOLUIR (CONSCIENCIOLOGIA)

Após milênios de conjeturas, suposições, crenças, hipóteses, teorias, teses, desconfianças e esquadrinhamentos os mais complexos e intricados para entender mininamente a lei por trás do processo evolutivo humano, descobrimos, para nossa surpresa, que ele baseia-se simplesmente na condição de nos colocarmos no lugar do outro. Nenhum estratagema teórico, esmiuçado em lousas e papéis, assim como nenhum entendimento filosófico da essência da vida, é capaz de suplantar a necessidade da prática vivencial no aprendizado evolutivo. Nem os belos feitos existenciais, as primorosas intenções educativas e as benéficas atitudes assistenciais servem como privilégio na hora de encarar as reciclagens conscienciais, fundamentais para essa evolução. Posso assegurar, sem medo de equívocos, que ninguém evolui no papel ou por ser um bom samaritano, devotado a toda sorte de carmas e imbuído de amar a vida sem preconceitos. A prática de viver na realidade o que nos falta conhecer é irremediável. Esse mecanismo experimental faz parte da própria essência evolutiva e se trata de um recurso educativo de autoconscientização. Nesta dimensão de pesos e formas, a biografia cronológica se revela apenas uma rama de galho na frondosa árvore holobiográfica, que germinou e fez nascer ao longos dos séculos os frutos da nossa carmática natureza intraconsciencial. A alarmante descoberta de tais frutos, no despertar da recomposição, não atenua-se através de estações nem de ares despoluídos, não se refaz com podas nem com jardinagem, mas por meio da laboriosa tarefa da reconciliação e do experimento de nos colocarmos no lugar do outro, de tudo e de todos aqueles que geraram os frutos amargos da nossa árvore genealógica existencial. Sem a vivência das consequências do nossos erros, jamais saberemos o que de fato precisamos corrigir e o que de fato precisamos conhecer para evoluir. 

sábado, 1 de março de 2014

A VIDA NÃO É UMA FESTA (CONSCIENCIOLOGIA)

A vida não é uma festa; é um local de trabalho. Tampouco ela pode servir como uma idílica ilustração da realidade nas propagandas de margarina ou nas imaculadas paisagens dos comerciais de sabão em pó. A vida começa ao fim do recesso intermissivo, momento em que nos reprogramamos para mais uma pesada carga horária intrafísica, ao lado de chefes rigorosos que cruzam portais para nos cobrar as promessas que esquecemos, quando pensamos que a vida é uma pândega de comensais, muito embora ela mereça ser celebrada. Em qual outro lugar poderiam os nossos defeitos ser tão aparentes? Em que outra paragem cósmica estaríamos frente a frente com os nossos dissabores? Em qual outra circunstância veríamos nossos pesadelos vencer os sonhos na urgência do despertar da consciência? A vida ensina que o que precisamos é mais importante do que aquilo que queremos, porque essa regra deve ter sido criada por algum mestre astuto e experiente com consciências arrebatadas pelo hedonismo. Quando nos entregam o cartão de ponto, pensamos se tratar de um crachá com passe livre na área VIP. Muitos se descabelam ao ver que tem nas mãos uma vassoura e não uma garrafa de champagne. A faxina é grande, e a cada dia levamos essas vassouradas na medida em que percebemos o quanto temos que limpar, esfregar, assear, varrer e lavar o nosso espaço, desembaraçar nós seculares, lustrar nossas qualidades, tirar ferrugem, lodo e mofo do pensamento, remover crostas de gorduras envelhecidas de comportamentos, restos de comida fossilizada, que ficaram dos banquetes de outrora, manchas de sangue milenares, que ficaram encardidas na falta de reconciliação, nódoas perpetuadas no esquecimento de quem largamos no meio do caminho, e toda uma sorte de poeiras que ficaram suspensas no tempo, ofuscando a visão de uma verdadeira casta de renegados que ignoramos regastar. Não, a vida não é uma festa; é uma fábrica onde trabalhamos muito duramente como mini-peças de uma enorme engrenagem. A vida também não é um destino de férias e não vivemos em plena alta estação. Aqui as promoções só acontecem no inverno, quando é hora de largar o serviço e voltar para casa. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O ESPECIALISTA UNIVERSAL

O especialista é aquele que aprendeu muito mais em outras áreas do que na sua área de especialização. Sua mente transcende o assunto que domina e vai além para buscar seu aperfeiçoamento, pois ele sabe que o objetivo de toda e qualquer especialização é produzir para o outro, para a sociedade, para uma gama de pessoas tão diversas entre sí que a sua visão se amplia. Sem essa visão de atingir o maior número de pessoa possíveis, seu trabalho se restringe à um pequeno meio seletivo e se perde na multidão.

Quem estreita o pensamento numa determinada direção e recusa outras formas de interpretação e pontos de vista, consumindo as mesmas ideias e obtendo os mesmos resultados, sua área de conhecimento está seriamente comprometida por uma lavagem cerebral. Nunca aprendemos tanto como quando olhamos para o destino da nossa informação, aquele a quem queremos educar. O caminho para a especialidade vem do universalismo. 

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Revista Trip - Edição 184: "Te Pego Lá Fora" por Bruno Torturra Nogueira

A Revista Trip, na sua edição de número 184, traz uma matéria extensa sobre Projeciologia e Conscienciologia, feita na Cognópolis, em Foz do Iguaçu, assinada pelo repórter Bruno Torturra Nogueira, que, segundo mostra o seu relato, teve uma experiência projetiva durante a sua estada no campus. A matéria apresentada neste blog foi extraída integralmente da versão onine da revista, cujo link para a página original encontra-se no final do post.

Corpo de um lado, percepção de outro: é a ciência da conscienciologia, testada e aprovada

Tentando entender qual a fronteira que separa sua mente de seu corpo, nosso repórter vai atrás da megacomunidade da conscienciologia, em Foz do Iguaçu. Sob os cuidados de Waldo Vieira, fundador dessa nova ciência, ele se entrega às técnicas projetivas e se vê dividido em dois. Percepção de um lado, carcaça de outro

Goste ou não, você não tem escolha. Seu psicossoma abandona a realidade intrafísica e se manifesta em dimensões menos densas, onde estava antes de tornar-se uma conscin e para onde voltará como consciex após o dessoma. Goste ou não, caro leitor que tantas vidas já viveu... quando seu mentalsoma achar por bem ressomar-se em um veículo biológico sobre a Terra ou outro planeta, viverá a consequência do quanto você está de acordo com a cosmoética. Iludido terráqueo, eis sua condição como cidadão do universo: seu corpinho de carne e osso e seu fabuloso cérebro são apenas interfaces que você precisa para lidar com essa versão da matéria que nós chamamos, míopes que somos, de realidade. Tudo em nome de um processo evolutivo ainda mal compreendido pela nossa capenga humanidade. Quem disse? – você indaga. Disse o professor Waldo Vieira.

Mas você não precisa acreditar nele. Aliás, nem deve. A recomendação é do próprio Waldo, talvez a única tese, em sua colossal coleção de teses, que ele carrega como dogma. O “Princípio da descrença”, que assim foi escrito: “Não acredite em nada, nem mesmo no que lhe disserem aqui. Experimente, tire suas próprias conclusões”.



Waldo Vieira orgulhoso diante de sua coleção de 5.398 dicionários
Uma definição que está cravada em metal ou impressa em plotters em qualquer uma das unidades pelo Brasil que representam sua filosofia tanto espiritual quanto antirreligiosa: a conscienciologia. Uma larga, muito larga visão dos fenômenos do universo que coloca a consciência como a base e o objetivo de tudo. E que, entre dezenas de ramificações, estuda e utiliza como prova de seus preceitos a capacidade que a consciência tem de projetar-se. Ou seja, sair do veículo biológico e, com a devida lucidez, ter acesso a outras dimensões onde nos manifestamos. Foi por conta disso que procurei Waldo Vieira. Para provar a mim mesmo que é possível ter uma experiência fora do corpo.

Nos últimos anos, entre reportagens e pesquisas pessoais, tive algumas poucas, mas profundas, experiências que poderiam ser lidas como desse tipo. Claro que crer nisso é mais um exercício de fé do que lógica. Seja com veneno de sapo e sua bufotonina, com DMT inalado ou 110 mg de Ketamina intramuscular, qualquer vestígio de sensação corpórea sumiu e senti minha percepção solta em dimensões muito diferentes do habitual. Leves indícios de telepatia e contatos com espíritos ocorreram também. Para o levantamento da presente reportagem, busquei ainda a ajuda de um hipnólogo para tentar me tirar do corpo e, de alguma forma, comprovar tal feito através de visualização remota. Senti-me longe de mim, mas prova nenhuma foi produzida. Logo, descobrir se a fronteira dos sentidos acaba, ou apenas começa, no corpo ainda era um desejo não realizado. Quando escutei sobre as pesquisas de Waldo Vieira, o caminho natural foi voar a Foz do Iguaçu e testar se eu e meu corpo são duas coisas distintas.
O caminho natural foi voar a Foz do Iguaçu e testar se eu e meu corpo são duas coisas distintas
Ex-pírita
Waldo é muito conhecido por quem entende de espiritismo. Nos anos 50, por conta de seus precoces dons interdimensionais, envolveu-se com o “alto clero” da versão brasileira do kardecismo. Foi braço direito de Chico Xavier por mais de 20 anos, escreveu livros com o considerado maior médium brasileiro e ajudou a construir centros e as bases da estrutura que até hoje abrigam a comunidade espírita no país. Mas, ele jura, “discordava de muito daquilo”. Excesso de crença, dogmatismo e toda a liturgia que transformaram a interpretação daquelas experiências em uma religião. Algo que ele define como “prisão ideológica”, “megaplacebo social”, “experiência falida” e por aí vai. “Para mim esses fenômenos são naturais, não são místicos, tá entendendo como é? Por isso precisamos de palavras claras e precisas para f
alar dessas coisas.”

Sua jornada de independência parapsíquica começou com o lançamento de seu primeiro livro em 1980. Projeções da consciência compila mais de 60 experiências fora do corpo do próprio Waldo. Em seus relatos ele começa a dispensar termos antigos em nome de neologismos livres de peso religioso. “Espírito” se torna “psicossoma”, “metalssoma”, “consciex”. Redefine conceitos de corpo, morte, encarnação, mente, destino, genética, memória e por aí vai. Hoje, aos 77 anos, sem conter a magnitude de suas pretensões, Waldo criou mais de 5 mil palavras e escreveu 28 livros; 20 deles sobre conscienciologia e suas vertentes. Alguns com mais de mil páginas. Se gaba de ter rodado o mundo todo como estudioso, pesquisador e palestrante. Mas hoje não arreda pé de onde está, das terras vastas que a conscienciologia conseguiu comprar com os esforços e doações de seus adeptos.

São 1.616.000 m2, coisa de 160 hectares, que abrigam a chamada Cognópolis, “cidade do conhecimento”, reconhecida em maio passado por um decreto de Foz do Iguaçu como o mais novo bairro da cidade. Parte dela é o coração da comunidade, Ceaec, ou Centro de Altos Estudos da Conscienciologia. Trata-se de um complexo de 41 edificações, entre residências, laboratórios de diferentes espécies e construções de pitorescos nomes.

Estamos no Holociclo, uma imensa biblioteca e também um apanhado de muitas, muitas coleções que ilustram um pouco do eclético conhecimento humano. Ali estão exatos 738.706 “artefatos do saber”, como definem, como conchas do mar, chapéus de época, objetos da China... e a lista corre. 83.101 livros. 455.133 recortes de revistas e jornais separados em pastas divididas em 2.127 temas distintos, organizados em ordem alfabética, que vão de assuntos como “Holocausto nuclear” a “Desaprendizagem”. Todos os recortes são selecionados por alguns dos mais de 600 voluntários que trabalham no Ceaec, que se reúnem para avaliar qualquer peça de mídia impressa que chega às mãos.


A tertúlia diária de Waldo – laptops e alunos dedicados
e mais de 600 assistindo pela internet

Tudo é um esforço coletivo para ajudar Waldo a concluir sua obra magna. A Enciclo
pédia da conscienciologia, 12 tomos que somarão mais de 10 mil páginas com a definição de mais de 2 mil verbetes. Foi trabalhando nela, logo cedo, sentado na ponta da mesa, que encontrei Waldo Vieira. Animado, de mente ágil e olhos vivos, conduz a entrevista praticamente sozinho. Remonta um pouco de sua trajetória falando de como a cidade de Brasília foi construída por recados enviados por consciexes em sessões espíritas. “Juscelino sempre mandava gente falar conosco. Vinha general pegar as mensagens.” E foi justamente uma conexão com Kubitschek que colocou o arquiteto de Brasília na história da conscienciologia. Uma sobrinha de JK, Maria Stella Kubitschek, intercedeu junto a Oscar Niemeyer. Como um favor, sem cobrar nada, o centenário arquiteto entregou ano passado um projeto nada modesto para a construção da Holoteca: uma megabiblioteca/auditório que custará pelo menos R$ 13 milhões e que promete colocar Cognópolis definitivamente no mapa turístico e cultural do Brasil. Tanto que pela primeira vez, em função desse projeto, dinheiro público pode financiar uma obra da conscienciologia. Até hoje, toda Cognópolis e as dezenas de centros pelo Brasil foram pagos apenas por vendas de livros e doações de pequeno porte.


O repórter Bruno deixando o laboratório, depois de nadar em outras dimensões
Todos no Ceaec preferem vestir branco. Um impecável branco de alvejante. Muitos adotam também o jaleco. Dá o ar científico, educacional, que Waldo, com sua não menos alva barba, preza em seu ideário. Todos por ali são pessoas que, por um caminho ou outro, se viram fora do corpo, em contato com consciências desencarnadas, dentro de uma realidade invisível que transcende a morte e dá lastro à própria vida. Gente que não se entregou às vendas da religião ou ao materialismo da ciência oficial. E que viu nas longas barbas e nas palavras de Waldo Vieira uma explicação para nosso desamparo cósmico.
Muitos chegam ao ponto de deixar sua cidade de origem para conviver com seus pares – e com Waldo – no Ceaec. Um deles, de tão dedicado e competente, nativo de Florianópolis, tornou-se administrador de muitos projetos ligados à conscienciologia. Chamado por Vieira de “prefeito da Cognópolis”, César Cordioli me mostra um pouco do futuro da cidade do conhecimento. “Esse terreno aqui”, e mostra uma imagem de uma enorme área colada ao Ceaec, “vai ser a Villa Conscientia.” Um loteamento residencial em que vão morar 600 famílias, todas ligadas aos estudos e à projeção extrafísica. A grande maioria dos terrenos já está vendida. Depois do status oficial de bairro, Cognópolis entrou nos folhetos turísticos de Foz do Iguaçu. César prevê: “Um dia tudo isso será uma universidade, vai formar profissionais da consciência. Acho que é inevitável”.
Morto, porém vivo
De alguma forma César representa muito bem o processo pelo qual uma pessoa muda a vida para se engajar no plano evolucionário na Cognópolis. Ao longo de sua trajetória, ele buscou em muitos lugares respostas para suas questões – Rosa Cruz, espiritismo. “Mas igual a isso aqui não tem”, ele resume diante de duas estantes suas, repletas de pastas de estudos e na frente de um dos megalivros de Waldo, Projeciologia, aberto em um aparador como uma Bíblia de uma casa cristã. Mas quando você viu que a coisa funcionava mesmo, César? Quando se convenceu de que Waldo tinha razão? “Vi uma palestra dele em Florianópolis e gostei. Comecei a ler mais sobre o assunto e tentei umas projeções. Até o dia em que encontrei um tio meu que havia morrido.

E ele me disse que eu deveria ir na Justiça, porque um processo que ele deixara correndo havia terminado e tinha dinheiro esperando”, ele conta sorrindo. “E tinha mesmo, e era algo que ninguém da família sabia.” Assim como na história de César, são muitos os casos em que há provas de que a projeção existe, de que não é uma alucinação, é o vislumbre de que espíritos, ou melhor, consciexes levam uma vida social muito semelhante à nossa na Terra. Conversam, pensam em dinheiro, amor, cultivam apegos, raivas e manias. Podem aprender, mudar e evoluir. E possuem também um corpo, menos denso, é verdade, mais flexível e mutável, mas ainda limitado em tamanho. É como se também no além houvesse uma vida mundana. E é isso que eu quero ver em pessoa.
Meu Deus, está funcionando. Estou no quarto, meu corpo inerte na cama, e eu, de alguma forma, circulando por ali.
Depois de muito insistir, e driblar alguma resistência de professores do Ceaec, consegui do próprio Waldo a autorização para passar a tarde tentando uma projeção lúcida. Isso depois que ele colocou as mãos sobre minha cabeça e fez correr um estranho fluxo de energia que subia dos meus pés e chegava à cabeça, como se esquentasse meu cérebro, ou uma leve corrente elétrica saísse pelo cocoruto. Fui conduzido a um simples cômodo, uma casinha na verdade, sem aparelhos, medidores nem nada que justifique o solene título: Laboratório de Técnicas Projetivas. Há uma cama de casal, uma poltrona diante de um espelho, paredes azuis, ar-condicionado e uma escrivaninha com livros de Waldo. Não há nenhum doutor lá dentro, apenas a pessoa que vai conduzir o experimento, que é também a cobaia – eu, no caso. São três da tarde, e pelas próximas duas horas e meia devo deixar qualquer preocupação mundana ou pessoal de lado para que possa ter alguma chance de sucesso no meu intento.

Eu somos
Ao perguntar por que aquele lugar era mais adequado para o trabalho do que, digamos, o meu quarto em casa, me informam que foram tantas as experiências projetivas naquele ambiente que consciências desencarnadas de boas intenções circulam o lugar. “Os amparadores”, explicam, “podem ajudar muito nessa hora.” Agora solo no quarto bem-assombrado, apenas deitei, descalço e de calças desabotoadas. Fechei os olhos e quis, quis muito mesmo, que a experiência desse certo.

Seguindo dicas nos manuais, visualizava cenas de um corpo energético deixando minha cabeça. Vinte, 30, 40 min... e praticava o mesmo tipo de disciplina mental que me ajudou muito a ter sucesso em práticas como sonho lúcido (veja Trip # 167) e viagens psicodélicas de torrencial intensidade. Ou seja, segurar na base da vontade um foco nítido, um plano, que será minha âncora de sanidade na hora em que a mente decolar para lugares desconhecidos. O tempo passa, um sono diferente me embriaga até que a nítida imagem de um olho parece estampada do lado de dentro da minha pálpebra direita. A lucidez não me abandona, mas vagueia mareada até que me vejo de pé no quarto azul.

Há uma mulher de uniforme varrendo o chão. A lucidez vacila, e não estou completamente entregue à experiência. Até que peço licença a ela, que nada me responde, e uma onda de sanidade estoura em mim. Meu Deus, está funcionando. Estou no quarto, não há dúvida, meu corpo inerte na cama, e eu, de alguma forma, circulando por ali. Quando vejo uma árvore pequena que emana luz branca. Entro em choque, no duro, ao ter uma súbita compreensão não verbal de como uma árvore qualquer é evidentemente sagrada. Meu psicossoma chora subitamente e me vejo no segundo seguinte boiando no oceano, em cima de uma prancha. Varo uma, duas, três ondas. E resolvo surfar uma delas.
Assim que dou meia-volta, preparando a remada, estou de pé, tentando sair do mar que, em vez de uma praia, acaba no quarto onde estou, diante da cama onde meu corpo está deitado. E pimba! Abro os olhos e estou de volta à versão ordinária da consciência.

Sentado na cama, meio confuso e chocado. Estava fora do corpo? Sim. De fato? Não sei...
Não trouxe nenhum dado que comprove, friamente, que saí dos meus limites físicos. Não conversei com seres que me disseram coisas checáveis nem vi lugares que depois eu pudesse confirmar serem reais. Mas digo, sem hesitar, que era uma sensação muito diferente da de um sonho. Também não tinha as qualidades da vida desperta nem de uma trip psicodélica. Me sentia presente, mas pensando em caminhos distintos da mente.

Oscar Niemeyer entrega e assina a Holoteca, megaprojeto que pode colocar a conscienciologia nas alturas
Quando consigo me erguer, já passam das cinco da tarde. E vejo que a luz elétrica acabou. Ali, em Foz do Iguaçu, ao lado de Itaipu, um dia depois do apagão de novembro, é quase inevitável encarar aquele miniblecaute como um sinal. Mas um sinal vazio, despregado de significado claro, como se espíritos, consciências, Deus, o cosmo não passassem, tudo isso, de projeções de uma realidade maior. Se saí do corpo para uma voltinha em outras frequências, algo daquela dimensão retribuiu a visita, e disse “oi” apagando a luz.

Saio do quarto e caminho só pelo Ceaec. Conto a experiência para alguns pesquisadores dando sopa naquele fim de expediente. A maioria se impressiona, dada minha falta de treino na projeciologia. Entendem como uma projeção, mas não se arriscam a interpretar. “Pratique mais, estude muito que você vai bem longe”, foi o conselho geral das pessoas no Ceaec. Indo embora, impressiona, ao leigo repórter, a dimensão do projeto que Waldo Vieira fez nascer.

Apesar da estética e dos pressupostos que podem facilmente provocar risos em céticos, uma mente mais aberta consegue perceber que muito do que é dito por ali faz sentido. E a raiz da questão é algo que falta demais em um mundo em franca crise espiritual... a tentativa séria de achar terreno comum entre ciência e religião. Ou melhor, de tratar com lucidez aquilo que a ciência se recusa a ver, e o que a religião insiste em mistificar: o caráter multidimensional e imaterial da vida, da consciência que nos faz seres espirituais. E buscar da maneira mais eclética possível quais são as forças e as intenções que movem a evolução para a frente. Se acredito em Waldo Vieira? Sim. Por isso mesmo duvido dele. “Princípio da descrença”, certo? Então escuto as explicações sobre a dinâmica cósmica conscienciológica com real interesse e torço para que prosperem. Mas com a clara sensação de que a verdade, A Verdade!, se existe, está em lugares inacessíveis ao binário cérebro humano – e ainda longe daquilo que os milênios antes de Waldo Vieira batizaram de espírito.

Agradecimentos Tarobá Express Hotel (R. Tarobá, 1.084, Centro, Foz do Iguaçu, tel. 45 2102-7770)

Link para matéria original da Revista Trip - Edição 184
http://revistatrip.uol.com.br/revista/184/te-pego-la-fora.html#10

quarta-feira, 25 de março de 2009

Conscienciologia e Ciência

A proposta de uma neociência universalista, evolutiva e essencialmente consciencial, fundamentada na auto-pesquisa e no discernimento na observação dos fatos encontra no paradigma consciencial seu veículo mais avançado até aqui

A Projeciologia derivou da Parapsicologia, que surgiu da Psicologia. A Projeciologia por sua vez está vinculada à Conscienciologia como uma de suas especialidades. Como neociência, a Conscienciologia tem como princípio científico a inflexível integridade do pensamento na obsevação da realidade e no acompanhamento da evidência dos fatos, nos limites do campo experimental, passível assim de equívocos humanos. A teoria se faz a partir da experimentação. Ao contrário de uma ciência que estuda matérias inertes ou estáticas e desenvolve uma espécie de comunicação científica unilateral, a Conscienciologia desenvolve seus estudos a partir da interação humana, numa via dupla, ou multipla, de observação, no convívio diário com grupos sociais e nas vivências pessoais do observador - o auto-pesquisador. Diferentemente das ciências convencionais, essencialmente ortodoxas, tecnológicas, negocistas e materialistas, a Conscienciologia estende seus limites de observação e estudo a dimensões extra-físicas, campos multidimensionais da existência humana, previamente experimentados, através da projeção da consciência, e analisados por meio da auto-pesquisa.

O interese da Conscienciologia é capacitar o pesquisador com ferramentas avançadas de auto-pesquisa a conhecê-lo de forma holística, isto é, com entendimento da sua realidade nos campos intra e extrafísico, da sua paraprocedência, sua programação existencial e seu atual nível evolutivo, para que, a partir desse entendimento, ela possa traçar suas metas evolutivas prioritárias, utilizando para isso as bioenergias e as verdades relativas de ponta dos experimentos já realizados. A investigação científica proposta pela Conscienciologia apresenta seis traços característicos básicos: curiosidade, motivação, independência, dedicação, crédito e benefício. A curiosidade intelectual move os estudos numa área em que haja interesse e motivação para observá-la e registrá-la, com independência e flexibilidade mental, inclinação para longas horas de dedicação, ambição de correr atrás dos créditos que prcisa para realizar seus estudos e, por fim, desejar alcançar os benefícios do estudo na heteroassistência.

Na Conscienciologia, a repetição dos experimentos dos outros é uma valiosa ferramenta de aprimoramento. Ao contrário da ciência convencional, esta medida de estudo estende os campos de observação, por meio da casuística pessoal do observador, enriquecendo em muito a informação sobre o tema, com a atualização da verdade relativa de ponta - ou seja, a mais recente verdade sobre o assunto, até que outro experimentador refute-a e atualize-a. "Não se faz ciência apenas com o bom senso," afirma o propositor da Conscienciologia, Waldo Vieira. "O conhecimento científico não se satisfaz com meras opiniões. Ele precisa de aproximação de certeza." No entanto, o que pode parecer um paradoxo científico, posto que a ciência convencional utiliza o princípio da imparcialidade nos experimentos, a pesquisa conscienciológica é feita a partir da observação informal e pessoal. É importante, entretanto, observar que tal imparcialidade da ciência convencional, na verdade, não se concretiza de fato no momento do experimento, uma vez que o observador irá sempre interferir no observado, seja de modo físico ou energético. Na Conscienciologia, a pesquisa participativa é inevitável. "O que se deve procurar," diz Waldo Vieira (Projeciologia, p.56), "é o máximo de neutralidade, impessoalidade, imparcialidade e universalidade em relação ao objeto de estudo." A interação pesquisador e objeto pesquisado ocorre de forma ampla quando o pesquisador tem uma função específica e útil no experimento, fazendo parte da situação no momento da pesquisa - uma vivência pessoal, por exemplo, pode ilustrar tal participação. Enfim, em qualquer experimento, não existe um resultado imparcial, impessoal puro e completamente isento. Há sempre do experimentador no processo de pesquisa e nos seus resultados. É importante ressaltar que todo o conhecimento que possamos ter da realidade vem de uma experiência pessoal, seja nossa ou dos outros. Qualquer proposição que fuja desse modelo torna-se crença.

"Quando descobri a Conscienciologia alguns bons anos atrás, o que mais motivou uma mudança de paradigma para entender tanto a minha própria realidade quanto a realidade à minha volta foi a ausência da imposição sobre verdades absolutas e de dogmas religiosos. Fundamentada sobre verdades relativas de ponta e aversa a construção de crenças, a proposta de uma neociência de âmbito multidimensional e pluriexistencial, estudada e estendida a partir da vivência pessoal ainda hoje é o que de mais avançado encontro como ferramenta de autopesquisa evolutiva." Esse testemunho pessoal restringe-se apenas a intenção de registrar minha experiência pessoal com o paradigma consciencial e não pretende convencer os leitores sobre qualquer coisa que foi escrito acima.

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Consciência e Conscienciologia


A Conscienciologia é a neociência dedicada ao estudo da consciência de forma integral considerando todos os seus veículos de manifestação (holossoma), as múltiplas dimensões energéticas (multidimensionalidade), as múltiplas vidas (serialidade) e a evolução consciencial, baseada no paradigma consciencial.

Por consciência aqui entendemos o ser vivo pensante e racional, inteligência humana em todas as suas manifestações, nas formas intra e extrafísica. Intrafísica enquanto pertencente ao mundo físico, terrestre, concreto, e extrafísico, quando no mundo energético ou conhecido por espiritual. As duas formas de consciências, entretanto, são indissociáveis e estão permanentemente ligadas por extensões pluriexistenciais na teia multidimensional.

A consciência intrafísica, personalidade humana, o cidadão ou cidadã da sociedade que conhecemos, evolui por meio do autoconhecimento, resultado da sua autopesquisa, na identificação e superação dos traços fardos. A autopesquisa consciencial ocorre com autoenfrentamento e conseqüentes reciclagens de comportamento. O complexo universo pluriexistencial da consciência traz em si o modelo mais atualizado da sua evolução - somos a forma mais atualizada de nós mesmos. Somos hoje a soma de todo o nosso conteúdo cognitivo, adquirido ao longo de inúmeras séries existenciais (seriexes), como se vivéssemos em muitas ocasiões os resquícios de todos aqueles indivíduos que um dia fomos em
condições e contextos pretéritos, mas com os quais, por alguma razão, ainda temos ligações representadas por comportamentos e atitudes muitas vezes inadequados na atual realidade física. O amálgama de experiências do qual a consciência é formada transcende a realidade que podemos ver e sua representação no mundo físico hoje nos apresenta um perfil multidimensional e pluriexistencial.

Aqui nosso enfoque está na evolução consciencial através do paradigma consciencial, antidogmático, isento de teorias religiosas, simbolismos, misticismos, esoterismos. O movimento de evolução consciencial por meio do autoconhecimento despreza o engessamento de idéias, proposições pre-estabelecidas e preconceitos para propor um olhar no espelho da consciência pronta para o autoenfrentamnento de si mesma com o objetivo de superar-se sem autocorrupções.