Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.

Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.

"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."
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terça-feira, 8 de março de 2011

A Reconstrução de uma Consciência

Por religião entende-se a crença na existência de forças ou entidades sobre-humanas responsáveis pela criação, ordenação e sustentação do universo; forma particular que essa crença assume com base em cada uma das diversas doutrinas formuladas; existência vivida em obediência escrita aos princípios de um sistema religioso; respeito ou reverência às coisas sagradas; vínculo a uma forma de pensamento ou crença que encerra uma concepção filosófica (Dicionário Eletrônico Aulete). Enquanto sacerdote dedicado por vinte anos aos serviços da Igreja Católica Apostólica Romana, o então Frei Marcelo foi um religioso idealista, leal, responsável e dedicado, imbuído na busca de encontrar a vida consagrada e no exercício do pleno sacerdócio.

Na igreja, Frei Marcelo foi um pregador da palavra cristã para milhares de pessoas, pastor comprometido a inúmeros  fiéis e catequizador eficaz para muitos jovens dispostos a iniciar os estudos da vida religiosa. Mas a religião, aos poucos, foi deixando sem respostas vários questionamentos de Frei Marcelo na medida em que os seus interesses e dúvidas se avolumavam além dos muros da igreja. A religião esgotava para ele as suas possibilidades evolutivas. Foi então que se viu diante de uma crise de crescimento ao decidir, primeiramente, encarar o auto-confrontamento. Enquanto religioso, Frei Marcelo nunca abandonou a busca da sabedoria por meio de uma verdade lógica. Esse caminho, como era de se esperar, o levou à racionalização da doutrina religiosa e a questionamentos cada vez mais frequentes, fato que, por si só, já demonstra crescimento e que mais tarde o levaria a tomar a decisão do rompimento definitivo com a instituição religiosa.

Essa dissidência, no entanto, não foi apenas de ordem institucional ou idealista. Frei Marcelo não ampliou a maneira que se praticava a religião seguindo filosofias revisadas por ele nem corrigiu leis, ordens e regras. O seu rompimento não ocorreu por meio de um crescimento dentro da religião, mas para além dela. Sendo assim, a sua reciclagem intraconsciencial abandonou os princípios da doutrina cristã a fim de encontrar liberdade de pensamento, uma forma de estudo que o possibilitaria "maior alcance evolutivo das tarefas do esclarecimento (p.24)" , segundo afirma-se no seu livro. Frei Marcelo admitiu, racionalmente, uma mudança de paradigma: encontrou aquele em que a consciência assume as rédeas de sua própria evolução; saiu da epiderme espiritual para ampliar seu universo interior de possibilidades; passou a ter uma "cosmovisão racional proporcionada pelo paradigma consciencial (p.25)."

Marcelo da Luz lança agora Onde a Religião Termina, a obra na qual ele expõe todo o processo de dissidência vivido com a Igreja Católica, "a renúncia pública à crença religiosa ou o abandono da religião (p.19)," e nos brinda com seu notável exemplarismo, numa tomada de decisão fundamentada no auto-enfrentamento, no empenho destemido da reciclagem intraconsciencial e na coragem também para vencer uma auto-mimese religiosa, possivelmente, secular. Todos sabem o quanto é difícil romper com antigos valores e velhos comportamentos. Para termos uma vaga idéia disso basta pensarmos em como é duro nos desfazermos de objetos da casa, hábitos corriqueiros e até mesmo maneiras de pensar. Uma auto-atualização mnemônica, isto é, da memória, aparentemente poderia não nos trazer maiores pesares, caso se resumisse à uma mera mudança de auto-imagem. A nossa memória não guarda apenas nossas formas de agir e pensar, mas, sobretudo, carências, necessidades e, de uma forma geral, uma insondável vulnerabilidade a tudo que é novo. Tomando por base o ser humano comum, tememos o novo em maior ou menor grau, quando este envolve mudança de comportamento e hábitos. "A eliminação de vícios, a superação de ideologias, o abandono de instituições ou de estilos de vida não equivalem a simplesmente mudar de endereço, trocar de roupa ou permutar um carro (p.21)."  As mudanças envolvem "um movimento consciencial," para o qual precisamos ter uma convicção inquestionável quanto às nossas novas necessidades e uma vontade inquebrantável para ampliar os horizontes daquilo que alimenta a nossa fome de evolução.

ONDE A RELIGIÃO TERMINA
Marcelo da Luz
Ed. Editares R$ 68,00
Venda Online: http://www.shopcons.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=295

A entrevista a seguir foi dada por Marcelo da Luz ao Programa Ciência & Consciência, na TV Compléxis, com direção de Ton Martins e apresentação de Amaury Pontieri. Nela, o escritor fala de sua obra e nos revela os bastidores da sua exemplar reciclagem de vida.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4





terça-feira, 7 de setembro de 2010

Do Assédio Interconsciencial à Desassedialidade Permanente





O livro "Contrapontos do Parapsiquismo", da autora Cirleine Couto, lançado no último mês de junho pela editora Editares, é uma obra fundamental para entendermos o processo de superação do assédio interconsciencial rumo à desassedialidade permanente, como bem anuncia o subtítulo da obra. 

O parapsiquismo é uma função natural humana, comum a todos em maior ou menor grau, através da qual vivenciamos as percepções extrassensoriais e com a qual estabelecemos a comunicação interdimensional. Também conhecido por paranormalidade, o parapsiquismo é uma ferramenta evolutiva essencial, utilizada pela consciência para transpor os limites da realidade física a fim de alcançar maior discernimento e lucidez perante a realidade multidimensional. Para isso fazemos uso dos veículos de manifestação (soma ou corpo físico, energossoma ou corpo energético, psicossoma ou corpo das emoções e o mentalsoma ou corpo mental) e das nossas potencialidades bioenergéticas.

O parapsiquismo, que está associado à mediunidade, é uma habilidade que pode ser desenvolvida de maneira sadia pela consciência empreendedora em sua evolução pessoal. Temas relacionados ao parapsiquismo são cada vez mais comuns em livros, revistas, filmes, seriados, novelas etc., mas raramente são abordados tecnicamente. A autora Cirleine Couto apresenta o resultado de um trabalho sério de autopesquisa, com o propósito de nos mostrar de forma direta, e por vezes crua, a realidade tanto daqueles que encontram-se no período de transição de patamar evolutivo, motivados pela vontade de reciclar traços fardos da personalidade, cientes dos beneficios do investimento na evolução pessoal, quanto dos que simplesmente ignoram tudo isso imersos numa ignorância automimética.

Com uma escrita técnica arrojada e brilhantemente desenvolvida e demonstrando raro domínio do tema, a autora "utiliza a técnica de contrapontos e contrastes, explicita as condições sadias e doentias no emprego do parapsiquismo, a utilização do atributo em prol da evolução, da interassistencialidade, ou na contramão, como instrumento de manipulações conscienciais antievolutivas, além de indicar soluções e terapias para problemas, enigmas e impasses desta complexa área cognitiva humana, ainda pouco explorada cientificamente".

O parapsiquismo é em si um tema obrigatório a todos os que priorizam o autoconhecimento multidimensional e estão investindo na sua evolução pessoal. A gestação consciencial Contrapontos do Parapsiquismo é uma obra que em muito irá lhe auxiliar nesse caminho.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Avião Está Pegando Fogo !

Seja em seu contexto histórico, científico ou espiritual, a reencarnação para muitos nunca deixou de ser uma teoria sem comprovação e tampouco se livrou da alcunha de crença. O livro A Volta, lançado no Brasil pela Best Seller, acende, entretanto, uma luz no túnel dos céticos e confirma o processo reencarnatório como uma condição natural e evolutiva da consciência.

O Livro A Volta de Bruce e Andrea Leininger, escrito com a colaboração de Ken Gross, romancista e escritor de não ficção, conta a história verídica do filho do casal, James Leininger, um menino que desde os dois anos de idade passou a reviver os últimos momentos de sua vida anterior. Primeiro, sofrendo com pesadelos, e depois, narrando nomes de todos com quem conviveu e fatos que ele conseguia rememorar da época em que foi um piloto da Força Aérea Americana na Segunda Guerra Mundial. Os vídeos disponíveis no YouTube sobre este caso foi apresentado neste blog, num post lançado em (ver data).
Como apresenta Carol Bowman no prefácio do livro, o dr. Ian Stevenson, ex-diretor do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da University of Virginia, pesquisou durante quarenta anos lembranças espontâneas de vidas passadas de crianças, começando no início da década de 1960. Em 2007, quando morreu, ele havia rigorosamente investigado e meticulosamente documentado quase 3 mil casos. Cerca de 700 dessas crianças, geralmente com menos de 5 anos, tinham recordações tão claras de vidas anteriores que s elembravam de seu antigo nome, do lugar onde tinham vivido, do nome de parentes e de detalhes muito específicos que, segundo o dr. Stevenson, eles não poderiam conhecer. Os resultados dessa pesquisa vão muito além do que podemos considerar acaso ou coincidência.

A própria Carol Bowman, autora dos livros Crianças e Suas Vidas Passadas e Return from Heaven, começou a pesquisar casos de rememoração de vidas passadas por crianças há vinte anos, depois que seus dois filhos tiveram suas próprias vívidas lembranças de vidas anteriores. O efeito cascata dos seus trabalhos não tardou a acontecer. Depois da publicação do livro Crianças e Suas Vidas Passadas, em 1997, Carol recebeu milhares de e-mails de pais cujos filhos haviam tido ou estavam tendo lembranças espontâneas de vidas passadas. A mesma resposta ele teve em seu site (WWW.reincarnationforum.com). Sengudo Carol, os casos pesquisados mostravam que o fenômeno tinha padrões repetitivos: fobias, pesadelos, talentos que não foram aprendidos, habilidades desconcertantes e demonstrações de discernimentos com relação a assuntos dos adultos que as crianças não poderiam, de maneira alguma, conhecer com apenas dois anos de idade.

No entanto, entre todos esses casos, aquele que indubitavelmente pode chancelar a evidência de que a consciência humana sobrevive à morte física e está imantada a um ciclo de existência é o de James Leininger, tema do livro A Volta. Simplesmente por apresentar fatos, e contra fatos não há argumentos. Filho de pais cristãos, e até então descrentes de qualquer coisa que não os levasse ao paraíso, e morando primeiro no interior do estado do Texas e depois no da Lousiania, James, aos 3 anos de idade, podia descrever fatos da guerra, o seu avião, nomes de amigos aviadores, oficiais, além de saber o seu próprio nome como piloto e o do porta-aviões em que serviu na época. E narrava tais fatos com uma convicção tão inabalável que as pesquisas realizadas a partir dos seus relatos trouxeram à superfície, com a ajuda de microfilmes, vídeos, diários de bordo, fotos e documentos, todo o corpo de militares do porta-aviões Natoma Bay. Todos os fatos narrados pelo menino James foram comprovados. Seu nome era James Huston Jr., piloto da Força Aérea Americana, morto na Segunda Guerra Mundial.

Livro A Volta; Editora Best Seller; 319 páginas; R$ 28,00.

domingo, 6 de junho de 2010

Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua - Entrevista com a escritora carioca Jackeline Bittencourt

O livro Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua, da escritora carioca Jackeline Bittencourt, tem sido dedicado a investigar as implicações da condição feminina no papel de gerar filhos. O livro oferece a casuística pessoal da autora como ferramenta para a desmistificação da antimaternidade, vista aqui através de um olhar mais sóbrio, lógico e racional. E é justamente com a intenção de informar através do autoexemplo, que Jackeline preferiu uma linguagem subjetiva para contar suas experiências, narrar os percalços do amadurecimento pessoal e as vicissitudes do drama pessoal pelo qual passou, quando ainda mantinha os valores sociais no seu local de controle (LOC).

Nesta entrevista ao programa Ciência & Consciência do Tom Martins, Jackeline fala de sua obra e do caminho trilhado para superar as deficiências físicas que a impediam de ser mãe. Um caminho que cruza a autoaceitação, exige mais disciplina e determinação dos seus empreendedores na medida em que assumem as suas escolhas, fora do escopo da massificação cultural e social pela qual somos fisgados, aceitando a procriação como um valor incontinenti.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6



PARTE 7



O livro está disponível nas principais livrarias, mas pode também ser adquirido no site da Hama Editora http://www.hamaeditora.com.br/index.php e na livraria do CEAEC (Centro de Altos Estudos da Consciência), em Foz do Iguaçú.

domingo, 1 de novembro de 2009

Entrevista com a Escritora Jackeline Bittencourt

Na última Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, visitei o stand da Hama Editora no lançamento do livro Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua, da escritora carioca, Jackeline Bittencourt. Na ocasião, fiz uma entrevista com a autora, gravada rudemente na minha camera digital, mas o resultado vale como registro do evento.


terça-feira, 13 de outubro de 2009

A Antimaternidade Vista com os Olhos da Evolução

Lançado na última Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua, da escritora carioca, Jackeline Bittencourt, cujo campo de pesquisa na Conscienciologia tem sido dedicado a investigar as implicações da condição feminina no papel de gerar filhos, tanto como valor social como pessoal, sendo o segundo na maioria das vezes como conseqüência do primeiro, o livro oferece a casuística pessoal da autora como ferramenta para a desmistificação da antimaternidade, vista aqui através de um olhar mais sóbrio, lógico e racional. E é justamente com a intenção de informar através do autoexemplo, que Jackeline preferiu uma linguagem subjetiva para contar suas experiências, narrar os percalços do amadurecimento pessoal e as vicissitudes do drama pessoal pelo qual passou, quando ainda mantinha os valores sociais no seu local de controle (LOC).

O caminho trilhado pela autora para superar as deficiências físicas que a impediam de ser mãe mostra ao leitor o quanto a busca pelo autoconhecimento é um movimento solitário, persistente e contínuo da consciência que quer evoluir. Esse caminho, que cruza a autoaceitação, exige mais disciplina e determinação dos seus empreendedores na medida em que assumem as suas escolhas, fora do escopo da massificação cultural e social pela qual somos fisgados, e, aqui, sim, sem qualquer escolha, e na qual a maternidade é um valor incontinenti. Já nos primeiros capítulos, notamos, contudo, a preocupação da autora em criar um colóquio reconciliatório consigo mesma e para com os demais, que viveram ao seu lado a fase dos embates pro-maternidade.

É possível que o trauma da obnubilação, da qual emergiu para superar seu drama pessoal, tenha perdurado até o momento em que a autora deixou de se ver como uma consciência intrafísica e transitória e passou a enxergar mais claramente a sua condição de consciência pluriexistencial, com uma programação de vida que não incluia a maternidade. Esse rompimento do que deveria-ser para o que de-fato-é foi doloroso, mas, enfim, bem sucedido. Os amparadores olham o futuro; os assediadores, o passado. Afinal de contas, não é evolutivo só fazermos aquilo que queremos, mas, sobetudo, o que precisa ser feito.

O livro está disponível nas principais livrarias, mas pode também ser adquirido no site da Hama Editora http://www.hamaeditora.com.br/index.php e na livraria do CEAEC (Centro de Altos Estudos da Consciência), em Foz do Iguaçú.