Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.

Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.

"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Anjo Caído

Um dos entraves mais antigos para a evolução do homem, o obscurantismo atravessa séculos e chega à idade moderna ignorando a ciência

A atitude obscurantista caracteriza-se pela não utilização da razão na busca de soluções para os problemas humanos. Intolerância, radicalismo, preconceito, esoterismo, fundamentalismo, isolacionismo são apenas algumas das inúmeras consequências geradas pelo movimento obscurantista no mundo ainda hoje. O cristianismo, judaísmo e islamismo são hoje as correntes religiosas mais importantes, não apenas pelo número de fiéis e seu papel na história do homem, mas também pelo grau de influência que ainda exercem na formação espiritual e religiosa no planeta. Lamentavelmente, na filosofia de cada uma delas ainda se encontram elementos de intolerância, radicalismo e preconceito, numa mistura de devoção espiritual e ódio secular.

Muitos autores sofreram consequências da intolerância deflagrada da Antiguidade até os dias atuais. Galileu Galilei, Salman Rushdie, Albert Eisntein, Martinho Lutero, Allan Kardec, Nostradamus, Voltaire e Dante são apenas alguns nomes conhecidos entre centenas de milhares que viveram o viéis obscurantista: queima de livros, Inquisição, Index, perseguição e morte em nome de Deus, Godshand murder.

Numa época de avanços tecnológicos e científicos, liberdade de expressão e globalização, tais correntes perecem evidenciar a dificuldade de alcançar uma coexistência pacífica e respeitosa. Claro que a intolerância religiosa pode se manifestar em qualquer indivíduo, de qualquer religião, mas essas grandes religiões têm sido dominantes ao longo dos últimos séculos, demonstrando uma prática religiosa insidiosa e violenta. De certo, o Catolicismo de hoje não traz a mesma veia obscurantista, em sua essência, de períodos históricos mais antigos, mas o lastro inquisidor provocou cicatrizes indeléveis na História do Homem.

John Locke (1632-1704), filósofo empirista inglês e precursor do Iluminismo, escreveu, "não é a diversidade de opiniões o que não pode ser evitado, mas a recusa de tolerância para com os que têm opiniões diferentes." A contribuição dos iluministas para a humanidade é imensurável na mesma medida em que um futuro promissor por meio dos avanços da tecnológia e da ciência ainda passa longe de uma realidade espiritual hígida. Mas não podemos ignorar o legado iluminista de abertismo e racionalidade.

Para Voltaire (1694-1778), um dos ícones iluministas, perseguido e autor de obras condenadas, a intolerância religiosa tem como principal fundamento a busca pelo poder, na imposição da religião que quer ser dominante. "É incontestável que os cristãos quisessem que a sua religião fosse a dominante. Na tentativa de fazer toda a Terra ser cristã, eles ficaram contra toda a Terra." Sobre esse caráter belicoso do cristianismo, o filósofo inglês, lógico, matemático e Prêmio Nobel de Literatura de 1950, Bertrand Russell (1872-1970), escreveu, "é um completo mistério para mim que haja pessoas aparentemente lúcidas que pensem que a fé no cristianismo possa evitar a guerra. Tais pessoas dão a impressão de serem totalmente incapazes de compreender a História."

Do tempo de Constantino (e do Estado romano) até hoje, jamais houve um vislumbre de evidência de que os Estados cristãos sejam menos belicosos que os demais. O Estado romano tornou-se cristão ao tempo de Constantino e esteve continuamente em guerra até deixar de exisitir. Os Estados cristãos que o sucederam continuaram a se bater mutuamente e a enfrentar Estados que não eram cristãos. Quando surgiu no sul da França uma seita conhecida como catarismo, na época de Inocêncio III, e cujos adeptos negavam a autoridade do papa, a resposta da monarquia e do clero foi com fúria e desafio avassalador.

Em 1209, Inocêncio III convocou uma guerra santa contra a "seita maldita" e queimou com seu exército aldeias e multidões. Para terminar de vez com o que sobrou, Gregório IX, sucessor de Inocêncio III, criou em 1233 a Santa Inquisição, um Tribunal com a incumbência de tocar o terror com atraso e obscurantismo contra todos que divergissem da Igreja Católica. Centenas foram submetidos a julgamentos arbitrários e interrogatórios impiedosos, durante os quais se torturava para que confessassem seus "crimes." Condenados, eram levados para a fogueira e queimados em ato público. Segundo Heinrich Heine (1797-1856) "aqueles que queimavam livros, queimavam humanos" em nome do Senhor.

A oposição à liberdade de expressão foi sempre utilizada pelas religiões dominantes para proteger seus dogmas e defender seus interesses de poder e hegemonia. O horror disseminado pela perseguição do Santo Ofício, deixou um rastro de vergonha e indignação na história da humanidade, culminando no Holocausto de Adolf Hitler e o Nazismo. O escritor português José Saramago diz que, "ao matar em nome de Deus, transforma-se Deus em um assassino." Deus torna-se assim inquisidor, perseguidor e intolerante. A intolerância religiosa ainda é um grande desafio para a humanidade. Movimentos neo-nazistas ganham força na Europa, a guerra entre árabes-mulçumanos e judeus nunca viveu uma trégua confiável, a Igreja Católica ainda hoje dá as costas para a ciência, sendo contra as pesquisas com as células-tronco embrionárias, e mostra seu preconceituosa contra homossexuais, os direitos das mulheres, o uso da camisinha e o aborto, além de colecionar casos de pedofilia nunca explicados e muito menos julgados.

A condição humana segue atrelada à luta pelo poder, ao individualismo, à intolerância, ao uso da guerra em suas disputas e não mostra avanços humanitários que nos permitam visualizar uma época futura em que a paz enfim tome o seu devido lugar no espírito humano. Tudo isso deixa no ar uma pergunta essencial: quem irá deixar de atirar a primeira pedra ?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Parapsiquismo e Cientificidade

Para falar sobre Parapsiquismo, Ton Martins, apresentador do programa Ciência & Consciência, recebe Nanci Trivellato, Mestre em Metodologia Científica em Psicologia , Editora do Journal of Conscientiology e Diretora Científica da IAC - International Academy of Consciousness. Mais informações sobre o programa Ciência & Consciência, visite http://www.complexis.org

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6



PARTE 7



FINAL

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Você Já Teve uma Vivência Parapsiquica ?

Com esta pergunta surgiu a idéia do documentário Homo Sapiens Parapsychicus, uma obra engajada em mostrar que o parapsiquismo, isto é, a comunicação entre as dimensões intra e extrafísica, é muito mais comum do que podemos imaginar. Cabe apenas ao ser humano compreender a sua própria parafisiologia e conhecer suas faculdades paranormais, tendo a quebra de tabús e a desmistificação do processo parapsíquico como os principais obstáculos a serem vencidos.

Antes mesmo de entender a natureza parapsíquica do ser humano, é preciso conhecer a constituição energética do universo em que vivemos. O entendimento da realidade energética, em meio a qual nossas ações se desenvolvem, é um passo fundamental para entender que a comunicação entre as realidades física e extrafísica não diz respeito apenas aos ditos seres paranormais ou faz parte tão somente das habilidades exploradas pelas correntes místicas dogmáticas. Nos comunicamos energeticamente em vários níveis de percepção todos os dias, em estado de vigília física ordinária ou enquanto dormimos. Nosso cérebro capta muito mais informações do que podemos perceber. Isso faz com que a vida esteja inserida numa teia multidimensional de infinitas possibilidades.

Embora pareça transceder a base de conhecimento estabelecida pela ciência convencional, o fenômeno parasíquico é uma faculdade natural, comum a todos e faz parte da parafisiologia humana. Ainda que extremamente controvertidos, os fenômenos parapsíquicos têm sido extensamente relatados pelos mais diversos povos e culturas ao longo da história. Segundo a opinião média da comunidade científica, a existência de tais fenômenos não foi comprovada por nenhum experimento rigorosamente controlado e passível de reverificação. De igual modo, a inexistência dos fenômenos parapsíquicos também não foi comprovada por quaisquer meios (Wikipedia). São exemplos de fenômenos parapsíquicos: telepatia, telecinésia, clarividência, premonição (precognição), retrocognição, materialização, experiência fora do corpo, psicofonia, psicografia, catalepsia projetiva entre muitos outros.

Durante as primeiras pesquisas realizadas com aproximadamente 90 pessoas de procedências, classes, faixas etárias e níveis de educação os mais variados possíveis, percebi que o resultado de 83% de confirmação da experiência paranormal mostrava sinal de que o documentário ganhava definitivamente uma boa razão para ser produzido. Entre os que disseram nunca terem tido qualquer vivência paranormal, uma parte afirmou que conheciam alguém que já havia experimentado alguma experiência parapsíquica (amigos, parentes próximos ou distantes), restando aos 100% céticos um percentual significantemente minoritário. Como professor, a pesquisa foi realizada com meus alunos, no escopo de complexidade de tipos já mencionado acima, e encontra-se hoje ainda em andamento.

O documentário pretende apresentar uma compilação de entrevistas não apenas com transeuntes nas ruas do Rio de Janeiro, mas também com pesquisadores em bioenergias, psicólogos, psiquiatras, assim como com pessoas comuns, alunos e amigos, interessados no tema, que se disponibilizaram para gravar entrevistas narrando seus casos. Considero "pessoas comuns" aquelas que não têm reconhecidamente experiências freqüentes na comunicação parapsíquica e que não são consideradas paranormais. O trabalho tem como objetivo justamente analisar o parapsiquismo na vivência diária, fora do eixo das experiências daqueles considerados paranormais, com enfoque no pressuposto de que o ser humano é parasíquico por natureza e que os eventos paranormais não trazem (ou pelo menos não devem trazer) qualquer classificação mística, religiosa, esotérica ou sobrenatural.

Aqueles que podem contribuir com suas experiências pessoas para o conteúdo deste documentário podem lançar aqui seu comentário ou enviar e-mails diretamente para mim: marioluizdesa@yahoo.com.br

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Saúde Consciencial

O instrumento básico de uma superação é um propósito suficientemente forte para a cura ou solução do problema em questão, seja de saúde ou da vida diária. Contudo, não podemos conceber tal propósito sem a força vital, fundamentada na responsabilidade de vida. Ou melhor, na responsabilidade com uma opção de vida evolutivamente significativa, isto é, a partir da auto-assistência, exercida na relação intraconsciencial, aquela que a consciência tem consigo mesma, e também da heteroassistência, desenvolvida nas relações interconscienciais, com as demais pessoas e com o mundo à nossa volta.

Superar uma doença física, no entanto, envolve mais do que simplesmente sobreviver à ela. A doença em si não é apenas uma enfermidade no corpo físico. É um estado físico vulnerável a intempéries psicologicas, debilidade, tristeza e depressão, quando não à própria autovitimização e à revolta do doente. E é justamente nesse ponto que encontramos o ponto de retorno do quadro clínico, o restabelecimento físico, o controle dos sintomas e, por fim, e não raramente, à desejada superação, pois quando a doença não adoece o doente, ele a controla e supera seus percalços.

Este é o caso da jornalista e professora de Projeciologia e Conscienciologia, Barbara Ceotto. Depois de descobrir em 2007 que tinha um cancer nos rins em estado avançado, ela não apenas aceitou o desafio de vencer a doença, como fez da sua experiência um laboratório pessoal de autopesquisa, buscando na autoconsciencioterapia o empreendimento necessário para as reciclagens íntimas, priorizando sua evolução pessoal e suas relações interconscienciais. A experiência de Barbara é um exemplo não só para aqueles que se encontram em estados clínicos patológicos, mas todos que no dia-a-dia enfrentam de alguma forma a urgência de evoluir por meio de reconcliações e superações pessoais.

Nessa entrevista concedida no Campus IIPC em Saquarema-RJ a Ton Martins, apresentador do programa Ciência e Consciênia, exibido na TV Complexis, Bárbara fala sobre os pilares que a conduziram e ainda a conduzem em sua evolução pessoal, na convivência com seu problema de saúde. Em pauta, muitos assuntos essenciais: autoconsciencioterapia, autopesquisa, parapsiquismo, assistencialidade e reciclagem existencial. Um escopo valioso de informação para aquele que, como ela, prioriza sua evolução no planeta.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



Para maiores informações sobre Projeciologia e Conscienciologia, visite:
IIPC - www.iipc.org

Para assistir outros programas do Ciência & Consciência, visite:
TV COMPLEXIS - www.complexis.org

domingo, 24 de janeiro de 2010

Aniversário de 1 Ano do Via Consciência

O Blog Via Consciência fez um ano de existência no último mês de dezembro de 2009. Em tempo, gostaria de agradecer a todos os seguidores e também aos visitantes por manter o fluxo de informação sempre em movimento. Muito obrigado a todos !

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Consciência Livre Agora na Rádio Foz 1320 Khz AM

Depois de gerar uma coleção de DVDs e inaugurar na TV de Foz do Iguaçu o primeiro programa conscienciológico do planeta, o Consciência Livre recomeça agora em seu formato para o rádio, capitaneado pela Magda Carvalho, conhecida apresentadora de rádio e TV no Paraná. Repetindo a fórmula de entrevistas no estilo Talk Show da televisão, o Consciência Livre reinaugura com seu retorno o canal aberto para debates públicos sobre Projeciologioa e Conscienciologia. Nesta sua primeira edição da nova temporada, o convidado foi o radialista Luiz Ribeiro da Rádio Tupi-RJ, um comunicador conscienciológico de primeira linha que, desde 2001, recebe em seu programa de rádio semanal professores e palestrantes do IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia) para entrevistas. A organização e produção do Consciência Livre é assinada pela equipe de Foz do Iguaçu da Comunicons, instituição conscienciocêntrica da qual sou um dos voluntários no Rio de Janeiro.

PARTE 1



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PARTE 3



PARTE 4

segunda-feira, 4 de janeiro de 2010

Revista Trip - Edição 184: "Te Pego Lá Fora" por Bruno Torturra Nogueira

A Revista Trip, na sua edição de número 184, traz uma matéria extensa sobre Projeciologia e Conscienciologia, feita na Cognópolis, em Foz do Iguaçu, assinada pelo repórter Bruno Torturra Nogueira, que, segundo mostra o seu relato, teve uma experiência projetiva durante a sua estada no campus. A matéria apresentada neste blog foi extraída integralmente da versão onine da revista, cujo link para a página original encontra-se no final do post.

Corpo de um lado, percepção de outro: é a ciência da conscienciologia, testada e aprovada

Tentando entender qual a fronteira que separa sua mente de seu corpo, nosso repórter vai atrás da megacomunidade da conscienciologia, em Foz do Iguaçu. Sob os cuidados de Waldo Vieira, fundador dessa nova ciência, ele se entrega às técnicas projetivas e se vê dividido em dois. Percepção de um lado, carcaça de outro

Goste ou não, você não tem escolha. Seu psicossoma abandona a realidade intrafísica e se manifesta em dimensões menos densas, onde estava antes de tornar-se uma conscin e para onde voltará como consciex após o dessoma. Goste ou não, caro leitor que tantas vidas já viveu... quando seu mentalsoma achar por bem ressomar-se em um veículo biológico sobre a Terra ou outro planeta, viverá a consequência do quanto você está de acordo com a cosmoética. Iludido terráqueo, eis sua condição como cidadão do universo: seu corpinho de carne e osso e seu fabuloso cérebro são apenas interfaces que você precisa para lidar com essa versão da matéria que nós chamamos, míopes que somos, de realidade. Tudo em nome de um processo evolutivo ainda mal compreendido pela nossa capenga humanidade. Quem disse? – você indaga. Disse o professor Waldo Vieira.

Mas você não precisa acreditar nele. Aliás, nem deve. A recomendação é do próprio Waldo, talvez a única tese, em sua colossal coleção de teses, que ele carrega como dogma. O “Princípio da descrença”, que assim foi escrito: “Não acredite em nada, nem mesmo no que lhe disserem aqui. Experimente, tire suas próprias conclusões”.



Waldo Vieira orgulhoso diante de sua coleção de 5.398 dicionários
Uma definição que está cravada em metal ou impressa em plotters em qualquer uma das unidades pelo Brasil que representam sua filosofia tanto espiritual quanto antirreligiosa: a conscienciologia. Uma larga, muito larga visão dos fenômenos do universo que coloca a consciência como a base e o objetivo de tudo. E que, entre dezenas de ramificações, estuda e utiliza como prova de seus preceitos a capacidade que a consciência tem de projetar-se. Ou seja, sair do veículo biológico e, com a devida lucidez, ter acesso a outras dimensões onde nos manifestamos. Foi por conta disso que procurei Waldo Vieira. Para provar a mim mesmo que é possível ter uma experiência fora do corpo.

Nos últimos anos, entre reportagens e pesquisas pessoais, tive algumas poucas, mas profundas, experiências que poderiam ser lidas como desse tipo. Claro que crer nisso é mais um exercício de fé do que lógica. Seja com veneno de sapo e sua bufotonina, com DMT inalado ou 110 mg de Ketamina intramuscular, qualquer vestígio de sensação corpórea sumiu e senti minha percepção solta em dimensões muito diferentes do habitual. Leves indícios de telepatia e contatos com espíritos ocorreram também. Para o levantamento da presente reportagem, busquei ainda a ajuda de um hipnólogo para tentar me tirar do corpo e, de alguma forma, comprovar tal feito através de visualização remota. Senti-me longe de mim, mas prova nenhuma foi produzida. Logo, descobrir se a fronteira dos sentidos acaba, ou apenas começa, no corpo ainda era um desejo não realizado. Quando escutei sobre as pesquisas de Waldo Vieira, o caminho natural foi voar a Foz do Iguaçu e testar se eu e meu corpo são duas coisas distintas.
O caminho natural foi voar a Foz do Iguaçu e testar se eu e meu corpo são duas coisas distintas
Ex-pírita
Waldo é muito conhecido por quem entende de espiritismo. Nos anos 50, por conta de seus precoces dons interdimensionais, envolveu-se com o “alto clero” da versão brasileira do kardecismo. Foi braço direito de Chico Xavier por mais de 20 anos, escreveu livros com o considerado maior médium brasileiro e ajudou a construir centros e as bases da estrutura que até hoje abrigam a comunidade espírita no país. Mas, ele jura, “discordava de muito daquilo”. Excesso de crença, dogmatismo e toda a liturgia que transformaram a interpretação daquelas experiências em uma religião. Algo que ele define como “prisão ideológica”, “megaplacebo social”, “experiência falida” e por aí vai. “Para mim esses fenômenos são naturais, não são místicos, tá entendendo como é? Por isso precisamos de palavras claras e precisas para f
alar dessas coisas.”

Sua jornada de independência parapsíquica começou com o lançamento de seu primeiro livro em 1980. Projeções da consciência compila mais de 60 experiências fora do corpo do próprio Waldo. Em seus relatos ele começa a dispensar termos antigos em nome de neologismos livres de peso religioso. “Espírito” se torna “psicossoma”, “metalssoma”, “consciex”. Redefine conceitos de corpo, morte, encarnação, mente, destino, genética, memória e por aí vai. Hoje, aos 77 anos, sem conter a magnitude de suas pretensões, Waldo criou mais de 5 mil palavras e escreveu 28 livros; 20 deles sobre conscienciologia e suas vertentes. Alguns com mais de mil páginas. Se gaba de ter rodado o mundo todo como estudioso, pesquisador e palestrante. Mas hoje não arreda pé de onde está, das terras vastas que a conscienciologia conseguiu comprar com os esforços e doações de seus adeptos.

São 1.616.000 m2, coisa de 160 hectares, que abrigam a chamada Cognópolis, “cidade do conhecimento”, reconhecida em maio passado por um decreto de Foz do Iguaçu como o mais novo bairro da cidade. Parte dela é o coração da comunidade, Ceaec, ou Centro de Altos Estudos da Conscienciologia. Trata-se de um complexo de 41 edificações, entre residências, laboratórios de diferentes espécies e construções de pitorescos nomes.

Estamos no Holociclo, uma imensa biblioteca e também um apanhado de muitas, muitas coleções que ilustram um pouco do eclético conhecimento humano. Ali estão exatos 738.706 “artefatos do saber”, como definem, como conchas do mar, chapéus de época, objetos da China... e a lista corre. 83.101 livros. 455.133 recortes de revistas e jornais separados em pastas divididas em 2.127 temas distintos, organizados em ordem alfabética, que vão de assuntos como “Holocausto nuclear” a “Desaprendizagem”. Todos os recortes são selecionados por alguns dos mais de 600 voluntários que trabalham no Ceaec, que se reúnem para avaliar qualquer peça de mídia impressa que chega às mãos.


A tertúlia diária de Waldo – laptops e alunos dedicados
e mais de 600 assistindo pela internet

Tudo é um esforço coletivo para ajudar Waldo a concluir sua obra magna. A Enciclo
pédia da conscienciologia, 12 tomos que somarão mais de 10 mil páginas com a definição de mais de 2 mil verbetes. Foi trabalhando nela, logo cedo, sentado na ponta da mesa, que encontrei Waldo Vieira. Animado, de mente ágil e olhos vivos, conduz a entrevista praticamente sozinho. Remonta um pouco de sua trajetória falando de como a cidade de Brasília foi construída por recados enviados por consciexes em sessões espíritas. “Juscelino sempre mandava gente falar conosco. Vinha general pegar as mensagens.” E foi justamente uma conexão com Kubitschek que colocou o arquiteto de Brasília na história da conscienciologia. Uma sobrinha de JK, Maria Stella Kubitschek, intercedeu junto a Oscar Niemeyer. Como um favor, sem cobrar nada, o centenário arquiteto entregou ano passado um projeto nada modesto para a construção da Holoteca: uma megabiblioteca/auditório que custará pelo menos R$ 13 milhões e que promete colocar Cognópolis definitivamente no mapa turístico e cultural do Brasil. Tanto que pela primeira vez, em função desse projeto, dinheiro público pode financiar uma obra da conscienciologia. Até hoje, toda Cognópolis e as dezenas de centros pelo Brasil foram pagos apenas por vendas de livros e doações de pequeno porte.


O repórter Bruno deixando o laboratório, depois de nadar em outras dimensões
Todos no Ceaec preferem vestir branco. Um impecável branco de alvejante. Muitos adotam também o jaleco. Dá o ar científico, educacional, que Waldo, com sua não menos alva barba, preza em seu ideário. Todos por ali são pessoas que, por um caminho ou outro, se viram fora do corpo, em contato com consciências desencarnadas, dentro de uma realidade invisível que transcende a morte e dá lastro à própria vida. Gente que não se entregou às vendas da religião ou ao materialismo da ciência oficial. E que viu nas longas barbas e nas palavras de Waldo Vieira uma explicação para nosso desamparo cósmico.
Muitos chegam ao ponto de deixar sua cidade de origem para conviver com seus pares – e com Waldo – no Ceaec. Um deles, de tão dedicado e competente, nativo de Florianópolis, tornou-se administrador de muitos projetos ligados à conscienciologia. Chamado por Vieira de “prefeito da Cognópolis”, César Cordioli me mostra um pouco do futuro da cidade do conhecimento. “Esse terreno aqui”, e mostra uma imagem de uma enorme área colada ao Ceaec, “vai ser a Villa Conscientia.” Um loteamento residencial em que vão morar 600 famílias, todas ligadas aos estudos e à projeção extrafísica. A grande maioria dos terrenos já está vendida. Depois do status oficial de bairro, Cognópolis entrou nos folhetos turísticos de Foz do Iguaçu. César prevê: “Um dia tudo isso será uma universidade, vai formar profissionais da consciência. Acho que é inevitável”.
Morto, porém vivo
De alguma forma César representa muito bem o processo pelo qual uma pessoa muda a vida para se engajar no plano evolucionário na Cognópolis. Ao longo de sua trajetória, ele buscou em muitos lugares respostas para suas questões – Rosa Cruz, espiritismo. “Mas igual a isso aqui não tem”, ele resume diante de duas estantes suas, repletas de pastas de estudos e na frente de um dos megalivros de Waldo, Projeciologia, aberto em um aparador como uma Bíblia de uma casa cristã. Mas quando você viu que a coisa funcionava mesmo, César? Quando se convenceu de que Waldo tinha razão? “Vi uma palestra dele em Florianópolis e gostei. Comecei a ler mais sobre o assunto e tentei umas projeções. Até o dia em que encontrei um tio meu que havia morrido.

E ele me disse que eu deveria ir na Justiça, porque um processo que ele deixara correndo havia terminado e tinha dinheiro esperando”, ele conta sorrindo. “E tinha mesmo, e era algo que ninguém da família sabia.” Assim como na história de César, são muitos os casos em que há provas de que a projeção existe, de que não é uma alucinação, é o vislumbre de que espíritos, ou melhor, consciexes levam uma vida social muito semelhante à nossa na Terra. Conversam, pensam em dinheiro, amor, cultivam apegos, raivas e manias. Podem aprender, mudar e evoluir. E possuem também um corpo, menos denso, é verdade, mais flexível e mutável, mas ainda limitado em tamanho. É como se também no além houvesse uma vida mundana. E é isso que eu quero ver em pessoa.
Meu Deus, está funcionando. Estou no quarto, meu corpo inerte na cama, e eu, de alguma forma, circulando por ali.
Depois de muito insistir, e driblar alguma resistência de professores do Ceaec, consegui do próprio Waldo a autorização para passar a tarde tentando uma projeção lúcida. Isso depois que ele colocou as mãos sobre minha cabeça e fez correr um estranho fluxo de energia que subia dos meus pés e chegava à cabeça, como se esquentasse meu cérebro, ou uma leve corrente elétrica saísse pelo cocoruto. Fui conduzido a um simples cômodo, uma casinha na verdade, sem aparelhos, medidores nem nada que justifique o solene título: Laboratório de Técnicas Projetivas. Há uma cama de casal, uma poltrona diante de um espelho, paredes azuis, ar-condicionado e uma escrivaninha com livros de Waldo. Não há nenhum doutor lá dentro, apenas a pessoa que vai conduzir o experimento, que é também a cobaia – eu, no caso. São três da tarde, e pelas próximas duas horas e meia devo deixar qualquer preocupação mundana ou pessoal de lado para que possa ter alguma chance de sucesso no meu intento.

Eu somos
Ao perguntar por que aquele lugar era mais adequado para o trabalho do que, digamos, o meu quarto em casa, me informam que foram tantas as experiências projetivas naquele ambiente que consciências desencarnadas de boas intenções circulam o lugar. “Os amparadores”, explicam, “podem ajudar muito nessa hora.” Agora solo no quarto bem-assombrado, apenas deitei, descalço e de calças desabotoadas. Fechei os olhos e quis, quis muito mesmo, que a experiência desse certo.

Seguindo dicas nos manuais, visualizava cenas de um corpo energético deixando minha cabeça. Vinte, 30, 40 min... e praticava o mesmo tipo de disciplina mental que me ajudou muito a ter sucesso em práticas como sonho lúcido (veja Trip # 167) e viagens psicodélicas de torrencial intensidade. Ou seja, segurar na base da vontade um foco nítido, um plano, que será minha âncora de sanidade na hora em que a mente decolar para lugares desconhecidos. O tempo passa, um sono diferente me embriaga até que a nítida imagem de um olho parece estampada do lado de dentro da minha pálpebra direita. A lucidez não me abandona, mas vagueia mareada até que me vejo de pé no quarto azul.

Há uma mulher de uniforme varrendo o chão. A lucidez vacila, e não estou completamente entregue à experiência. Até que peço licença a ela, que nada me responde, e uma onda de sanidade estoura em mim. Meu Deus, está funcionando. Estou no quarto, não há dúvida, meu corpo inerte na cama, e eu, de alguma forma, circulando por ali. Quando vejo uma árvore pequena que emana luz branca. Entro em choque, no duro, ao ter uma súbita compreensão não verbal de como uma árvore qualquer é evidentemente sagrada. Meu psicossoma chora subitamente e me vejo no segundo seguinte boiando no oceano, em cima de uma prancha. Varo uma, duas, três ondas. E resolvo surfar uma delas.
Assim que dou meia-volta, preparando a remada, estou de pé, tentando sair do mar que, em vez de uma praia, acaba no quarto onde estou, diante da cama onde meu corpo está deitado. E pimba! Abro os olhos e estou de volta à versão ordinária da consciência.

Sentado na cama, meio confuso e chocado. Estava fora do corpo? Sim. De fato? Não sei...
Não trouxe nenhum dado que comprove, friamente, que saí dos meus limites físicos. Não conversei com seres que me disseram coisas checáveis nem vi lugares que depois eu pudesse confirmar serem reais. Mas digo, sem hesitar, que era uma sensação muito diferente da de um sonho. Também não tinha as qualidades da vida desperta nem de uma trip psicodélica. Me sentia presente, mas pensando em caminhos distintos da mente.

Oscar Niemeyer entrega e assina a Holoteca, megaprojeto que pode colocar a conscienciologia nas alturas
Quando consigo me erguer, já passam das cinco da tarde. E vejo que a luz elétrica acabou. Ali, em Foz do Iguaçu, ao lado de Itaipu, um dia depois do apagão de novembro, é quase inevitável encarar aquele miniblecaute como um sinal. Mas um sinal vazio, despregado de significado claro, como se espíritos, consciências, Deus, o cosmo não passassem, tudo isso, de projeções de uma realidade maior. Se saí do corpo para uma voltinha em outras frequências, algo daquela dimensão retribuiu a visita, e disse “oi” apagando a luz.

Saio do quarto e caminho só pelo Ceaec. Conto a experiência para alguns pesquisadores dando sopa naquele fim de expediente. A maioria se impressiona, dada minha falta de treino na projeciologia. Entendem como uma projeção, mas não se arriscam a interpretar. “Pratique mais, estude muito que você vai bem longe”, foi o conselho geral das pessoas no Ceaec. Indo embora, impressiona, ao leigo repórter, a dimensão do projeto que Waldo Vieira fez nascer.

Apesar da estética e dos pressupostos que podem facilmente provocar risos em céticos, uma mente mais aberta consegue perceber que muito do que é dito por ali faz sentido. E a raiz da questão é algo que falta demais em um mundo em franca crise espiritual... a tentativa séria de achar terreno comum entre ciência e religião. Ou melhor, de tratar com lucidez aquilo que a ciência se recusa a ver, e o que a religião insiste em mistificar: o caráter multidimensional e imaterial da vida, da consciência que nos faz seres espirituais. E buscar da maneira mais eclética possível quais são as forças e as intenções que movem a evolução para a frente. Se acredito em Waldo Vieira? Sim. Por isso mesmo duvido dele. “Princípio da descrença”, certo? Então escuto as explicações sobre a dinâmica cósmica conscienciológica com real interesse e torço para que prosperem. Mas com a clara sensação de que a verdade, A Verdade!, se existe, está em lugares inacessíveis ao binário cérebro humano – e ainda longe daquilo que os milênios antes de Waldo Vieira batizaram de espírito.

Agradecimentos Tarobá Express Hotel (R. Tarobá, 1.084, Centro, Foz do Iguaçu, tel. 45 2102-7770)

Link para matéria original da Revista Trip - Edição 184
http://revistatrip.uol.com.br/revista/184/te-pego-la-fora.html#10

quinta-feira, 31 de dezembro de 2009

TENEPES - Tarefa Energética Pessoal Diária

A TENEPES é a Tarefa Energética Pessoal, diária, intransferível, ininterrupta, com a qual o tenepicista se compromete vitaliciamente. A TENEPES consiste na doação de energia para fins assistenciais, a partir de uma base física - um cômodo otimizado da sua casa, com poltrona confortável, espaço disponível, ar-condicionado, preferencialmente, e organização do ambiente - nos moldes que se assemelhariam, de certa maneira, ao "passe para o escuro" do espiritismo, com o diferencial de que, na TENEPES, a assistência não ocorre "cegamente" e aleatoriamente, mas, primeiro, a nós mesmos (egocarma) e ao nosso grupocarma mais próximo, àquelas pessoas com as quais temos relações mais íntimas e estreitas, para depois atendermos a grupocarmas não-íntimos, a consciências com as quais temos alguma afinidade carmática (reconciliações pluriexistenciais, grupos reciclantes etc.), formando um ciclo que vai do egocarma ao policarma (universalismo).

Assim como toda responsabilidade com a qual nos envolvemos e com a qual nos comprometemos, a TENEPES cria links assistenciais que, se quebrados, invariavelmente, atingimos aqueles a quem nossa assistência é entregue. A rotina envolve muito mais do que apenas lançar fluxos de energia no ambiente. Este fluxo é utilizado por amparadores aos necessitados que se agrupam para recebê-los naquele momento que dedicamos à prática da TENEPES, formando, extrafisicamente, um campo assistencial montado por toda uma equipe dedicada incansavelmente à tarefa energética asistencial. Sendo assim, interrompê-la seria o mesmo que deixar do lado de fora de um hospital público uma horde de necessitados sem atendimento médico - o que é lamentável. Neste post vocês terão a (ótima) oportunidade de assistir ao Curso de TENEPES dado pelo Prof. Waldo Vieira, precursor da Projeciologia e Conscienciologia. Um material da mais alta qualidade não apenas para aqueles que planejam incluir a TENEPES na sua rotina diária, mas a todos os interessados em saber como fazer assistência de alto nível sem sair de casa.

Para que o post não fique muito extenso, lançarei neste 6 partes (de 13 no total) do curso. As demais partes serão lançadas num post a seguir.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

TENEPES - Tarefa Energética Pessoal Diária (Continuação)

A Tarefa Energética Pessoal - TENEPES - é uma ferramenta alinhadora da programação assistencial uma vez que a assistência é a base da evolução no planeta-hospital em que vivemos. A TENEPES é a melhor organização cosmoética, de alto nível, inteligente e lógica, com a qual alguém pode se engajar na sua vioda diária. Não há nada mais eficiente no processo assistencial.

PARTE 7



PARTE 8



PARTE 9



PARTE 10



PARTE 11



PARTE 12



PARTE 13

sábado, 26 de dezembro de 2009

A História da Reencarnação de James

Estes vídeos foram exibidos pelo programa americano Primetime e trata da reenciarnação do garoto James. A série de fatos apresentados reúne um verdadeiro compêndio de evidêncisa sobre o processo da reencarnação humana. Sempre que me perguntam se eu acredito em reencarnação, respondo que em reencarnação eu não acredito, porque só acreditamos naquilo sobre o qual não temos prova e que nunca vivenciamos, e o processo reencarnatório já está mais do que comprovado. Não apenas por conta dos relatos de muitos credibilizados, mas pela minha própria experiência pessoal no assunto.

A apresentação dos vídeos aqui não visa tentar convencê-lo de absolutamente nada, apenas oferecê-lo mais algum material sério para sua reflexão perssoal sobre o assunto.



quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Estados Alterados da Consciência

Por estados alterados entendemos todo o estado da consciência fora do padrão normal da vigília física ordinária, e que podem ser promovidos por agentes físicos, fisiológicos, psicológicos, farmacológicos ou parapsíquicos. Também conhecidos por deslocamentos das percepções conscienciais ou estados xenofrênicos, ele são caracterizados tanto na condição intrafísica da consciência quanto na extrafísica, incluindo o estado projetado, e podem se manifestar de várias formas, através do devaneio, do estado sonambúlico, da hipnagogia, do pesadelo, do sonho comum, da alucinação entre muitos outros.

A partir de uma análise médica, um estado alterado da consciência pode desencadear vários padrões de comportamento fora do habitual, como alterações na concentração, atenção, memória ou julgamento crítico, distúrbios na percepção do tempo cronológico, distorções na percepção da realidade, extremos emocionais, oscilando do êxtase e da alegria ao medo e pavor proufndos, inefabilidade, receios de perder contato com a realidade, sensações de separação entre a mente e o corpo humano etc.

Os estados alterados da consciência são unidades isoladas de eventos mentais associados e específicos. Cabe à consciência perceber e identificar tais estados quando ocorrem para não confundí-los com a projeção consciente, se projetado, ou com a realidade intrafísica, se no estado de vigília física ordinária. Vários estados alterados podem ser classificados na projeção da consciência, como autosugestão, autohipnose, auto-assédio, catalepsia, devaneio, sonho, pesadelo, sonambulismo, transe hipnótico ou parapsíquico, hipnagogia entre outros. Compreender os estados alterados e identificá-los classifica a projeção de maneira lógica e lúcida e para isso precisamos do discernimento através da conscientização para distinguí-los na experiência fora do corpo físico.

Os aspesctos físicos emocionais podem desencadear um estado alterado na medida em que a consciência, tomada de forte emoção, diminui a sua capacidade de discernimento e percepção da realidade, comumente sendo levada a distorções interpretativas das situações vividas. Quando num estado alterado pelas vias emocionais, tendemos a defender pontos de vista que os outros não conseguem entender, a ver a realidade de uma maneira que não condiz com os fatos. A lógica, aqui, ganha uma abordagem individual e patológica, distante da razão, onde a explicação para as consequências de um evento simplesmente não existem nem se sustentam na visão daquele tomado pelo estadpo alterado das emoções. Esta condição é muito comum na vivência diária, seja numa discussão no trânsito, no torpor de uma frustração, no transe da meditação, no êxtase de uma alegria etc.

Mas os estados alterados da consciência podem apresentar também uma condição própria e adequada para a interiorização da consciência, para o "encontro consigo mesma," seja por meio da mobilização básica das energias, da meditação, do relaxamento físico profundo, ou nos estados de transe parapsíquico, entre outros, em que saímos da vigília física ordinária para adentrar nosso universo particular, não constituindo, portanto, uma alteração para estados patológicos.

Contudo, muitas dúvidas surgem com a experiência sobre as diferenças entre projeção e sonho e sonambulismo, entre devaneio, pesadelo, alucinação e projeção, também na identificação de imagens oníricas durante a projeção, tanto lúcida quanto semilúcida, entre pesadelo e assédio extrafísico e assim por diante. Porém, quanto mais aprofundarmos a abordagem analítica de cada estado alterado da consciência mais fácil será o entendimento de suas complexidades.

segunda-feira, 21 de dezembro de 2009

Entrevista do Prof. Wagner Alegretti na TV Compléxis

A TV Complexis do apresentador Tom Martins, de Jundiaí-SP, apresentou uma entrevista sobre Retrocognições com o professor de Projeciologia e Conscienciologia, Wagner Alegretti. O entrevistado é autor do livro, Retrocognições, e um especialista no assunto. A entrevista é muito interessante, porque, além do tema central, aborda vários outros aspectos da vivência multidimensional e o trabalho sadio com as bioenergias. A TV Complexis se trata de um marco no estudo da Projeciologia e Conscienciologia por se tratar da primeira TV dedicada ao assunto, com programas semanais de grande audiência em São Paulo.

Para saber mais sobre a programação da TV Complexis acesse o site: www.complexis.org e para saber mais sobre o trabalho da IAC acesse www.iacworld.org ou www.mundoiac.org


PARTE 1


PARTE 2

PARTE 3

PARTE 4

PARTE 5

PARTE 6

PARTE 7

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

Oportunidade Super Interessante

Os editores da Revista Super interessante, em um gesto incomum, liberaram para leitura e consulta, todo o conteúdo das edições antigas da revista, no período de 1988 a 2007.

Se você tem filhos, netos, sobrinhos, etc. não deixe de indicar a eles a leitura deste post! Com certeza uma rica fonte de material de pesquisa para trabalhos escolares e conhecimento geral.

É só clicar no Ano, escolher a Capa da Revista, e acessar todo o seu conteúdo.


Boa Viagem, Boa Leitura, Bom Proveito!!!

http://super. abril.com. br/super2/ superarquivo/

sábado, 12 de dezembro de 2009

Ninguém Evolui Sozinho

O que pode acelerar a evolução do homem: viver meditando no alto de uma montanha ou enfrentar a rotina do dia-a-dia de uma cidade grande ? Quem respondeu "viver meditando no alto de uma montanha" desconhece que o homem precisa do homem para evoluir.

Nós não precisamos de uma montanha para evoluir. Apenas para passar férias ou um final de semana, a fim de tão somente recarregar nossas baterias. A evolução está centrada na auto e heteroassistência. Isto é, na assistência que fazemos a nós mesmos - crescimento pessoal - e, consequentemente, aos outros. Porém, como a Era Consciencial, na qual viveremos de forma lúcida para com as nossas características multidimensionais e pluriexistenciais, ainda é um sonho distante, muito embora ela já tenha começado, os passos do homem comum em direção à sua autonomia espiritual são lentos e previsíveis, monitorados pelas religiões, as quais, apesar de repressoras, têm o papel importante de restringir os instintos anímicos e doutrinar a vontade por meio da fé num Deus onipotente e onipresente, o que bastante intimidador.

O homem sem o homem perde o referencial evolutivo, por meio do qual ele avalia o saldo das suas reconciliações, interprisões e aprimora seu comportamento nas interrelações. A sua comunicação com o mundo à sua volta reflete o seu grau de evolução. O homem precisa do homem para crescer e fazer crescer. Sem o referencial-homem nos centramos apenas na habilidade do autocontrole, função do egocarma, e não na capacidade de ser humano entre humanos. Essa capacidade é medida na convivialidade diária cujo princípio é evoluir através do esclarecimento, alicerce fundamental da grupocarmalogia. "Sozinhos andamos mais rápido; em grupo, vamos mais longe." Esse lema é essencial para o entendimento da importância de viver em sociedade.

Isolados tendemos à automimese, ou a repetir os fatos que vivenciamos e a reincindir em comportamentos ancestrais. Sozinhos, olhamos apenas para nós mesmos e, se estamos em comunidades, para os nossos pares. Não há pluralidade, diversidade, mudança consistente, convivialidade multicultural, miscigenação, universalidade. Avaliar nosso condicionamento bioenergético no isolamento é o mesmo que avaliar o atleta sem a competição, o candidato sem o concurso, o professor sem a turma, o carro sem o motorista etc. Nada pode ser eficiente para a evolução do homem sem a convivialidade humana, o contexto social e a vivência cultural e histórica. Compartilhar conhecimento é uma tarefa da mais alta importância no processo evolutivo. "Diga-me com quem tu andas que eu te direi quem és," a velha máxima bíblica ilustra a importância da grupalidade. E a partir da qual podemos concluir, 'se não andas com niguém, não poderei dizer quem és."

sábado, 28 de novembro de 2009

Documentário de Peter Cohen Revela o Horror da Manipulação Genética

Segundo o dicionário Aurélio, por Eugenia entende-se a ciência que estuda as condições mais propícias à reprodução e melhoramento da raça humana. Embora o termo possa implicar o uso da manipulação genética em tempos de clonagem, o diretor sueco Peter Cohen enfoca aqui um problema muito maior: a eugenia negativa para fins de limpeza racial, ocorrida no começo do Século XX, na Europa e nos Estados Unidos. A Eugenia pode também ser definida como uma direção manipulável da evolução humana, largamente usada por nazistas, fascistas e stanlinistas, antes e durante a Segunda Grande Guerra.

Com um texto muito bem escrito, e muitas vezes assustador, o diretor varre os anos em que a Eugenia se tornou, digamos assim, moda, época em que, na Europa e nos Estados Unidos, cientistas racistas levaram a sério a idéia de uma limpeza racial e colocaram em prática esta ferramenta de manipulação da gênese humana. Mas a origem dessa ciência elitista data muito antes dela cair nas mãos de nazistas e fascistas. Começando no século 19, a Eugenia surgiu como uma filosofia social, baseada em métodos pseudo-científicos, a qual tentava aperfeiçoar a qualidade da hereditariedade humana de maneira que a produção de uma raça superior humana pudesser ser controlada. Estava, portanto, lançada a febre da boa procriação.

O aperfeiçoamento da raça humana pode ser considerado um dos ícones da visão Utópica desde tempos helênicos. A seleção (nada natural) de genes e controle (manipulativo) da produção humana é um ideal que nos chega oriundo dos tempos de Platão, que acreditava que a reprodução humana deveria ser controlada pelas autoridades. Ele mesmo propôs que tal seleção deveria funcionar como uma espécie de "falsa loteria, manipulada pelo governo," de maneira que os sentimentos das pessoas não fosse atingido com a consciência dos princípios da prática seletiva. Outro sinal da Eugenia em tempos mais remotos é a prática mitológica de Esparta, que consistia em largar os bêbês de saúde fraca fora dos limites da cidade para que morressem no abandono.

Mas foi o trabalho de Francis Galton, nas décadas de 1860 e 1870, que sistematizou a idéia e a prática da Eugenia em tempos mais atuais, através do seu "novo conhecimento a respeito da evolução do homem e dos animais," baseada na teoria de seu primo famoso, Charles Darwin. O conceito de seleção natural de Darwin encantou Galton e o cientista interpretou a idéia como um método potencialmente realizável de melhoria da raça humana, o que corroborava com a prática atemporal das sociedades de privilegiar os dotados de inteligência e desprezar as classes intelectualmente prejudicadas. Ela tinha intrinsecamente o caráter de extinguir aqueles intelectualmente (e fisicamente) fracos. Não demorou para que Galton tivesse a adesão de outros darwinistas, que logo começaram a trabalhar a idéia de que os fortes não deveriam ajudar os fracos. Eles não só acreditavam na evitação passiva da assistência, como na tomada de medidas ativas que defendessem a seleção natural por meio da hereditariedade intelectual - eles acreditavam que inteligência se herdava. Assim, segundo ele, "as sociedades ficariam livres da mediocridade."

Na prática, a Eugenia ganhou apoio político e social e duas (ou três) classes operacionais: a primeira, considerada positiva, selecionava aqueles humanos "adequados" para se reproduzirem com mais frequência; a segunda, considerada negativa, proíbia aqueles humanos "desadequados" de se reproduzirem por meio da esterilização. A terceira classe, a qual também incluo aqui, é a da engenharia genética, que surgiria mais tarde. Em 1900, o movimento eugênico teve uma recepção calorosa nos Estados Unidos. Na década de 30, a maioria dos estados americanos adotaram a política eugênica de esterilização de sua população considerada geneticamente fraca (os defeituosos, como eram chamados), apoiados pela decisão infame da Suprema Corte americana de tornar tal política constitucional.

A Eugenia não apenas defendia a procriação apenas dos nativos "adequados," como criou um movimento anti-imigração nos anos 1910 e 1920, a fim de evitar a miscigenação da raça, com o argumento de que negros e imigrantes eram inferiores aos nativos brancos em inteligência e condição física e moral. Em 1924, a lei de Restrição a Imigrantes foi aprovada, com os eugenistas ganhando papel central no debate congressista, como os especialistas no estudo de indivíduos indevidos na sociedade americana. A tal lei reforçou a proibição da miscigenação entre nativos brancos com imigrantes e negros e defendeu a todo custo a manutenção da seleção genética humana. Nessa época, a Eugenia era vista como o grande método científico e progressista da aplicação natural do conhecimento em favor da criação e controle da evolução humana. Antropólogos como Franz Boas e H. S. Jennings, que defendiam a pluricultura e a unificação das raças, com o argumento de que todas elas tinham o seu devido valor e importância, tentaram mostrar, por meio de estudos meticulosos, que os métodos eugênicos eram falhos e representavam uma farsa em suas pretensões. Mesmo assim, a moda pegou e parecia cada vez mais fortalecida.

É claro que a Eugenia não poderia deixar de ser um dos pratos principais do banquete nazista. Com a idéia da purificação da raça ariana, a corrente capitaneada por Adolf Hitler se tornou famosa por seus inimagináveis programas eugênicos, antes e durante a Segunda Grande Guerra. Talvez aqui, a Eugenia tenha ganho seu ápice de surrealidade. Com a bandeira da "higiene racial," os nazistas desenvolveram uma ampla sorte de experimentos com a vida humana, desde testes genéticos os mais variados até à medição de características físicas ideais, como os impiedosos e terríveis experimentos com gêmeos, liderados por Joseph Mengele nos campos de concentração. Em 1933, a Alemanha esterilizou todos os seus judeus e crianças alemãs miscigenadas. Nos anos 1930 e 1940, os nazistas extenderam a esterilização a todos os alemãs considerados mental e fisicamente "defeituosos," além de literalmente matarem centenas de doentes descapacitados por meio de um institucionalizado programa de eutanásia. O novo regime hitlerista implementou uma série de políticas eugênicas para promover a raça ariana pura, uma delas exigia que mulheres consideradas aptas a pertencerem a tal raça ariana, fossem emprenhadas por oficiais da SS. O mesmo regime selecionou, segregou e sistematicamente assassinou milhares de indivíduos que não atendiam às novas exigências raciais do país. O resultado final do programa alemão de Eugenia levou ao Holocausto, com um total de seis milhões de mortes.

O ponto de reflexão nisso tudo - para que esse texto não fique apenas numa base teórica - é identificarmos a herança do método eugênico que ainda nos afeta nos dias de hoje. Não apenas cientificamente, com a possibilidade da clonagem humana, ou socialmente, através da exclusão social, promovida por muitos governos, mas, sobretudo, individualmente, com o preconceito racial. A idéia da aceitação de uma raça "condizente" com a nossa e uma "tolerância" sublimiar à pluricultura norteiam de alguma forma as relações em sociedade.

No documentário, Cohen garimpa preciosos documentos de época que servem aos seus propósitos. Uma dessas cenas, feita por um cinegrafista anônimo, registra a feira de Paris, nos anos 30. Em outra aparece os pavilhões da Alemanha nazista e da União Soviética stalinista, um de frente para o outro. A bandeira com a suástica tremulava em frente das estátuas do homem e da mulher que elevavam bem alto os símbolos da higienização racial. O nazismo e o stalinismo são os principais alvos da crítica de Cohen, pelo uso negativo que fizeram da Eugenia. A obra do sueco Peter Cohen é fundamental para entendermos muitos dos nossos atuais pecadilhos sociais, históricos, raciais e políticos, a presunção humana, a origem do preconceito, entre outras muitas distorções no entendimento da evolução humana.

sábado, 7 de novembro de 2009

Sonho e Projeção

Uma dúvida muito frequente dos alunos de Projeciologia é saber a diferença entre sonho e projeção da consciência. Embora esses estados alterados de consciência não tragam em si elementos de diferenciação muito complexos, a dúvida persiste curso a curso. Há pelo menos, segundo o livro Projeciologia, de autoria do precusor da ciência, Waldo Vieira, 33 confrontos didáticos entre o sonho natural e a projeção consciencial lúcida (ou semi-lúcida).

No sonho, o indivíduo não começa a sonhar a partir do estado de vigília física. Na projeção, vivemos uma autoconsciência contínua, desde o estado de vigília física ordinária, isto é, experimentamos a projeção antes, durante e depois da experiência projetiva. No sonho, não passamos pelo estado vibracional das bioenergias, em que sentimos o corpo vibrar como se estivesse em contato com eletricidade. Nesse estado é comum também o aparecimento de sons de descarga energética intracranianas. No sonho, não temos a lucidez para perceber a saída do corpo físico, a visualização do ambiente intrafísico enquanto projetado. No sonho, as imagens tendem a formar amálgamas de fatos desconexos, destituídos de uma lógica orgânica - com começo, meio e fim - e a consciência atua como uma espectadora dessas imagens. Na projeção, encontramos lógica no que vivemos e sentimos, mantendo a capacidade decisória no ambiente em que nos encontramos. Isso também ocorre com relação ao controle de nossas ações, pensamentos e sentimentos - com maior ou menor lucidez. Na projeção, a atividade mental transcende a que normalmente temos no estado de vigília física, não raramente com maior clareza dos fatos e, inclusive, sobre quem somos - nossa procedência, realidade multidimensional e também destino (programação existencial). No sonho, o juízo crítico fica ausente e normalmente aceitamos as situações mais absurdas como naturais (como falar com animais, encontrar toilets em desertos, subir escadas que não terminam nunca etc.), pois a mente humana não está alerta para despertar seu sentido de atenção. No sonho, não mantemos a lucidez sobre quem somos no estado de vigília física ordinária. Na projeção, mantemos maior lucidez para saber quem somos e o que estamos fazendo naquele ambiente extrafísico. Na projeção, também experimentamos senações de prazer, liberdade, bem-estar que não temos no sonho comum, onde, ao contrário, imergimos em realidades completamente diferentes daquelas em que vivemos no estado de vigília física. No sonho, as imagens são irreais, fantasiadas, quiméricas, idealizadas pelo subconsciente, derivações da realidade da consciência intrafísica e, não raramente, estados de loucura e alucinação.
O nível de intensidade dessas imagens também diferem exponencialmente. No sonho, não percebemos a intensidade real das imagens, fato que não ocorre na projeção, quando percebemos, claramente, intensidade em tudo que vivemos no plano extrafísico. No sonho, não fazemos o que queremos, apenas o que somos levados a fazer dentro de uma circunstância passiva. Na projeção, mantemos o domínio da vontade. No sonho, não reconhecemos os lugares em que estamos nem as pessoas com as quais nos relacionamos. Na projeção, há reconhecimento de lugares e consciências intra e extrafísicas, assim como o entendimento do contexto em que estamos inseridos.

Muitas outras diferenciações podem ser analisadas aqui, como reflexos, estado do corpo humano, sistemas de interiorizações, duração do experimento, frequência, padrões de energia, processos laboratoriais e de autoconhecimento etc., a lista é um pouco longa, mas a melhor análise será sempre aquela que nós mesmos experimentamos quando vivemos uma projeção da consciência. Aquele que vivencia uma projeção da consciência sabe muito bem diferenciá-la de um sonho comum. Uma ressalva, no entanto, vale a pena mencionar aqui. De acordo com minha própria vivência, em algumas projeções da consciência, houve ocorrência (muitas vezes) de certas transfigurações utilizadas pela mente as quais podem suscitar um estado onírico, mas que não são na verdade, como, por exemplo, aparecer voando com asas. Esse recurso é próprio da consciência intrafísica em estado projetivo semi-lúcido, que imagina que ela só pode voar se tiver asas. Essa muleta tende a desaparecer na medida em que o nível de lucidez durante a projeção melhora. Muitas outras muletas podem surgir no experimento da projeção da consciência. Mas, em todas elas, percebemos que estamos projetados, pois, apesar de qualquer muleta, mantemos o controle da vontade, a percepção dos sentimentos, o comando decisório e capacidade de entender as situações com razão e lógica.

terça-feira, 3 de novembro de 2009

A Quarta Morte

Chorar a morte de entes queridos faz com que eles não morram de fato. O apego físico, no entanto, é uma carência difícil de se lidar, quando estamos incapacitados de enxergar a vida de maneira multidimensional. A morte, ainda cercada de misticismos, crenças e mistérios, permanece como um dos tabús mais resistentes do ser humano.

A partir do paradigma consciencial, utilizado pela Conscienciologia, a consciência intrafísica (o ser humano) possui vários corpos vitais: o corpo físico (soma), o corpo energético (energossoma), o psicossoma (corpo das emoções) e o mentalsoma (corpo mental). Tomando por base a evolução humana, a maneira com que lidamos com as nossas emoções determina o grau de maturidade com que não apenas compreendemos o plano astral (espiritual), mas transitamos entre este e o plano terrestre (material), através do uso do parapsiquismo - condição-base para a vivência dos fenômenos paranormais. Quanto mais evoluídos, melhor será o nosso autocontrole emocional, mais ampla será a nossa visão multidimensional, mais claramente nos comunicaremos entre planos, entendendo que somos consciências pluriexistenciais, com vínculos transitórios. Entretanto, o conhecimento espiritual que podemos alcançar hoje não é o bastante para vencer a série de existências pretéritas em que não o possuíamos. O restringimento físico é avassalador para aqueles que ainda estão enfrentando os desafios do autoconhecimento - a dolorosa fase em que descobrimos as verdades relativas de ponta da nossa própria evolução, momento em que tiramos uma polaroid da nossa condição consciencial.

Entre todas as técnicas e ferramentas que possam ser aplicadas, a fim de superar a carência inerente à imaturidade consciencial, o parapsiquismo é notoriamente a mais eficiente e eficaz para a comunicação interdimensional e um dos pilares da tridotação (os demais são a comunicabilidade e a intelectualidade). A vivência da imortalidade mostra sem sombras de dúvida que a vida segue em planos distintos e os vínculos não morrem jamais. Até mesmo as carências podem ser saciadas por seus interlocutores, não restando qualquer crença que possa invalidar tal experiência - contra fatos não há argumentos. A projeção lúcida da consciência constitui a mais avançada habilidade de que podemos fazer uso para nossa evolução.

A consciência intrafísica passa por várias mortes, cada uma delas associada à sua condição evolutiva. A primeira morte ocorre quando há o descarte do corpo físico. Os mais apegados à condição terrestre, permanecem ainda com os corpos energético e emocional após a morte física, comum aos mortos por acidentes fatais bruscos e aos irresignados à perda da matéria. Em tal condição, a consciência repugna a aceitação de que não possui mais um corpo físico, permanecendo com os mesmos apegos, retroalimentados pelas carências que possuía na vida intrafísica. A segunda morte acontece quando há o descarte do energossoma, um estágio mais avançado do nível evolutivo, mais ainda vulnerável às emoções intrafísicas. Contudo, o nível de autoconhecimento, o uso do parapsiquismo e a lucidez multidimensional adquirida na sua última vida intrafísica serão essenciais para o entendimento da sua dessoma (descarte do soma, corpo físico). A terceira morte, e a mais evoluída, acontece quando a consciência já não necessita mais do seu corpo emocional e o descarta, passando a existir apenas com o seu mentalsoma (corpo mental). O corpo das idéias, da razão e da lógica, e dos sentimentos equilibrados, constitui o mais avançado veículo de manifestação da consciência. A terceira morte ocorre apenas quando a vida intrafísica não é mais necessária, quando todos os carmas (egocarma, grupocarma e policarma) estão já superados e a evolução humana atinge seu ponto máximo.

Porém, num estágio evolutivo mais comum a todos, quando ainda fazemos uso do psicossoma, as emoções norteiam todos os condicionamentos existenciais, criam dependências, vínculos e paravínculos, permeiam as vivências intra e extrafísicas e se tornam os obstáculos principais para as superações evolutivas, no cumprimento das programações existenciais. Sob tal condição, os elos materiais se fortalecem e a comunicação interdimensional padece no restringimento físico. Não é fácil vencer as barreiras evolutivas na falta do auto e heteroconhecimento. Quando um ente querido falece, o nosso corpo físico adoece, debilitado pela carência energética na falta daquele que partiu, sente saudade, experimenta a incompreensão e a desaceitação da morte é um fato inegável. Não é tampouco fácil morrer quando há tantos que choram a nossa falta e reclamam nossa presença no mundo intrafísico. É o mesmo que sairmos para o supermercado por algumas horas, sabendo que todos em casa ficaram chorando depois que partimos. Ninguém, com um mínimo de atenção ao outro, pode viver bem nessas condições.

A quarta morte (hipotética, claro) representa justamente o descarte da imagem do dessomado junto aos seus familiares na intrafisicalidade, a qual ocorre a paritir do desvínculo afetivo, emocional, da carência e do vampirismo energético que ocorre invariavelmente nas situações de perda. Na quarta morte, libertamos a consciência, agora extrafísica, para que ela possa seguir seu caminho evolutivo no plano espiritual da melhor maneira possível, sem remorsos, tristezas, sentimentos de culpa ou perda. A morte da imagem do dessomado, promovida com a aceitação do melhor para todos, é um passo importante e fundamental para a superação das emoções em estado patológico, interprisões e psicotismos os mais variados, além de um avanço evolutivo significativo para a condição hígida de sempre pensarmos multidimensionalmente.

domingo, 1 de novembro de 2009

Entrevista com a Escritora Jackeline Bittencourt

Na última Bienal do Livro, no Rio de Janeiro, visitei o stand da Hama Editora no lançamento do livro Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua, da escritora carioca, Jackeline Bittencourt. Na ocasião, fiz uma entrevista com a autora, gravada rudemente na minha camera digital, mas o resultado vale como registro do evento.