Caros amigos, mais uma volta estou de volta. Quando pensava que teria tempo para
retomar as postagens por aqui, eis que me surgem novas oportunidades de
trabalho em vídeo e uma série de entrevistas para fazer para o
documentário Homo Sapiens Parapsychicus, cujas filmagens começaram em
dezembro e seguem de vento em popa. Muito bom. Pois agora podemos
arriscar que o filme fica pronto ainda este ano.
A boa
notícia é que o Via Consciência sempre andou sozinho durante
todo esse tempo em que seu alimentador esteve afastado. Tanto novos
visitantes quanto seus seguidores mantiveram o número de visitas em alta
(para os padrões de um blog sobre conscienciologia, claro).
Essa é uma evidência de que o blog amadureceu e estabeleceu seu espaço
na rede. Novas postagens, entretanto, consolidam a sua existência e
motivam a chegada de novos leitores, porque a comunicação da notícia e o
fluxo da informação não devem parar nunca.
Muitas
produções foram finalizadas durante este período de ausência e aos
poucos irei lançar por aqui todas as entrevistras sobre cursos,
lançamentos de livro, matérias em geral, que, certamente, cairão no
interesse do leitor do Via. O mesmo é válido para o meu outro blog
sobre cinema e conscienciologia - o Cinema & Consciência. Este texto está copiado e
colado por lá, pois muitos seguidores do C&C não são segudores
do Via e a re-apresentação é válida para ambos.
Neste
ano de 2012, espero manter o blog atualizado, trazendo novas postagens
com matérias interessantes para partilhar com vocês as minhas proezas e
mostrar sempre que estamos caminhando em direção a um futuro promissor
em termos de pesquisas conscienciológicas, projetos pessoais e planos
gerais, sempre mantendo a informação nesse fluxo contínuo. Esta é a
proposta dos meus blogs e o meu compromisso multidimensional com a
informação e com todos vocês.
Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.
Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.
"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."
Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.
"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."
sábado, 3 de março de 2012
segunda-feira, 21 de março de 2011
sábado, 19 de março de 2011
Inversão Existencial Via Consciência
Meu nome é Nicolas, tenho 16 anos, sou voluntário da ASSINVÉXIS-RJ, estou no terceiro ano do ensino médio e aplico a técnica da inversão existencial.
O que é a inversão existencial? a inversão existencial é uma técnica que foi desenvolvida e proposta pelo professor Waldo Vieira em 1998. Significa você atingir a sua maturidade consciencial, superando desde a juventude os porões consciênciais, priorizando a sua evolução e a execução da sua proéxis (programação existencial). É claro que uma pessoa que é jovem e aplica a invéxis desde cedo terá muito mais tempo para se dedicar à sua programação existencial do que uma pessoa que já viveu a fase inicial de sua existência, muitas vezes, com egocentrismos, mimetismos destrutivos, envolvida com amizades ociosas que nada acrescentam evolutivamente falando. Essas pessoas com baixa lucidez evolutiva só costumam pensar em crescimento pessoal na fase executiva da programação existencial, isto é, após os 40 anos.
Você quer dizer que uma pessoa que já esteja na fase executiva da proéxis, que seja evolutivamente imatura ou que tenha tido algum tipo de relação com drogas e bebida, entre outros fatores abortadores da proéxis, não podem aplicar a invéxis? Depende. Se a pessoa fez suas reciclagens pessoais antes da fase executiva e está disposta a aplicar a invéxis, ela pode aplicar a técnica, isto é, fazer um maxi-planejamento da sua existência e não perder tempo com os mata-burros, que são atitudes que podem fazer você tropeçar e não avançar na sua trajetória evolutiva de vida, não chegando, assim, ao completismo existencial.
Há outro modo de acelerar a evolução pessoal, além da técnica da inversão exitencial, para alguém na fase executiva da proéxis? Há a recéxis, ou reciclagem consciencial, que é uma técnica na qual a consciência investe seu tempo na auto-pesquisa para ganhar auto- conhecimento, e, dessa forma, superar seus traços fardos, ou pontos fracos.
Qual é a melhor maneira de evoluir, Nicolas? Penso que não existe uma maneira melhor nem pior de evoluir, mas processos mais rápidos e mais lentos, pois o importante é que todos evoluam ao seu tempo. Posso afirmar que o inversor existencial, por ter acessado idéias evolutivas mais cedo, acelera a sua evolução pessoal e, obviamente, ganha mais tempo para desenvolver a sua proéxis do que um reciclante.
Qual é a relação da inversão existencial com as religiões ou os processos místicos? A invéxis é uma técnica sem influências de dogmas ou de qualquer tipo de religião ou seita. O principal foco da técnica está na auto-assistência, ou seja, no crescimento pessoal, e na hetero-assistência, ou assistência ao próximo. Ao aplicar a técnica, é muito importante destacar que você precisa conhecer bem a si próprio, através da autopesquisa e fazendo auto-crítica. E também aceitar heterocriticas como uma forma de auto-pesquisa. É importante perceber o que está havendo de errado com você, com as suas atitudes e saber o que precisa ser mudado. É importante também você reconhecer os seus trafores (traços fortes), e trafares (traços fardos), para que você possa superar esses trafares e utilizar os trafores em favor da sua evolução.
O processo deve ser muito honesto e responsável, não? Claro! Agora, se você tem consciência da multidimensionalidade e da responsabilidade que tem neste planeta, a razão que fez você nascer nele, e, ainda assim, continuar a fazer coisas que prejudicam a sua evolução, a sua vida vira uma auto-corrupção, um auto-engano, o que são grandes mata-burros da invéxis.
Há algum requisito pessoal importante para o inversor existencial na aplicação da técnica? Três características, ou traços-força, são fundamentais na aplicação da técnica e fazem parte do que chamamos de tridotação: inteligência, comunicabilidade e parapsiquismo. Primeiro, precisamos desenvolver a intelectualidade, lendo, estudando, entendendo mais sobre o mundo em que vivemos. Segundo, precisamos desenvolver a comunicabilidade, sendo comunicativo com as pessoas, nos colocando disponíveis para falar, mas também para ouvir os outros, interagindo com pessoas diferentes, sempre com o foco na assistência. E terceiro, precisamos desenvolver o parapsquismo, que é muito importante, porque quanto mais responsabilidade intrafisica a gente tenha, mais responsabilidade extra-fisica a gente também terá. É importante que você esteja preparado para enfrentar as pressões energéticas que chegam com as reciclagens pessoais. Para isso, utilizamos o parapsiquismo, a auto-defesa energética, por exemplo, ao nosso favor, fazendo contato com amparo de função e evitando assediadores e guia-cegos, que podem até ser consciências bem intencionadas em ajudar, mas ainda imaturas demais para discernir o que é bom e ruim, o certo e o errado, evolutivamente falando.
Há alguma sugestão de leitura para aprofundar o estudo da técnica da invexis? Para compreender um pouco melhor a técnica da invéxis é interessante também estudar sobre as neociências projeciologia e conscienciologia (www.iipc.org). Elas estão ligadas diretamente à invexologia, que é o estudo aprofundado sobre a inversão existencial.
Mas é bom lembrar: não acredite em nada, tenha as suas próprias experiências. Não só nós, da ASSINVÉXIS (Associação Internacional de Inversão Existencial), ou os pesquisadores da projeciologia e da conscienciologia como um todo, devemos adotar esse lema, que é o Principio da Descrença. Todos devem experimentar, ter as suas próprias experiências e conclusões. Se você quiser saber um pouco mais sobre o que é a invéxis, pesquise mais seriamente sobre essa técnica. Visite o site da ASSINVEX - www.assinvexis.org e boas reciclagens!
terça-feira, 8 de março de 2011
A Reconstrução de uma Consciência
Por religião entende-se a crença na existência de forças ou entidades sobre-humanas responsáveis pela criação, ordenação e sustentação do universo; forma particular que essa crença assume com base em cada uma das diversas doutrinas formuladas; existência vivida em obediência escrita aos princípios de um sistema religioso; respeito ou reverência às coisas sagradas; vínculo a uma forma de pensamento ou crença que encerra uma concepção filosófica (Dicionário Eletrônico Aulete). Enquanto sacerdote dedicado por vinte anos aos serviços da Igreja Católica Apostólica Romana, o então Frei Marcelo foi um religioso idealista, leal, responsável e dedicado, imbuído na busca de encontrar a vida consagrada e no exercício do pleno sacerdócio.
Na igreja, Frei Marcelo foi um pregador da palavra cristã para milhares de pessoas, pastor comprometido a inúmeros fiéis e catequizador eficaz para muitos jovens dispostos a iniciar os estudos da vida religiosa. Mas a religião, aos poucos, foi deixando sem respostas vários questionamentos de Frei Marcelo na medida em que os seus interesses e dúvidas se avolumavam além dos muros da igreja. A religião esgotava para ele as suas possibilidades evolutivas. Foi então que se viu diante de uma crise de crescimento ao decidir, primeiramente, encarar o auto-confrontamento. Enquanto religioso, Frei Marcelo nunca abandonou a busca da sabedoria por meio de uma verdade lógica. Esse caminho, como era de se esperar, o levou à racionalização da doutrina religiosa e a questionamentos cada vez mais frequentes, fato que, por si só, já demonstra crescimento e que mais tarde o levaria a tomar a decisão do rompimento definitivo com a instituição religiosa.
Essa dissidência, no entanto, não foi apenas de ordem institucional ou idealista. Frei Marcelo não ampliou a maneira que se praticava a religião seguindo filosofias revisadas por ele nem corrigiu leis, ordens e regras. O seu rompimento não ocorreu por meio de um crescimento dentro da religião, mas para além dela. Sendo assim, a sua reciclagem intraconsciencial abandonou os princípios da doutrina cristã a fim de encontrar liberdade de pensamento, uma forma de estudo que o possibilitaria "maior alcance evolutivo das tarefas do esclarecimento (p.24)" , segundo afirma-se no seu livro. Frei Marcelo admitiu, racionalmente, uma mudança de paradigma: encontrou aquele em que a consciência assume as rédeas de sua própria evolução; saiu da epiderme espiritual para ampliar seu universo interior de possibilidades; passou a ter uma "cosmovisão racional proporcionada pelo paradigma consciencial (p.25)."
Marcelo da Luz lança agora Onde a Religião Termina, a obra na qual ele expõe todo o processo de dissidência vivido com a Igreja Católica, "a renúncia pública à crença religiosa ou o abandono da religião (p.19)," e nos brinda com seu notável exemplarismo, numa tomada de decisão fundamentada no auto-enfrentamento, no empenho destemido da reciclagem intraconsciencial e na coragem também para vencer uma auto-mimese religiosa, possivelmente, secular. Todos sabem o quanto é difícil romper com antigos valores e velhos comportamentos. Para termos uma vaga idéia disso basta pensarmos em como é duro nos desfazermos de objetos da casa, hábitos corriqueiros e até mesmo maneiras de pensar. Uma auto-atualização mnemônica, isto é, da memória, aparentemente poderia não nos trazer maiores pesares, caso se resumisse à uma mera mudança de auto-imagem. A nossa memória não guarda apenas nossas formas de agir e pensar, mas, sobretudo, carências, necessidades e, de uma forma geral, uma insondável vulnerabilidade a tudo que é novo. Tomando por base o ser humano comum, tememos o novo em maior ou menor grau, quando este envolve mudança de comportamento e hábitos. "A eliminação de vícios, a superação de ideologias, o abandono de instituições ou de estilos de vida não equivalem a simplesmente mudar de endereço, trocar de roupa ou permutar um carro (p.21)." As mudanças envolvem "um movimento consciencial," para o qual precisamos ter uma convicção inquestionável quanto às nossas novas necessidades e uma vontade inquebrantável para ampliar os horizontes daquilo que alimenta a nossa fome de evolução.
ONDE A RELIGIÃO TERMINA
Marcelo da Luz
Ed. Editares R$ 68,00
Venda Online: http://www.shopcons.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=295
A entrevista a seguir foi dada por Marcelo da Luz ao Programa Ciência & Consciência, na TV Compléxis, com direção de Ton Martins e apresentação de Amaury Pontieri. Nela, o escritor fala de sua obra e nos revela os bastidores da sua exemplar reciclagem de vida.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
Na igreja, Frei Marcelo foi um pregador da palavra cristã para milhares de pessoas, pastor comprometido a inúmeros fiéis e catequizador eficaz para muitos jovens dispostos a iniciar os estudos da vida religiosa. Mas a religião, aos poucos, foi deixando sem respostas vários questionamentos de Frei Marcelo na medida em que os seus interesses e dúvidas se avolumavam além dos muros da igreja. A religião esgotava para ele as suas possibilidades evolutivas. Foi então que se viu diante de uma crise de crescimento ao decidir, primeiramente, encarar o auto-confrontamento. Enquanto religioso, Frei Marcelo nunca abandonou a busca da sabedoria por meio de uma verdade lógica. Esse caminho, como era de se esperar, o levou à racionalização da doutrina religiosa e a questionamentos cada vez mais frequentes, fato que, por si só, já demonstra crescimento e que mais tarde o levaria a tomar a decisão do rompimento definitivo com a instituição religiosa.
Essa dissidência, no entanto, não foi apenas de ordem institucional ou idealista. Frei Marcelo não ampliou a maneira que se praticava a religião seguindo filosofias revisadas por ele nem corrigiu leis, ordens e regras. O seu rompimento não ocorreu por meio de um crescimento dentro da religião, mas para além dela. Sendo assim, a sua reciclagem intraconsciencial abandonou os princípios da doutrina cristã a fim de encontrar liberdade de pensamento, uma forma de estudo que o possibilitaria "maior alcance evolutivo das tarefas do esclarecimento (p.24)" , segundo afirma-se no seu livro. Frei Marcelo admitiu, racionalmente, uma mudança de paradigma: encontrou aquele em que a consciência assume as rédeas de sua própria evolução; saiu da epiderme espiritual para ampliar seu universo interior de possibilidades; passou a ter uma "cosmovisão racional proporcionada pelo paradigma consciencial (p.25)."
Marcelo da Luz lança agora Onde a Religião Termina, a obra na qual ele expõe todo o processo de dissidência vivido com a Igreja Católica, "a renúncia pública à crença religiosa ou o abandono da religião (p.19)," e nos brinda com seu notável exemplarismo, numa tomada de decisão fundamentada no auto-enfrentamento, no empenho destemido da reciclagem intraconsciencial e na coragem também para vencer uma auto-mimese religiosa, possivelmente, secular. Todos sabem o quanto é difícil romper com antigos valores e velhos comportamentos. Para termos uma vaga idéia disso basta pensarmos em como é duro nos desfazermos de objetos da casa, hábitos corriqueiros e até mesmo maneiras de pensar. Uma auto-atualização mnemônica, isto é, da memória, aparentemente poderia não nos trazer maiores pesares, caso se resumisse à uma mera mudança de auto-imagem. A nossa memória não guarda apenas nossas formas de agir e pensar, mas, sobretudo, carências, necessidades e, de uma forma geral, uma insondável vulnerabilidade a tudo que é novo. Tomando por base o ser humano comum, tememos o novo em maior ou menor grau, quando este envolve mudança de comportamento e hábitos. "A eliminação de vícios, a superação de ideologias, o abandono de instituições ou de estilos de vida não equivalem a simplesmente mudar de endereço, trocar de roupa ou permutar um carro (p.21)." As mudanças envolvem "um movimento consciencial," para o qual precisamos ter uma convicção inquestionável quanto às nossas novas necessidades e uma vontade inquebrantável para ampliar os horizontes daquilo que alimenta a nossa fome de evolução.
ONDE A RELIGIÃO TERMINA
Marcelo da Luz
Ed. Editares R$ 68,00
Venda Online: http://www.shopcons.com.br/produtos_descricao.asp?lang=pt_BR&codigo_produto=295
A entrevista a seguir foi dada por Marcelo da Luz ao Programa Ciência & Consciência, na TV Compléxis, com direção de Ton Martins e apresentação de Amaury Pontieri. Nela, o escritor fala de sua obra e nos revela os bastidores da sua exemplar reciclagem de vida.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
sábado, 5 de fevereiro de 2011
Onde a Religião Começa
A discussão sobre religião e ciência tem inspirado autores os mais diversos, sobretudo, ao longo desta década e algumas publicações merecem destaque, como "O Fim da Fé" de Sam Harris, "Deus Não é Tão Grande" de Christopher Hitchens e "Deus: um Delírio" de Richard Dawkins. Em todas elas há um interesse demasiadamente científico em investigar a existência de Deus, buscando utilizar a razão em novas abordagens aos métodos do pensamento religioso e a lógica na concepção divina.
Essas publicações fazem também um alerta sobre os perigos da manipulação de líderes religiosos em geral, assim como ressaltam a importância do senso crítico. Contudo, mais do que expor a intenção de revisar os valores das religiões, essas obras visam não apenas lembrar o passado violento do poder eclesiástico e contar os seus mortos (leia-se Inquisição e Cruzadas), mas igualmente oferecer modelos não-religiosos (leia-se Ciência) para se chegar à verdade "absoluta," o que parece uma intenção equivocada, pois o universo nos mostra que a verdade nele contida é irremediavelmente renovável.
Um modelo de pensamento baseado em fatos e casuísticas pessoais, na construção de uma verdade relativa de ponta, entretanto, não parece ser de forma alguma do interesse da Igreja e nem do interesse da Ciência. Se a autoridade da Igreja tem sido indiscutível ao longo de dezenas de séculos, primeiro, como parceira da monarquia, e mais tarde, como conselheira de governantes dos mais díspares regimes, a classe científica se mostra cética e inflexível com qualquer forma de teoria baseada unicamente no auto-experimento e não abre mão da observação terceirizada. Em ambas, a liberdade de pensamento tem os seus limites.
Contudo, a validade mesmo questionada da Igreja de hoje mostra que sua postura dogmática e doutrinadora de outrora ainda atende às necessidades espirituais da grande maioria dos seres humanos. O exercício da espiritualidade usado pelas religiões pode ser uma evidência clara do atual momento evolutivo no planeta: utilizando uma forma de pensamento rudimentar (adoração) e primária (crença), o ser humano devoto ainda precisa de um líder religioso para (1) lhe mostrar um caminho salvador, (2) apresentar evidências de um Criador universal, onipotente e onipresente, capaz tanto de iluminar vidas com dádivas como escurecê-las com punições, (3) interpretar os ensinamentos de um salvador santificado, representante do Criador, e (4) usufruir de uma instituição religiosa para que a fé seja posta em prática, com a visualização desse caminho por meio de cultos, sessões, rituais, missas etc., tudo a um preço módico (dízimo), seja em dinheiro ou em dedicação.
É inegável que a religião ainda é válida para a grande maioria das pessoas e sua postura dogmática, dominante e irrefutável segue fundamentada na necessidade de prover beatificação, milagres, crenças e muletas espirituais para aqueles que precisam, atuando num mercado salvacionista o qual, se já não é tão estatisticamente dominante como em séculos pretéritos, ainda segue se beneficiando da lenta marcha evolucionária neste planeta. Embora o exercício de doutrinação usado por muitas religiões ainda seja visto como uma forma de manutenção de poder e interesse no domínio das massas, a questão mais significativa não deve ser colocada na intenção das religiões, mas na condição de vulnerabilidade dos seres humanos espiritualmente ainda dependentes de padres, igrejas e santos.
Tanto o poder material, na cobrança de dízimos às igrejas e o conseqüente enriquecimento de seus proprietários, presidentes etc., tornando igrejas verdadeiras empresas, com taxas de crescimento de fiéis e aumento de patrimônio, quanto o poder político, que já se espalha na mídia e nas eleições de vereadores, deputados, senadores e até presidentes da república.
O uso da fé como forma de enriquecimento material não é uma novidade. Na Idade Média a Igreja Católica vendia indulgências aos seus seguidores, com a promessa de que ela os daria acesso ao paraíso. Hoje o dízimo lhes garante a mesma coisa, quando Jesus voltar para reunir os pagantes e esquecer todo o resto pagão. Para os fiéis, o dízimo é justo e ninguém se recusa a pagar o valor por alguns anos de vida terrena se ele lhes dará em troca uma eternidade no paraíso. Isto é, as compensações de uma vida no Éden são muito mais valiosas do que apenas 10% do valor dos seus salários na Terra.
Além da discussão sobre o poder das igrejas hoje em dia, autores céticos costumam confrontar religião e ciência com a intenção de mostrar que não há razão alguma para se acreditar em Deus nem lógica em ser manipulado por um padre ou pastor. Mas esses escritores desprezam a condição do observado, isto é, a necessidade dos fiéis em ter crenças e alguém que os guie, seja um líder ou um salvador ou ambos, e descartam a realidade de que a média da humanidade ainda está muito aquém de conquistar e utilizar o pensamento científico nas suas convicções.
Tanto a religião quanto à ciência atendem a necessidades diferentes, na medida em que uma quebra paradigmas com o olhar no futuro, a outra tenta manter suas tradições com o olhar no passado. Desde o século XVI, porém, tem sido comum a visão de que a religião e a ciência empregam diferentes métodos para se dirigir a questões diferentes, sendo o método científico uma abordagem objetiva para mensurar, calcular e descrever o universo natural, físico e material e as religiões mais subjetivas, baseando-se nas noções variáveis de autoridade, revelação, intuição, crença no sobrenatural, na experiência individual, ou uma combinação destas para compreender o universo.
Infelizmente, a história da humanidade mostra que houve uso de intolerância, imposição e dogmatismo tanto das religiões quanto da ciência. Exemplos dessas intolerâncias são respectivamente a Inquisição na Idade Média e o método científico. Richard Dawkins, por exemplo, ridiculariza a crença em Deus com argumentos ditos por ele como sendo científicos, porém repletos de visões ditas como verdades absolutas, ignorando o âmbito das hipóteses pessoais através das auto-experimentações: a ciência convencional não coloca o pesquisador no centro da sua pesquisa. O seu olhar é sempre exógeno, no outro, externo à sua realidade intraconsciencial e, portanto, isento de exemplarismo e autovivenciologia.
O discurso sobre o papel das religiões hoje em dia ignora a importância que elas têm para uma grande maioria de consciências ainda imaturas para pensar por si mesmas e ignorantes o suficiente sobre os assuntos do além para distinguir o fato da crença. As religiões não deveriam estar no centro das discussões, e sim a vulnerabilidade do momento evolutivo do ser humano neste planeta.Se deve ser um princípio comum o respeito ao próximo, deve-se também evitar toda postura que deprecie ou desvalorize a concepção da consciência imatura e fira os valores de igualdade entre todos, quer advindos das religiões ou da ciência. Não é com desprezo que iremos entender aqueles que ainda precisam das religiões, nem tampouco caçoando da sua necessidade de busca espiritual que promoveremos alguma mudança.
Um olhar mais racional para o tema nos colocaria mais diretamente no cerne da questão: o momento evolutivo da humanidade. A discussão sobre o que as religiões têm feito e ainda fazem e qual o seu legado não responde a questão sobre a razão pela qual a humanidade ainda precisa de tais métodos religiosos, doutrinas, seitas, simbologias, rituais etc. A análise deve partir da realidade evolutiva do planeta a fim de encontrarmos hipóteses capazes de fazer o ser humano despertar para a sua realidade. Aqui já não vale a direção a ser tomada, isto é, a doutrina, o método etc, mas a condição de necessidade e uma proposta evolucionária capaz de alavancar a evolução humana no planeta. A busca espiritual por meio do outro deve dar lugar, primeiramente, à busca pela maturidade consciencial, quebrando, assim, o ciclo de existências na condição de máquinas controladas à distância.
Essas publicações fazem também um alerta sobre os perigos da manipulação de líderes religiosos em geral, assim como ressaltam a importância do senso crítico. Contudo, mais do que expor a intenção de revisar os valores das religiões, essas obras visam não apenas lembrar o passado violento do poder eclesiástico e contar os seus mortos (leia-se Inquisição e Cruzadas), mas igualmente oferecer modelos não-religiosos (leia-se Ciência) para se chegar à verdade "absoluta," o que parece uma intenção equivocada, pois o universo nos mostra que a verdade nele contida é irremediavelmente renovável.
Um modelo de pensamento baseado em fatos e casuísticas pessoais, na construção de uma verdade relativa de ponta, entretanto, não parece ser de forma alguma do interesse da Igreja e nem do interesse da Ciência. Se a autoridade da Igreja tem sido indiscutível ao longo de dezenas de séculos, primeiro, como parceira da monarquia, e mais tarde, como conselheira de governantes dos mais díspares regimes, a classe científica se mostra cética e inflexível com qualquer forma de teoria baseada unicamente no auto-experimento e não abre mão da observação terceirizada. Em ambas, a liberdade de pensamento tem os seus limites.
Contudo, a validade mesmo questionada da Igreja de hoje mostra que sua postura dogmática e doutrinadora de outrora ainda atende às necessidades espirituais da grande maioria dos seres humanos. O exercício da espiritualidade usado pelas religiões pode ser uma evidência clara do atual momento evolutivo no planeta: utilizando uma forma de pensamento rudimentar (adoração) e primária (crença), o ser humano devoto ainda precisa de um líder religioso para (1) lhe mostrar um caminho salvador, (2) apresentar evidências de um Criador universal, onipotente e onipresente, capaz tanto de iluminar vidas com dádivas como escurecê-las com punições, (3) interpretar os ensinamentos de um salvador santificado, representante do Criador, e (4) usufruir de uma instituição religiosa para que a fé seja posta em prática, com a visualização desse caminho por meio de cultos, sessões, rituais, missas etc., tudo a um preço módico (dízimo), seja em dinheiro ou em dedicação.
É inegável que a religião ainda é válida para a grande maioria das pessoas e sua postura dogmática, dominante e irrefutável segue fundamentada na necessidade de prover beatificação, milagres, crenças e muletas espirituais para aqueles que precisam, atuando num mercado salvacionista o qual, se já não é tão estatisticamente dominante como em séculos pretéritos, ainda segue se beneficiando da lenta marcha evolucionária neste planeta. Embora o exercício de doutrinação usado por muitas religiões ainda seja visto como uma forma de manutenção de poder e interesse no domínio das massas, a questão mais significativa não deve ser colocada na intenção das religiões, mas na condição de vulnerabilidade dos seres humanos espiritualmente ainda dependentes de padres, igrejas e santos.
Tanto o poder material, na cobrança de dízimos às igrejas e o conseqüente enriquecimento de seus proprietários, presidentes etc., tornando igrejas verdadeiras empresas, com taxas de crescimento de fiéis e aumento de patrimônio, quanto o poder político, que já se espalha na mídia e nas eleições de vereadores, deputados, senadores e até presidentes da república.
O uso da fé como forma de enriquecimento material não é uma novidade. Na Idade Média a Igreja Católica vendia indulgências aos seus seguidores, com a promessa de que ela os daria acesso ao paraíso. Hoje o dízimo lhes garante a mesma coisa, quando Jesus voltar para reunir os pagantes e esquecer todo o resto pagão. Para os fiéis, o dízimo é justo e ninguém se recusa a pagar o valor por alguns anos de vida terrena se ele lhes dará em troca uma eternidade no paraíso. Isto é, as compensações de uma vida no Éden são muito mais valiosas do que apenas 10% do valor dos seus salários na Terra.
Além da discussão sobre o poder das igrejas hoje em dia, autores céticos costumam confrontar religião e ciência com a intenção de mostrar que não há razão alguma para se acreditar em Deus nem lógica em ser manipulado por um padre ou pastor. Mas esses escritores desprezam a condição do observado, isto é, a necessidade dos fiéis em ter crenças e alguém que os guie, seja um líder ou um salvador ou ambos, e descartam a realidade de que a média da humanidade ainda está muito aquém de conquistar e utilizar o pensamento científico nas suas convicções.
Tanto a religião quanto à ciência atendem a necessidades diferentes, na medida em que uma quebra paradigmas com o olhar no futuro, a outra tenta manter suas tradições com o olhar no passado. Desde o século XVI, porém, tem sido comum a visão de que a religião e a ciência empregam diferentes métodos para se dirigir a questões diferentes, sendo o método científico uma abordagem objetiva para mensurar, calcular e descrever o universo natural, físico e material e as religiões mais subjetivas, baseando-se nas noções variáveis de autoridade, revelação, intuição, crença no sobrenatural, na experiência individual, ou uma combinação destas para compreender o universo.
Infelizmente, a história da humanidade mostra que houve uso de intolerância, imposição e dogmatismo tanto das religiões quanto da ciência. Exemplos dessas intolerâncias são respectivamente a Inquisição na Idade Média e o método científico. Richard Dawkins, por exemplo, ridiculariza a crença em Deus com argumentos ditos por ele como sendo científicos, porém repletos de visões ditas como verdades absolutas, ignorando o âmbito das hipóteses pessoais através das auto-experimentações: a ciência convencional não coloca o pesquisador no centro da sua pesquisa. O seu olhar é sempre exógeno, no outro, externo à sua realidade intraconsciencial e, portanto, isento de exemplarismo e autovivenciologia.
O discurso sobre o papel das religiões hoje em dia ignora a importância que elas têm para uma grande maioria de consciências ainda imaturas para pensar por si mesmas e ignorantes o suficiente sobre os assuntos do além para distinguir o fato da crença. As religiões não deveriam estar no centro das discussões, e sim a vulnerabilidade do momento evolutivo do ser humano neste planeta.Se deve ser um princípio comum o respeito ao próximo, deve-se também evitar toda postura que deprecie ou desvalorize a concepção da consciência imatura e fira os valores de igualdade entre todos, quer advindos das religiões ou da ciência. Não é com desprezo que iremos entender aqueles que ainda precisam das religiões, nem tampouco caçoando da sua necessidade de busca espiritual que promoveremos alguma mudança.
Um olhar mais racional para o tema nos colocaria mais diretamente no cerne da questão: o momento evolutivo da humanidade. A discussão sobre o que as religiões têm feito e ainda fazem e qual o seu legado não responde a questão sobre a razão pela qual a humanidade ainda precisa de tais métodos religiosos, doutrinas, seitas, simbologias, rituais etc. A análise deve partir da realidade evolutiva do planeta a fim de encontrarmos hipóteses capazes de fazer o ser humano despertar para a sua realidade. Aqui já não vale a direção a ser tomada, isto é, a doutrina, o método etc, mas a condição de necessidade e uma proposta evolucionária capaz de alavancar a evolução humana no planeta. A busca espiritual por meio do outro deve dar lugar, primeiramente, à busca pela maturidade consciencial, quebrando, assim, o ciclo de existências na condição de máquinas controladas à distância.
segunda-feira, 10 de janeiro de 2011
Consciências Universais: Galileu Galilei (1564 - 1642)
Galileu e sua linha do tempo
1564 - Galileu Galilei nasceu em Pisa.
1581 - Matriculou-se na Escola de Artes da sua cidade, com a finalidade de estudar medicina. Contudo, não terminou o curso e dedicou-se aos estudos da matemática, que eram os seus prediletos, ao lado da observação dos fenômenos físicos.
1589 - Foi nomeado catedrático de matemática na Universidade de Pisa.
1604 - Após longos períodos de experimentação na Torre Inclinada da cidade natal, Galileu formulou a lei da queda livre dos corpos, elemento básico para a mecânica racional.
1610 - Deu início às suas observações astronômicas e passou a trabalhar em Florença, sendo protegido de Cosimo II de Médici. A descoberta, por Galileu, das manchas solares, acarretou para ele a ira dos teólogos, porquanto a hipótese do nosso autor colocava em risco a suposição da harmonia cósmica e da perfeição dos corpos que integravam as camadas superiores do Céu, que deveriam ser constituídos de “matéria pura”, sem manchas. As autoridades vaticanas obrigaram-no a não mais ensinar as teorias de Copérnico, bem como as hipóteses levantadas sobre as manchas solares. Durante algum tempo Galileu ficou calado.
1623 - Após polêmica com um padre jesuíta acerca da natureza dos cometas, Galileu voltou a insistir nas suas observações, criticando acirradamente as observações de Aristóteles acerca do cosmo. Os teólogos romanos voltaram à carga, obrigando Galileu a se apresentar no Tribunal do Santo Ofício.
1633 - Condenado pela Inquisição romana, Galileu foi obrigado a abjurar acerca das suas teorias científicas, a fim de não sofrer a tortura a que tinha sido submetido outro grande cientista e pensador, Giordano Bruno..
1600 - Recolhido à sua casa, o nosso autor dedicou-se, nos últimos anos de vida, a reescrever alguns dos seus livros.
1642 - Galileu faleceu.
Uma vida dedicada aos estudos científicos
Físico , matemático , astrônomo , filósofo , literato italiano demonstrou ser bom estudante desde cedo. Sua família mudou-se para Florença em 1574 e Galileu foi educado pelos monges do mosteiro de Camaldolese, em uma cidade vizinha. Em 1581, com apenas 17 anos de idade, Galileu começou a estudar Medicina na Universidade de Pisa. Seu interesse pela Medicina nunca evoluiu. Porém era grande seu interesse pela Física e matemática. Finalmente, em 1585, Galileu abandonou a Medicina. Foi o criador do método experimental e da dinâmica. Fez estudos muito importantes sobre o movimento dos graves e descobriu a lei do isocronismo do pêndulo. Ensinou matemática em Pisa e em Pádua e frequentou a corte de Cosimo II de Médicis , como "filósofo." Construiu o primeiro óculo e com isso efectuou extraordinárias descobertas de astronomia, entre as quais os satélites de Júpiter, as fases de Venus, os mares da Lua e as manchas do Sol. Defendeu as teorias de Copérnico, fato que incorreu na perseguição do Santo Ofício, defensor do sistema ptolomaico. Galileu teve então um primeiro processo e foi proibido de continuar a defender o sistema copernicano. Mas não obedeceu à Igreja e assim teve um novo processo. Embora muito doente, foi condenado ao cárcere e obrigado a deslocar-se para Roma. A pena foi mais tarde comutada em residência fixa, em Arcetri perto de Florença . Continuou a trabalhar apesar de ter ficado cego, assistido por muitos alunos entre os quais Evangelista Torricelli.
Aspectos fundamentais da contribuição de Galileu
A fundamentação do método. Este teria, no sentir do pensador, quatro passos básicos, que seriam, em primeiro lugar, a observação dos fenômenos, tal como estes são apreendidos pelo observador, afastados os preconceitos extracientíficos; em segundo lugar, a formulação da hipótese, como explicação tentativa que deveria ser confirmada; em terceiro lugar, a experimentação, em virtude da qual toda afirmação sobre fenômenos naturais deveria ser verificada, mediante a produção do fenômeno em determinadas circunstâncias, ou mediante a observação sistemática dos fatos que são objetos da ciência; em quarto lugar, a formulação da lei, que seria possível graças à identificação de regularidades matemáticas na natureza.
A Adoção do ponto de vista cinemático, que antecipava a perspectiva transcendental kantiana, o que tornou Galileu o fundador da física moderna
O ponto de vista cinemático é caracterizado pelo físico e filósofo belga Jean Ladrière em dois pontos: em primeiro lugar, interesse centrado no estudo dos fenômenos observados, mediante o método experimental e a matematização dos dados obtidos; em segundo lugar, abandono definitivo da preocupação em torno às causas dos fenômenos, que remeteria à existência de uma substância oculta sob os mesmos.
Galileu firmou, no terreno das ciências, uma nova maneira de abordar os fenômenos, não como camadas que ocultam a substância, na busca de uma realidade metafísica idealizada, mas como algo que deve ser observado e que constitui o real captado pelos nossos sentidos. A propósito dessa contribuição galileana, escreveu José Américo Motta Peçanha: “Galileu tornou-se o criador da física moderna, quando enunciou as leis fundamentais do movimento; foi também um dos maiores astrônomos de todos os tempos, pelas observações pioneiras que fez com o telescópio. Essas descobertas, contudo, foram resultado de uma nova maneira de abordar os fenômenos da natureza, e nisso reside sua importância dentro da história da filosofia. No campo das idéias filosóficas, Galileu é mais importante pelas contribuições que fez ao método científico, do que propriamente pelas revelações físicas e astronômicas encontradas em suas obras.”
A Valorização das matemáticas como instrumento para o conhecimento científico
Galileu estabeleceu um sentido indissolúvel entre ciência e matematização da natureza. As matemáticas, segundo o pensador, aproximariam a nossa razão do entendimento divino, numa retomada da via mística dos pitagóricos e do neoplatonismo. No entanto, tanto em Galileu como posteriormente em Newton, as matemáticas estavam também inseridas numa exigência epistemológica diferente da cultuada na Antigüidade - vale ressaltar que, embora esse tipo de conhecimento nos aproximasse da Inteligência Divina (um conceito formulado através da crença na época), elas permitiam a tradução exata dos fenômenos naturais apreendidos apenas pela experiência (o que científico).
Em relação a essa valorização do conhecimento matemático, Galileu frisava: “O intelecto humano compreende algumas proposições tão perfeitamente e tem tão absoluta certeza, quanto pode ter a própria natureza; e isso ocorre nas ciências matemáticas puras das que o intelecto divino sabe, não obstante, infinitas proposições a mais, pois as sabe todas; mas das poucas entendidas pelo intelecto humano, creio que o seu conhecimento iguala-se à certeza objetiva divina, porque chega a compreender a necessidade, sobre a qual não parece poder existir segurança maior”
Rodolfo Mondolfo destacou, por sua vez, o caráter de exatidão que as matemáticas possuem segundo Galileu, insistindo em que, nesse aspecto, bem como na possibilidade de todos os homens terem acesso a esse tipo de conhecimento, consiste propriamente a “divindade” postulada. A respeito, afirma Mondolfo: “Ao privilégio atribuído pelos místicos aos poucos eleitos que podem chegar ao arroubo do êxtase, substitui-se (…) uma possibilidade aberta a todos os que submetem a sua mente aos processos e métodos do pensamento científico.”
A Defesa da ética do cientista: buscar diuturnamente a verdade científica e comunicá-la com fidelidade aos seus semelhantes
Esse é o tema que prevalece na obra de Galileu, O Ensaiador. No seguinte trecho dessa obra, o pensador e cientista italiano deixa claro que, para fazer ciência, é necessário se afastar do argumento de autoridade e da busca pura e simples da popularidade, a fim de partir, com coragem, para a exploração da natureza, para interpretar os fenômenos da mesma com a ajuda da matemática. Frisa a respeito Galileu, ao rebater as maquinações de Lotário Sarsi, um dos seus detratores: “Parece-me também perceber em Sarsi sólida crença que, para filosofar, seja necessário apoiar-se nas opiniões de algum célebre autor, de tal forma que o nosso raciocínio, quando não concordasse com as demonstrações de outro, tivesse que permanecer estéril e infecundo. Talvez considere a filosofia como um livro e fantasia de um homem, como a Ilíada e Orlando Furioso, livros em que a coisa menos importante é a verdade daquilo que apresentam escrito. Senhor Sarsi, a coisa não é assim. A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. Ele está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras; sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto”
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 1
Galileu: A Batalha do Céu - Parte2
Galileu: A Batalha do Céu - Parte3
Galileu: A Batalha do Céu - Parte4
Galileu: A Batalha do Céu - Parte5
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 6
Galileu: A Batalha do Céu - Parte7
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 8
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 9
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 10
Galileu: A Batalha do Céu - Parte Final
Referências
[José Américo Motta Peçanha, “Galileu, vida e obra”, in: Galileu, O Ensaiador, tradução de Helda Barraco et alii, São Paulo: Nova Cultural, 1987, pg. VIII-IX]; Galileu, citado por Rodolfo Mondolfo, in: Figuras e idéias da filosofia na Renascença, tradução de Lycurgo Gomes da Motta, São Paulo: Mestre Jou, 1967, p. 130]; [Galileu, O Ensaiador, ob. cit., p. 21]; [Motta Peçanha, ob cit., p. IX]; [Mondolfo, ob. cit., p. 130]; video: Nova Online - vídeo baseado no Best Seller de Dava Sobel "A Filha de Galileu."
1564 - Galileu Galilei nasceu em Pisa.
1581 - Matriculou-se na Escola de Artes da sua cidade, com a finalidade de estudar medicina. Contudo, não terminou o curso e dedicou-se aos estudos da matemática, que eram os seus prediletos, ao lado da observação dos fenômenos físicos.
1589 - Foi nomeado catedrático de matemática na Universidade de Pisa.
1604 - Após longos períodos de experimentação na Torre Inclinada da cidade natal, Galileu formulou a lei da queda livre dos corpos, elemento básico para a mecânica racional.
1610 - Deu início às suas observações astronômicas e passou a trabalhar em Florença, sendo protegido de Cosimo II de Médici. A descoberta, por Galileu, das manchas solares, acarretou para ele a ira dos teólogos, porquanto a hipótese do nosso autor colocava em risco a suposição da harmonia cósmica e da perfeição dos corpos que integravam as camadas superiores do Céu, que deveriam ser constituídos de “matéria pura”, sem manchas. As autoridades vaticanas obrigaram-no a não mais ensinar as teorias de Copérnico, bem como as hipóteses levantadas sobre as manchas solares. Durante algum tempo Galileu ficou calado.
1623 - Após polêmica com um padre jesuíta acerca da natureza dos cometas, Galileu voltou a insistir nas suas observações, criticando acirradamente as observações de Aristóteles acerca do cosmo. Os teólogos romanos voltaram à carga, obrigando Galileu a se apresentar no Tribunal do Santo Ofício.
1633 - Condenado pela Inquisição romana, Galileu foi obrigado a abjurar acerca das suas teorias científicas, a fim de não sofrer a tortura a que tinha sido submetido outro grande cientista e pensador, Giordano Bruno..
1600 - Recolhido à sua casa, o nosso autor dedicou-se, nos últimos anos de vida, a reescrever alguns dos seus livros.
1642 - Galileu faleceu.
Maiores obras
Defesa contra as calúnias e imposturas de Baldessar Capra (1607), Mensageiro celeste (1610), Discurso sobre as coisas que estão sobre a água (1612), História e demonstrações sobre as manchas solares (1612), Discurso sobre o fluxo e refluxo do mar (1616), Diálogo sobre os dois maiores sistemas (1623), O Ensaiador (1623), Discurso sobre duas ciências novas (1638).
Defesa contra as calúnias e imposturas de Baldessar Capra (1607), Mensageiro celeste (1610), Discurso sobre as coisas que estão sobre a água (1612), História e demonstrações sobre as manchas solares (1612), Discurso sobre o fluxo e refluxo do mar (1616), Diálogo sobre os dois maiores sistemas (1623), O Ensaiador (1623), Discurso sobre duas ciências novas (1638).
Uma vida dedicada aos estudos científicos
Físico , matemático , astrônomo , filósofo , literato italiano demonstrou ser bom estudante desde cedo. Sua família mudou-se para Florença em 1574 e Galileu foi educado pelos monges do mosteiro de Camaldolese, em uma cidade vizinha. Em 1581, com apenas 17 anos de idade, Galileu começou a estudar Medicina na Universidade de Pisa. Seu interesse pela Medicina nunca evoluiu. Porém era grande seu interesse pela Física e matemática. Finalmente, em 1585, Galileu abandonou a Medicina. Foi o criador do método experimental e da dinâmica. Fez estudos muito importantes sobre o movimento dos graves e descobriu a lei do isocronismo do pêndulo. Ensinou matemática em Pisa e em Pádua e frequentou a corte de Cosimo II de Médicis , como "filósofo." Construiu o primeiro óculo e com isso efectuou extraordinárias descobertas de astronomia, entre as quais os satélites de Júpiter, as fases de Venus, os mares da Lua e as manchas do Sol. Defendeu as teorias de Copérnico, fato que incorreu na perseguição do Santo Ofício, defensor do sistema ptolomaico. Galileu teve então um primeiro processo e foi proibido de continuar a defender o sistema copernicano. Mas não obedeceu à Igreja e assim teve um novo processo. Embora muito doente, foi condenado ao cárcere e obrigado a deslocar-se para Roma. A pena foi mais tarde comutada em residência fixa, em Arcetri perto de Florença . Continuou a trabalhar apesar de ter ficado cego, assistido por muitos alunos entre os quais Evangelista Torricelli.
Aspectos fundamentais da contribuição de Galileu
A fundamentação do método. Este teria, no sentir do pensador, quatro passos básicos, que seriam, em primeiro lugar, a observação dos fenômenos, tal como estes são apreendidos pelo observador, afastados os preconceitos extracientíficos; em segundo lugar, a formulação da hipótese, como explicação tentativa que deveria ser confirmada; em terceiro lugar, a experimentação, em virtude da qual toda afirmação sobre fenômenos naturais deveria ser verificada, mediante a produção do fenômeno em determinadas circunstâncias, ou mediante a observação sistemática dos fatos que são objetos da ciência; em quarto lugar, a formulação da lei, que seria possível graças à identificação de regularidades matemáticas na natureza.
Galileu estruturou todo o conhecimento científico da natureza e abalou os alicerces que fundamentavam a concepção medieval do mundo
O estudioso brasileiro José Américo Motta Peçanha sintetizou, da seguinte forma, o alcance da contribuição galileana, no terreno da ciência e da filosofia: “Formulando esses princípios, Galileu estruturou todo o conhecimento científico da natureza e abalou os alicerces que fundamentavam a concepção medieval do mundo. Destruiu a idéia de que o mundo possui uma estrutura finita, hierarquicamente ordenada, e substituiu-a pela visão de um universo aberto, indefinido e até mesmo infinito. Em lugar de conceber o mundo como dividido em duas partes, uma superior, constituída pelo Céu, e outra inferior, a Terra em que vive o homem, mostrou que todos os objetos físicos devem ser concebidos como sendo da natureza e tratados de modo idêntico, pelo menos por aqueles que desejam conhecer cientificamente o Universo. Pôs de lado o finalismo aristotélico, segundo o qual tudo aquilo que ocorre na natureza ocorre para cumprir desígnios superiores; e mostrou que a natureza é, fundamentalmente, um conjunto de fenômenos mecânicos, tal como afirmara Demócrito na Antigüidade. Demonstrou o engano do espírito puramente lógico e dedutivo da filosofia aristotélico-escolástica, quando aplicado à explicação dos fenômenos físicos. E mostrou, finalmente, que o livro do universo está escrito em caracteres matemáticos e que sem um conhecimento dos mesmos, os homens não poderão compreendê-lo”
A Adoção do ponto de vista cinemático, que antecipava a perspectiva transcendental kantiana, o que tornou Galileu o fundador da física moderna
O ponto de vista cinemático é caracterizado pelo físico e filósofo belga Jean Ladrière em dois pontos: em primeiro lugar, interesse centrado no estudo dos fenômenos observados, mediante o método experimental e a matematização dos dados obtidos; em segundo lugar, abandono definitivo da preocupação em torno às causas dos fenômenos, que remeteria à existência de uma substância oculta sob os mesmos.
Galileu é mais importante pelas contribuições que fez ao método científico, do que propriamente pelas revelações físicas e astronômicas encontradas em suas obras
Galileu firmou, no terreno das ciências, uma nova maneira de abordar os fenômenos, não como camadas que ocultam a substância, na busca de uma realidade metafísica idealizada, mas como algo que deve ser observado e que constitui o real captado pelos nossos sentidos. A propósito dessa contribuição galileana, escreveu José Américo Motta Peçanha: “Galileu tornou-se o criador da física moderna, quando enunciou as leis fundamentais do movimento; foi também um dos maiores astrônomos de todos os tempos, pelas observações pioneiras que fez com o telescópio. Essas descobertas, contudo, foram resultado de uma nova maneira de abordar os fenômenos da natureza, e nisso reside sua importância dentro da história da filosofia. No campo das idéias filosóficas, Galileu é mais importante pelas contribuições que fez ao método científico, do que propriamente pelas revelações físicas e astronômicas encontradas em suas obras.”
A Valorização das matemáticas como instrumento para o conhecimento científico
Galileu estabeleceu um sentido indissolúvel entre ciência e matematização da natureza. As matemáticas, segundo o pensador, aproximariam a nossa razão do entendimento divino, numa retomada da via mística dos pitagóricos e do neoplatonismo. No entanto, tanto em Galileu como posteriormente em Newton, as matemáticas estavam também inseridas numa exigência epistemológica diferente da cultuada na Antigüidade - vale ressaltar que, embora esse tipo de conhecimento nos aproximasse da Inteligência Divina (um conceito formulado através da crença na época), elas permitiam a tradução exata dos fenômenos naturais apreendidos apenas pela experiência (o que científico).
Em relação a essa valorização do conhecimento matemático, Galileu frisava: “O intelecto humano compreende algumas proposições tão perfeitamente e tem tão absoluta certeza, quanto pode ter a própria natureza; e isso ocorre nas ciências matemáticas puras das que o intelecto divino sabe, não obstante, infinitas proposições a mais, pois as sabe todas; mas das poucas entendidas pelo intelecto humano, creio que o seu conhecimento iguala-se à certeza objetiva divina, porque chega a compreender a necessidade, sobre a qual não parece poder existir segurança maior”
Rodolfo Mondolfo destacou, por sua vez, o caráter de exatidão que as matemáticas possuem segundo Galileu, insistindo em que, nesse aspecto, bem como na possibilidade de todos os homens terem acesso a esse tipo de conhecimento, consiste propriamente a “divindade” postulada. A respeito, afirma Mondolfo: “Ao privilégio atribuído pelos místicos aos poucos eleitos que podem chegar ao arroubo do êxtase, substitui-se (…) uma possibilidade aberta a todos os que submetem a sua mente aos processos e métodos do pensamento científico.”
"Na luz da razão, livremente exercida,
reside a sua maior dignidade."
A Exaltação da liberdade de pensamento, como condição necessária para a ciência
Galileu, bem como os demais filósofos remanescentes do período Renascentista, notadamente Giordano Bruno, Leão Hebreu e Leonardo da Vinci, insiste em que, "sem liberdade, perde-se o maior bem que um homem pode ter na face da Terra: o conhecimento das leis da natureza como manifestações da presença divina no Cosmo e o reconhecimento, no próprio homem, de que na luz da razão, livremente exercida, reside a sua maior dignidade."
Galileu, bem como os demais filósofos remanescentes do período Renascentista, notadamente Giordano Bruno, Leão Hebreu e Leonardo da Vinci, insiste em que, "sem liberdade, perde-se o maior bem que um homem pode ter na face da Terra: o conhecimento das leis da natureza como manifestações da presença divina no Cosmo e o reconhecimento, no próprio homem, de que na luz da razão, livremente exercida, reside a sua maior dignidade."
Para fazer ciência, é necessário se afastar do argumento de autoridade e da busca pura e simples da popularidade
A Defesa da ética do cientista: buscar diuturnamente a verdade científica e comunicá-la com fidelidade aos seus semelhantes
Esse é o tema que prevalece na obra de Galileu, O Ensaiador. No seguinte trecho dessa obra, o pensador e cientista italiano deixa claro que, para fazer ciência, é necessário se afastar do argumento de autoridade e da busca pura e simples da popularidade, a fim de partir, com coragem, para a exploração da natureza, para interpretar os fenômenos da mesma com a ajuda da matemática. Frisa a respeito Galileu, ao rebater as maquinações de Lotário Sarsi, um dos seus detratores: “Parece-me também perceber em Sarsi sólida crença que, para filosofar, seja necessário apoiar-se nas opiniões de algum célebre autor, de tal forma que o nosso raciocínio, quando não concordasse com as demonstrações de outro, tivesse que permanecer estéril e infecundo. Talvez considere a filosofia como um livro e fantasia de um homem, como a Ilíada e Orlando Furioso, livros em que a coisa menos importante é a verdade daquilo que apresentam escrito. Senhor Sarsi, a coisa não é assim. A filosofia encontra-se escrita neste grande livro que continuamente se abre perante nossos olhos (isto é, o universo), que não se pode compreender antes de entender a língua e conhecer os caracteres com os quais está escrito. Ele está escrito em língua matemática, os caracteres são triângulos, circunferências e outras figuras geométricas, sem cujos meios é impossível entender humanamente as palavras; sem eles nós vagamos perdidos dentro de um obscuro labirinto”
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 1
Galileu: A Batalha do Céu - Parte2
Galileu: A Batalha do Céu - Parte3
Galileu: A Batalha do Céu - Parte4
Galileu: A Batalha do Céu - Parte5
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 6
Galileu: A Batalha do Céu - Parte7
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 8
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 9
Galileu: A Batalha do Céu - Parte 10
Galileu: A Batalha do Céu - Parte Final
Referências
[José Américo Motta Peçanha, “Galileu, vida e obra”, in: Galileu, O Ensaiador, tradução de Helda Barraco et alii, São Paulo: Nova Cultural, 1987, pg. VIII-IX]; Galileu, citado por Rodolfo Mondolfo, in: Figuras e idéias da filosofia na Renascença, tradução de Lycurgo Gomes da Motta, São Paulo: Mestre Jou, 1967, p. 130]; [Galileu, O Ensaiador, ob. cit., p. 21]; [Motta Peçanha, ob cit., p. IX]; [Mondolfo, ob. cit., p. 130]; video: Nova Online - vídeo baseado no Best Seller de Dava Sobel "A Filha de Galileu."
quinta-feira, 30 de dezembro de 2010
Dannion Brinkley e Sua Experiência de Quase Morte
Em 1975, um jornal da cidade americana de Augusta, no estado da Geórgia, publicou a notícia de que um jovem da Carolina do Sul havia sido atingido por um raio. O jovem se chamava Dannion Brinkley e até então ele nem suspeitara de que houvesse EQMs (Experiências de Quase Morte) e muito menos o que elas significavam. Dannion foi atingido por um raio enquanto falava ao telefone em casa, numa noite de tempestade. A descarga elétrica veio pelo fio do telefone, atingiu o seu pescoço e o levantou do chão. Dannion teve uma parada cardíaca da qual só conseguiu se recuperar horas mais tarde, num hospital, quando os médicos já estavam desenganados da sua recuperação. Em coma, ele sobrevoou o próprio corpo, a sala médica, e foi além, à uma paragem extrafísica para ter com uma equipe de 13 consciências preocupadas com o seu destino na Terra. Reunido com o time que mais tarde ele descreveria como formado por 13 “espíritos de luz,” Dannion viu passar diante dos olhos o filme da sua vida até ali.
Na época em que o raio o atingiu, Dannion era uma consciência pertubada, um "garotão" de mais ou menos 30 anos, com todos os defeitos deslocados de um adolescente no auge da fase da afirmação. Era impaciente, imaturo, intolerante, egoísta, agressivo, briguento, individualista, cruel etc., citando apenas algumas de suas desqualidades. Casou-se com uma mãe, na verdade, a quem chamava de esposa, tal era o zelo e comando desta mulher para com ele. Na pequena cidade em que vivia, Dannion era conhecido pelas suas brigas, confusões e até ações criminosas - ele já havia ateado fogo numa residência com toda a família lá dentro, quando tinha 12 anos, ou perto disso. Enfim, o filme da sua vida lhe apareceu tal um documentário policial, com cenas de violência, refregas e confusões. Quando viu as imagens de tudo de errado que havia feito diante dos olhos, ele ficou triste e chorou. Sentiu na pele, pela primeira vez, a gravidade do seu desvio e as consequências da sua dissidência extrafísica. Estava muito distante da consciência que devia ser para cumprir a programação existencial planejada. Resnascer para Dannion fez com que ele caísse no limbo de um esquecimento noscivo, pois a grande "virada de mesa" existencial, o que veríamos depois, não aconteceria de outra forma senão por meio de uma EQM. Sem o propósito de uma reciclagem séria, ele seguiria em automimese, repetindo os erros da sua índole agressiva.
O texto acime é parte da crítica feita ao filme "Salvo Pela Luz" já disponível no blog Cinema & Consciência, também deste autor Cinema & Consciência
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
Na época em que o raio o atingiu, Dannion era uma consciência pertubada, um "garotão" de mais ou menos 30 anos, com todos os defeitos deslocados de um adolescente no auge da fase da afirmação. Era impaciente, imaturo, intolerante, egoísta, agressivo, briguento, individualista, cruel etc., citando apenas algumas de suas desqualidades. Casou-se com uma mãe, na verdade, a quem chamava de esposa, tal era o zelo e comando desta mulher para com ele. Na pequena cidade em que vivia, Dannion era conhecido pelas suas brigas, confusões e até ações criminosas - ele já havia ateado fogo numa residência com toda a família lá dentro, quando tinha 12 anos, ou perto disso. Enfim, o filme da sua vida lhe apareceu tal um documentário policial, com cenas de violência, refregas e confusões. Quando viu as imagens de tudo de errado que havia feito diante dos olhos, ele ficou triste e chorou. Sentiu na pele, pela primeira vez, a gravidade do seu desvio e as consequências da sua dissidência extrafísica. Estava muito distante da consciência que devia ser para cumprir a programação existencial planejada. Resnascer para Dannion fez com que ele caísse no limbo de um esquecimento noscivo, pois a grande "virada de mesa" existencial, o que veríamos depois, não aconteceria de outra forma senão por meio de uma EQM. Sem o propósito de uma reciclagem séria, ele seguiria em automimese, repetindo os erros da sua índole agressiva.
O texto acime é parte da crítica feita ao filme "Salvo Pela Luz" já disponível no blog Cinema & Consciência, também deste autor Cinema & Consciência
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
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Entrevista,
EQM - Experiência Quase Morte,
Premonição,
Projeção
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
sexta-feira, 17 de dezembro de 2010
Crônicas Fantásticas - Episódio 4: Delmiro Voltou para Contar Como era Morrer
Delmiro Fonseca nunca gostou em vida daqueles que psicografavam mensagens do além. Sua opinião era de que o psicografista é um ser humano vulnerável a equivocos como qualquer outro e, portanto, passível de manipulação espiritual, do descontrole das próprias emoções e influenciável psicologicamente pela ansiedade alheia. Por isso, decidiu que, quando moresse, voltaria de corpo presente para contar como era morrer. E foi assim que, um mês após a sua morte, ele apareceu sentado ao pé da cama de sua irmã, Dalva, no meio da noite, com o corpo diáfano envolto numa nuvem espessa de ectoplasma. Ela não se assustou com a sua presença. Estava ainda na confulsão mental do sono quando aos poucos a imagem do irmão surgiu nitidamente diante dos seus olhos. Delmiro tinha uma expressão suave e serena. Dalva já havia tido com Delmiro algumas vezes desde que ele partiu, mas todas em projeções semilúcidas com imagens oníricas nas quais não sabia ao certo se o irmão estava feliz na outra dimensão ou resignado com a nova vida, pois ele lhe aparecia sempre ocupado, atendendo outras pessoas na antesala de algum lugar que lhe pareceu ser uma clínica para loucos.
Quando viu que Dalva podia vê-lo com clareza, se desculpou pelo tom fantasmagórico que o ectoplasma lhe dava, mas que de outra forma não poderia se mostrar de corpo inteiro, como ele queria. A irmã entendeu e lhe tranquilizou dizendo que essas aparições não mais lhe assombravam desde o dia em que teve com o pai um encontro ali mesmo no quarto, para esclarecer alguns pormenores do testamento. Ele sabia do episódio e respondeu à irmã com um sorriso. Dalva perguntou qual seria o motivo da visista e Delmiro explicou que a intensão era aliviá-la dos tormentos filosóficos a respeito da vida e da morte. Os irmãos trocaram olhares saudosos e contiveram a ansiedade para não dar cabo da serenidade do encontro. A vantagem que o dom de ver e falar com os dessomados proporcionava era estender a vida para além dos seus limites físicos e fazer com que os que ficaram não sentissem saudades daqueles que partiram para outra dimensão, pois ambos os domínios existiam paralelamente e estavam interligados, como se ambas as realidades fossem uma só.
Quando dessomou, Delmiro Fonseca estava no seu segundo ano de profissão como médico psiquiátrico. Havia sido um estudante de medicina exemplar e conquistado a confiança dos professores de tal maneira que, logo que terminou o seu estágio no hospital da universidade, eles lhe conseguiram uma posição numa das clínicas de psiquiatria mais prestigiadas da cidade. Na família, Delmiro era o irmão conciliador entre os cinco que seus pais tiveram, um casal que construiu uma família numerosa, mas bem entrosada. Desde pequeno demonstrava talento para a medicina e mesmo antes de entrar na faculdade já sabia que queria se dedicar a cuidar dos mais pertubados. Em casa, quando alguém demonstrava perder as estribeiras, era ele quem apaziguava o torvelinho e restaurava a paz. Fez isso tantas vezes que passou a ser o conselheiro de todos, inclusive de muitos parentes, até alguns distantes, de modo que ninguém tomava uma decisão sem antes se consultar com ele, pois as suas sugestões eram sempre razoáveis.
Mas no recolhimento Delmiro vivia os seus momentos de confulsão mental e angústia, que ele resolvia calado, sem exacerbações e à base do recondionamento de suas energias vitais, o que nem sempre lhe era fácil, mas possível com o esforço da meditação. O seu controle emocional era bom o suficiente para que muitos o julgassem de outro mundo. Entre os colegas da faculdade, era sabido que Delmiro havia aterrissado neste planeta proveniente de uma galáxia distante, onde os nativos superaram quase totalmente as agonias das emoções e usavam o bom senso para recarrilhar a vida quando esta saía dos trilhos. Delmiro se defendia dizendo-se humano como todos, em serviço neste planeta-hospital, frágil como qualquer consciência intrafísica e vulnerável ao desengano como qualquer mortal. Em casa, a sua ligação com a irmã Dalva sempre fora especial. Desde pequenos passavam grande parte do dia juntos e dividiam as mesmas angústias sobre as perguntas irremediáveis da vida. Ela se tornou psicóloga não por talento, mas para agradar ao irmão. E o fez com tal convicção que a profissão terminou por conquistá-la. Delmiro fizera valer essa interação cósmica com a irmã para assentar as bases da sua aparição, com o ectoplasma que ela podia lhe ceder para o encontro de corpo presente.
Naquela noite, Dalva estava preparada para anotar tudo o que o irmão lhe narrasse, mas não pode conter a ansiedade para saber do outro mundo, pois essa sempre foi uma de suas curiosidades mais insondáveis. O mundo extrafísico lhe reservava grandes mistérios desde pequena, quando descobriu que podia ver e se comunicar com os espíritos, primeiro em sonhos, depois com o aprimoramento da projeção para além do corpo físico. Era ela quem servia de intermediário entre os dois mundos, quando alguém na família queria ter notícias daqueles que haviam partido. Mas os contatos só aconteciam quando Dalva estava em transe, de modo que nunca teve o controle da situação. As perguntas aos espíritos eram feitas quando ela sucumbia ao próprio esquecimento, dominada numa condição comatosa, em que não sabia o que perguntavam os parentes nem tampouco o que os espíritos da família respondiam. Quando retornava ao corpo físico, Dalva parecia despertar de um sono profundo, de maneira que suas dúvidas permaneciam insolúveis ao final desses encontros e seus mistérios intocáveis. Ela tampouco tinha com os espíritos com lucidez suficiente para se perceber viva. Na presença deles, Dalva se sentia do outro lado, como eles, e esquecia as diferenças que os separavam entre os dois mundos, interligados mas distintos. Servia mais como um receptáculo de mensagens espirituais. Chegou a estudar o assunto, mas nunca passou de uma simples mensageira entre esses universos.
Ali, diante do irmão, experimentava pela primeira vez uma lucidez decente, apesar das emoções fluírem sem que ela tivesse qualquer controle sobre elas. Esforçou-se para lembrar de suas dúvidas e questionamentos a fim de não desperdiçar mais uma oportunidade de ter com alguém do outro mundo uma conversa sensata e esclarecedora. A lucidez que conseguiu resgatar foi suficiente para saber se o irmão havia sofrido na passagem deste para o outro mundo, se havia túneis de luz como muitos atestavam, escadarias entre nuvens iluminadas por anjos com trombetas, guias espirituais vestidos de branco para indicar o caminho para a procedência extrafísica e parentes próximos recepcionando os recém dessomados. Queria enfim, saber se tudo que contavam na Terra condizia com a realidade vivida pelo irmão. Delmiro voltou a lhe sorrir ao saber das suas dúvidas. Enquanto na Terra, ele compartira com ela as mesmas perguntas, agora, ele parecia superior a elas, aos arroubos da imaturidade neste planeta-enfermaria. Mas não se mostrou arrogante. Seu semblante indicava a paz que devia ter encontrado no outro mundo, uma paz desconhecida dos vivos daqui.
Delmiro contou que o motivo da visista era também para aliviar a saudade e mitigar a angústia que ela sentia com a sua falta. Mas não poderia tirar todas as suas dúvidas como ela esperava porque, na verdade, elas eram apenas produtos da sua fantasia. Delmiro explicou que se Dalva queria saber do mundo extrafísico, ela atentasse para o mundo físico, pois este era um reflexo do que havia do outro lado. “Não deixamos de ser quem somos quando partimos daqui,” disse ele com sua voz diáfana. “Assim como não deixamos de fazer o que fazemos aqui, quando vivemos em outra dimensão. A diferença é que lá não convivemos com todos, apenas com os semelhantes, pois somos condicionados a nos relacionarmos apenas com aqueles de igual padrão evolutivo. As dimensões se equiparam e a vantagem da vida na Terra é justamente a de lidar com as diferenças. Para uma morte tranquila é preciso viver na dimensão intrafísica sem medo da morte; para conviver de maneira sadia é preciso escolher as boas amizades na Terra; para qualificar a sua vida do outro lado é preciso qualificar a vida por aqui; para sanar as angústias do corpo físico é preciso buscar a serenidade espiritual; para saber o que se faz lá é preciso ter consciência do que se faz aqui, pois somos uma única consciência e a vida não reparte existências e nem nos divide em dimensões.”
Depois disso, a neblina espessa de ectoplasma foi aos poucos se dissipando em torno de Delmiro e sua imagem se tornou difusa até perder-se de vista por completo. Dalva ficou imóvel, sentada na cama, observando o tênue rastro esbranquiçado deixado pelo irmão na penumbra do quarto. Mas, ali, ela não sentia mais o vazio e o abandono de espírito que a morte de Delmiro havia lhe causado, nem tampouco a inquietude dos seus quetionamentos. Seu corpo estremecia com descargas elétricas fugazes e percebia que as suas energias vibravam prazerosamentre. Experimentava um misto de saudade saciada e serenidade espiritual. Viveu aqueles minutos sem ser incomodada por qualquer emoção descontrolada, até que, sem perceber, mergulhou no sono que a levaria de volta ao mundo extrafísico.
sábado, 4 de dezembro de 2010
A Projeção da Consciência e a Ciência
Nunca se viu em qualquer outra época deste planeta um interesse tão significativo sobre experiências fora do corpo como a que vemos hoje, não apenas no âmbito de ciências e religiões que há muito tratam do assunto, mas de uma maneira mais genérica, em telejornais, livros, programas, filmes e novelas. Mesmo em algumas áreas das ciências convencionais, ou em projetos capitaneados por alguns cientistas mais ousados, quebrando e ampliando paradigmas, o tema causa interrogação e promove pesquisas de ponta. Estará o ser humano se redescobrindo ? Estamos finalmente desvendando a pluriexistencialidade da consciência e começando a pensar multidimensionalmente ? As evidências para respostas afirmativas estão em toda parte. Agora nos resta apenas a comprovação através da experiência.
Ao final da primeira parte das pesquisas de campo para o documentário sobre parapsiquismo que pretendo produzir, fui surpreendido pelo percentual de 83% de pessoas que já haviam experimentado algum tipo de evidência parapsíquica. Na ocasião ouvi cerca de 150 pessoas dos mais variados níveis sociais, de instrução, ocupações, formações religiosas etc., o que me levou a constatar que o parapsiquismo é uma faculdade humana tão comum como outra qualquer, o que há em torno dele é apenas preconceito, na maioria dos casos criado e mantido por religiões e ciências convencionais. Muitas dessas pessoas ouvidas nas entrevistas afirmaram que não falam sobre o assunto por medo, desconhecimento ou para evitar descrenças, má interpretações e mesmo desconfianças de que estão ficando loucos. Não raramente ouvimos relatos dando conta de pessoas que passaram por tratamentos psiquiátricos por conta das visões sobrevoando o corpo físico enquanto projetados. Não apenas a falta de informação, mas também a força do preconceito contam para mitigar, bloquear e abortar as experiêndias parapsíquicas.
As experiências fora do corpo oferecem comprovações de que, quando o corpo físico morre, a consciência mantém-se existindo. O físico francês Jean Charon havia chegado à conclusão de que há evidências suficientes para assegurar a vida humana além do corpo físico através das bioenergias, uma vez que elas guardam, indelevelmente, toda a informação do que vivemos. Mas para tocar o seus experimentos na área e publicar livros sobre o tema, ele precisou romper com a Sociedade Física Francesa ao se tornar um garoto propaganda da vida após a morte em muitos programas de televisão. Além de Jean Charon, há uma grande quantidade de organizações pesquisando o fenômeno da experiência fora do corpo com a ajuda de hospitais locais. O cientista britânico Dr. Sam Parnia, recentemente, publicou suas descobertas sobre as EFCs e relatou que "a consciência permanece depois que o cérebro para de funcionar e um paciente é declarado clinicamente morto." A verdade é que, por séculos, esses fenômenos têm fascinado médicos, cientistas, teólogos e teoristas amadores na surdina. Geralmente, as EFCs são associadas a doenças ou incidentes traumáticos (Experiência de Quase Morte), mas em 24 de agosto de 2007, pesquisadores britânicos e suíços publicaram estudos no jornal acadêmico Science descrevendo como pode ser possível uma EFC em pessoas saudáveis.
Para esses cientistas, o interesse residia em descobrir o que faz o cérebro de uma pessoa saber que ela se encontra dentro de seu corpo físico. Basicamente, isso seria promovido pelo sentido da visão ou vários outros sentidos e processos teriam que trabalhar juntos? Que sentidos e processos seriam esses ? O questionamento dos cientistas era "se uma pessoa é capaz de sair do seu corpo físico, olhar ao redor e ver a si mesma como um observador externo, ela ainda se sentiria dentro de seu corpo físico ou sua percepção própria mudaria para onde seu ponto de vista estaria durante o experimento ? Intrigante. Mas, para responder a essas questões, os pesquisadores britânicos do Instituto de Neurologia da University College London conduziram dois experimentos. No primeiro, os voluntários sentaram em cadeiras e colocaram telas de vídeo na frente de seus olhos. A tela projetava imagens de duas cameras localizadas a cerca de 1,2 metro atrás do voluntário. Cada câmera servia como um olho, uma projetava do lado esquerdo da tela e a outra, do lado direito. O efeito foi que o participante via uma imagem de um ponto de vista de 1,2 metro atrás de suas próprias costas.
Depois, um pesquisador ficou na frente das câmeras para que parecesse estar perto do "corpo virtual" do participante. Dessa posição, ele tocou ao mesmo tempo o peito do participante e seu corpo virtual com um bastão de plástico. O resultado foi que os participantes sentiram que estavam em seus corpos virtuais, apesar de terem sentido o toque do bastão. Muitos descreveram a experiência como sendo engraçada ou estranha. O segundo experimento usou sensores de suor para medir as reações emocionais do participante. Na frente das câmeras, um pesquisador balançou um martelo em direção ao corpo virtual do participante. Os sensores mostraram que o participante ficou com medo de ser realmente atingido pelo martelo. Os pesquisadores da Suíça conduziram, então, o terceiro experimento no Laboratório de Neurociência Cognitiva na Ecole Polytechnique Federale. Eles mostravam aos voluntários uma das três projeções em 3-D: um bloco, um boneco ou o próprio corpo do voluntário. Depois, alguém tocava as costas do voluntário enquanto outra pessoa tocava a parte de trás da projeção com um bastão, simultaneamente em alguns casos. A seguir, os pesquisadores vendaram os voluntários, os viraram para trás e removeram a venda. Quando pediram que eles voltassem para a posição inicial, as pessoas que tiveram suas costas tocadas ao mesmo tempo que tocaram a imagem de seu corpo se moveram para onde a projeção estava, e não para onde elas estavam inicialmente. Aqueles que observaram o boneco ou o bloco serem tocados voltaram para a posição correta.
A conclusão obtida com os experimentos acima constataram que, na experiência fora do corpo, o cérebro humano pode registrar imagens de um ponto superior fora do seu eu físico. A questão é que os estudos sobre o paracérebro e sua holomemória, ou memória integral, ainda são raros de uma maneira geral, mas muito comuns nas neociências Projeciologia e Conscienciologia. Embora todos tenham as suas experiências fora do corpo enquanto dormem, apenas 2% dos humanos passam pela vivência lucidamente. Algumas estatísticas dão conta de que cerca de 10% da população humana pode ter uma EFC em algum momento da vida (fonte: UCL News), apesar de um especialista no assunto afirmar que esse número cai para meros 5% (fonte: Forbes.com). De qualquer forma, esse é um fenômeno que recebeu atenção em vários estudos científicos, religiões e discussões metafísicas, o que é bastante positivo.
Os experimentos científicos inglês e suíço parecem mostrar que a percepção própria de uma pessoa depende da cooperação entre os sentidos, e que a experimentação pode perturbar radicalmente essa ligação. Experimentos antigos mostraram, entetanto, que o corpo físico tem um papel importante na maneira como a pessoa identifica a sua consciência. O Dr. Henrik Ehrsson, pesquisador chefe da UCL, uma vez conduziu um estudo em que os cérebros dos participantes eram induzidos a pensar que mãos de borracha eram as mãos reais dos participantes. Um dos pesquisadores no estudo sueco, o Dr. Olaf Blanke, disse que suas tentativas produziram algo parecido com uma experiência fora do corpo, "mas não a experiência completa", acrescentando que eles estavam pregando peças nas pessoas. Diferente de uma autêntica experiência fora do corpo, em que uma pessoa acredita que realmente saiu de seu corpo, porque se vê fora dele, esses participantes ainda reconheciam a imagem projetada como algo "diferente". Ainda assim, o estudo mostrou como o cérebro pode ser enganado e como a percepção de uma pessoa pode ter uma grande influência sobre a percepção de seu corpo e de sua localização física. O Dr. Ehrsson acredita que seus experimentos produziram autênticas EFCs. Ele afirmou que o estudo foi o primeiro deste tipo a produzir EFC em pessoas saudáveis (fonte: UCL News).
Ao final da primeira parte das pesquisas de campo para o documentário sobre parapsiquismo que pretendo produzir, fui surpreendido pelo percentual de 83% de pessoas que já haviam experimentado algum tipo de evidência parapsíquica. Na ocasião ouvi cerca de 150 pessoas dos mais variados níveis sociais, de instrução, ocupações, formações religiosas etc., o que me levou a constatar que o parapsiquismo é uma faculdade humana tão comum como outra qualquer, o que há em torno dele é apenas preconceito, na maioria dos casos criado e mantido por religiões e ciências convencionais. Muitas dessas pessoas ouvidas nas entrevistas afirmaram que não falam sobre o assunto por medo, desconhecimento ou para evitar descrenças, má interpretações e mesmo desconfianças de que estão ficando loucos. Não raramente ouvimos relatos dando conta de pessoas que passaram por tratamentos psiquiátricos por conta das visões sobrevoando o corpo físico enquanto projetados. Não apenas a falta de informação, mas também a força do preconceito contam para mitigar, bloquear e abortar as experiêndias parapsíquicas.
As experiências fora do corpo oferecem comprovações de que, quando o corpo físico morre, a consciência mantém-se existindo. O físico francês Jean Charon havia chegado à conclusão de que há evidências suficientes para assegurar a vida humana além do corpo físico através das bioenergias, uma vez que elas guardam, indelevelmente, toda a informação do que vivemos. Mas para tocar o seus experimentos na área e publicar livros sobre o tema, ele precisou romper com a Sociedade Física Francesa ao se tornar um garoto propaganda da vida após a morte em muitos programas de televisão. Além de Jean Charon, há uma grande quantidade de organizações pesquisando o fenômeno da experiência fora do corpo com a ajuda de hospitais locais. O cientista britânico Dr. Sam Parnia, recentemente, publicou suas descobertas sobre as EFCs e relatou que "a consciência permanece depois que o cérebro para de funcionar e um paciente é declarado clinicamente morto." A verdade é que, por séculos, esses fenômenos têm fascinado médicos, cientistas, teólogos e teoristas amadores na surdina. Geralmente, as EFCs são associadas a doenças ou incidentes traumáticos (Experiência de Quase Morte), mas em 24 de agosto de 2007, pesquisadores britânicos e suíços publicaram estudos no jornal acadêmico Science descrevendo como pode ser possível uma EFC em pessoas saudáveis.
Para esses cientistas, o interesse residia em descobrir o que faz o cérebro de uma pessoa saber que ela se encontra dentro de seu corpo físico. Basicamente, isso seria promovido pelo sentido da visão ou vários outros sentidos e processos teriam que trabalhar juntos? Que sentidos e processos seriam esses ? O questionamento dos cientistas era "se uma pessoa é capaz de sair do seu corpo físico, olhar ao redor e ver a si mesma como um observador externo, ela ainda se sentiria dentro de seu corpo físico ou sua percepção própria mudaria para onde seu ponto de vista estaria durante o experimento ? Intrigante. Mas, para responder a essas questões, os pesquisadores britânicos do Instituto de Neurologia da University College London conduziram dois experimentos. No primeiro, os voluntários sentaram em cadeiras e colocaram telas de vídeo na frente de seus olhos. A tela projetava imagens de duas cameras localizadas a cerca de 1,2 metro atrás do voluntário. Cada câmera servia como um olho, uma projetava do lado esquerdo da tela e a outra, do lado direito. O efeito foi que o participante via uma imagem de um ponto de vista de 1,2 metro atrás de suas próprias costas.
Depois, um pesquisador ficou na frente das câmeras para que parecesse estar perto do "corpo virtual" do participante. Dessa posição, ele tocou ao mesmo tempo o peito do participante e seu corpo virtual com um bastão de plástico. O resultado foi que os participantes sentiram que estavam em seus corpos virtuais, apesar de terem sentido o toque do bastão. Muitos descreveram a experiência como sendo engraçada ou estranha. O segundo experimento usou sensores de suor para medir as reações emocionais do participante. Na frente das câmeras, um pesquisador balançou um martelo em direção ao corpo virtual do participante. Os sensores mostraram que o participante ficou com medo de ser realmente atingido pelo martelo. Os pesquisadores da Suíça conduziram, então, o terceiro experimento no Laboratório de Neurociência Cognitiva na Ecole Polytechnique Federale. Eles mostravam aos voluntários uma das três projeções em 3-D: um bloco, um boneco ou o próprio corpo do voluntário. Depois, alguém tocava as costas do voluntário enquanto outra pessoa tocava a parte de trás da projeção com um bastão, simultaneamente em alguns casos. A seguir, os pesquisadores vendaram os voluntários, os viraram para trás e removeram a venda. Quando pediram que eles voltassem para a posição inicial, as pessoas que tiveram suas costas tocadas ao mesmo tempo que tocaram a imagem de seu corpo se moveram para onde a projeção estava, e não para onde elas estavam inicialmente. Aqueles que observaram o boneco ou o bloco serem tocados voltaram para a posição correta.
A conclusão obtida com os experimentos acima constataram que, na experiência fora do corpo, o cérebro humano pode registrar imagens de um ponto superior fora do seu eu físico. A questão é que os estudos sobre o paracérebro e sua holomemória, ou memória integral, ainda são raros de uma maneira geral, mas muito comuns nas neociências Projeciologia e Conscienciologia. Embora todos tenham as suas experiências fora do corpo enquanto dormem, apenas 2% dos humanos passam pela vivência lucidamente. Algumas estatísticas dão conta de que cerca de 10% da população humana pode ter uma EFC em algum momento da vida (fonte: UCL News), apesar de um especialista no assunto afirmar que esse número cai para meros 5% (fonte: Forbes.com). De qualquer forma, esse é um fenômeno que recebeu atenção em vários estudos científicos, religiões e discussões metafísicas, o que é bastante positivo.
Os experimentos científicos inglês e suíço parecem mostrar que a percepção própria de uma pessoa depende da cooperação entre os sentidos, e que a experimentação pode perturbar radicalmente essa ligação. Experimentos antigos mostraram, entetanto, que o corpo físico tem um papel importante na maneira como a pessoa identifica a sua consciência. O Dr. Henrik Ehrsson, pesquisador chefe da UCL, uma vez conduziu um estudo em que os cérebros dos participantes eram induzidos a pensar que mãos de borracha eram as mãos reais dos participantes. Um dos pesquisadores no estudo sueco, o Dr. Olaf Blanke, disse que suas tentativas produziram algo parecido com uma experiência fora do corpo, "mas não a experiência completa", acrescentando que eles estavam pregando peças nas pessoas. Diferente de uma autêntica experiência fora do corpo, em que uma pessoa acredita que realmente saiu de seu corpo, porque se vê fora dele, esses participantes ainda reconheciam a imagem projetada como algo "diferente". Ainda assim, o estudo mostrou como o cérebro pode ser enganado e como a percepção de uma pessoa pode ter uma grande influência sobre a percepção de seu corpo e de sua localização física. O Dr. Ehrsson acredita que seus experimentos produziram autênticas EFCs. Ele afirmou que o estudo foi o primeiro deste tipo a produzir EFC em pessoas saudáveis (fonte: UCL News).
terça-feira, 30 de novembro de 2010
Consciências Universais: Confúcio (c. 555-479 a.C.)
Compilar listas de personalidades da história, que mudaram o mundo, invariavelmente, gera polêmicas no julgamento de quem merece ser lembrado. A disputa de argumentos costuma ser acirrada por conta da maneira como qualificamos as realizações dessas personalidades e classificamos a importância do legado. Na relação compilada para esta série não foi diferente. Após muitos embates de julgamento comigo mesmo, selecionei 50 personalidades. O critério utilizado para a seleção, contudo, se baseou unicamente na validade do seu legado nos dias de hoje e nas realizações que, de forma universalista, estão no âmbito da policarmalidade. A apresentação das Consciências Universais, do número 1 ao 50, não obedece, entretanto, a nenhuma ordem por importância.Todos os selecionados se destacam aqui como assistentes universalistas.
CONFÚCIO (c. 555-479 a.C.)
A evolução da sociedade chinesa foi há milênios fundamentada sob quatro preceitos básicos: respeito ao próximo, moderação nos julgamentos, amor pelo trabalho bem feito e sujeição aos interesses do grupo. O confucionismo é um tipo de filosofia que incorpora adequadamente tais preceitos. Mas pouco se conhece sobre a vida e a personalidade do precursor desta doutrina. Confúcio nasceu Kongzi e viveu na época dos Reinos Combatentes, um período difícil da história chinesa, iniciado com o fim da dinastia Zhou, no século VI a.C. A versão latina do seu nome no ocidente foi criada por padres jesuítas que chegaram ao Oriente no século XVII.
Confúcio assumiu o ideal aristocrático do homem honesto, guardião das tradições e movido pelo desejo de fazer o bem a seus semelhantes, muito por força não apenas das antigas tradições Zhou, como por pertencer à uma classe de letrados, conhecida na China por rujia. Em consequência disso, encarnou o ideal aristocrático do homem honesto, atento às tradições e imbuído do desejo de fazer o bem não importando a quem. A base da assistência praticada na sua época ainda é válida nos dias atuais: tenha uma atenção benevolente para com os outros, respeite as regras da vida em sociedade e interiorize o senso de responsabilidade na evolução do próximo. A virtude surge então como um esforço pessoal e contínuo, e não como uma qualidade inata e respaldada na origem social. Por mais de dois mil anos, a filosofia de Confúcio permeou a vida e a cultura chinesas, com grande influência sobre grande parte da população mundial.
Embora tenha pertencido à classe dos letrados e assumido o ideal aristocrático, Confúcio nasceu na província de Shantung, no nordeste da China, numa família pobre. Seu pai faleceu quando ele era ainda muito jovem. Viveu com a mãe uma época de penúria. Começou uma vida profissional como funcionário público de nível inferior e atuou como tal por vários anos, até pedir demissão e começar, então, a lecionar a sua filosofia. Na fase adulta, exerceu uma função de alta posição no governo de Lu, mas uma horde de oposição à corte conseguiu destituí-lo do cargo e fazê-lo exilar-se longe da terra natal. Iniciou assim uma carreira de professor intinerante e só voltou à China nos seus últimos cinco anos de vida. Mas o conhecimento que se tem de que sua filosifia se tornou uma religião não parece corroborar com a história. Confúcio não baseava suas idéias em qualquer tipo de deificação, não falava em vida após a morte e era contrário à qualquer forma de especulação metafísica. Seu interesse estava unicamente centrado na moralidade e num modelo de conduta, tanto pessoal quanto política.
Entre as ideias centrais de sua filosofia estavam o preceito de que respeito e obediência eram devidos aos superiores e governantes. Contudo, acreditava que o Estado existia para benefício do povo e não o contrário. Defendia que os governos deviam ser regidos pela moral e não pelo uso da força. A máxima "não faça aos outros o que não quer que os outros façam com você" era usada nos ensinamentos confucionistas. Inovador e reformador, era contrário ao modelo governista da época por não julgá-lo um exemplo moral. Mas, apesar de sua oposição às ideias do governo, após a sua morte, suas ideias se espalharam amplamente pelo país.
Confúcio viveu durante a dinastia Chou, num período de grande ebulição intelectual na China. Mas foi com o advento da dinastia Ch'in, entretanto, que o confucionismo esperimentou seu período de oposições. O imperador Shih Huang Ti estava determinado a erradicar a influência de Confúcio e ignorar o passado. Mas, antes de tomarmos partido neste episódio contrário à filosofia de Confúcio, liderado por Shih Huang Ti, convém lembrar que o imperador chinês está entre as 50 mais ilustres consciências da história mundial por promover a união da China e instituir uma série de reformas radicais, que se constituíram num importante fator de unidade cultural, o qual se mantém vivo e válido desde então.
O confucionismo resistiu e sobreviveu à tentativa de erradicação de sua filosofia, com o apoio dos sábios confucionistas, quando a dinastia Ch'in se extinguiu. Na dinastia seguinte, com o imperador Han, o confucionismo foi adotado como filosfia oficial do governo chinês. E não ficou apenas nesse status. Consequentemente, os ideais de Confúcio foram aceitos pela maioria dos chineses, influenciando de forma definitiva a vida na China e o modo de pensar do seu povo. A forma usada por Confúcio para passar seus ensinamentos a seus alunos tinha na sua integridade e sinceridade a base sólida para credenciar suas ideias. Além disso, Confúcio era um homem moderado e prático e não exigia de ninguém aquilo que ele não pudesse dar. O respeito ao momento evolutivo do próximo e aos limtes de cada um foi talvez a chave para o imenso sucesso dos seus ensinamentos. Ele não anunciava-se como salvador e nem pretendia mudar a crença do povo. Não pedia mudanças de paradigmas nem que abandonassem seus cultos. Confúcio apenas ofereceu uma forma de reorganizar tais ideias de uma maneira clara e admirável, fortalecendo as tradições e criando uma sintonia com os pontos de vista fundamentais da época.
A formação da consciência para Confúcio estava fundamentada mais no exercício das obrigações e menos na defesa dos direitos. Tais ideiais se mostraram fortemente arraigados à cultura chinesa. Como filosofia, provou ser de grande eficiência e, com base na capacidade de manter a paz e a prosperidade, podemos dizer que a China foi, de uma maneira geral, a região mais bem governada do mundo por mais de dois mil anos.
CONFÚCIO (c. 555-479 a.C.)
A evolução da sociedade chinesa foi há milênios fundamentada sob quatro preceitos básicos: respeito ao próximo, moderação nos julgamentos, amor pelo trabalho bem feito e sujeição aos interesses do grupo. O confucionismo é um tipo de filosofia que incorpora adequadamente tais preceitos. Mas pouco se conhece sobre a vida e a personalidade do precursor desta doutrina. Confúcio nasceu Kongzi e viveu na época dos Reinos Combatentes, um período difícil da história chinesa, iniciado com o fim da dinastia Zhou, no século VI a.C. A versão latina do seu nome no ocidente foi criada por padres jesuítas que chegaram ao Oriente no século XVII.
Confúcio assumiu o ideal aristocrático do homem honesto, guardião das tradições e movido pelo desejo de fazer o bem a seus semelhantes, muito por força não apenas das antigas tradições Zhou, como por pertencer à uma classe de letrados, conhecida na China por rujia. Em consequência disso, encarnou o ideal aristocrático do homem honesto, atento às tradições e imbuído do desejo de fazer o bem não importando a quem. A base da assistência praticada na sua época ainda é válida nos dias atuais: tenha uma atenção benevolente para com os outros, respeite as regras da vida em sociedade e interiorize o senso de responsabilidade na evolução do próximo. A virtude surge então como um esforço pessoal e contínuo, e não como uma qualidade inata e respaldada na origem social. Por mais de dois mil anos, a filosofia de Confúcio permeou a vida e a cultura chinesas, com grande influência sobre grande parte da população mundial.
Embora tenha pertencido à classe dos letrados e assumido o ideal aristocrático, Confúcio nasceu na província de Shantung, no nordeste da China, numa família pobre. Seu pai faleceu quando ele era ainda muito jovem. Viveu com a mãe uma época de penúria. Começou uma vida profissional como funcionário público de nível inferior e atuou como tal por vários anos, até pedir demissão e começar, então, a lecionar a sua filosofia. Na fase adulta, exerceu uma função de alta posição no governo de Lu, mas uma horde de oposição à corte conseguiu destituí-lo do cargo e fazê-lo exilar-se longe da terra natal. Iniciou assim uma carreira de professor intinerante e só voltou à China nos seus últimos cinco anos de vida. Mas o conhecimento que se tem de que sua filosifia se tornou uma religião não parece corroborar com a história. Confúcio não baseava suas idéias em qualquer tipo de deificação, não falava em vida após a morte e era contrário à qualquer forma de especulação metafísica. Seu interesse estava unicamente centrado na moralidade e num modelo de conduta, tanto pessoal quanto política.
Entre as ideias centrais de sua filosofia estavam o preceito de que respeito e obediência eram devidos aos superiores e governantes. Contudo, acreditava que o Estado existia para benefício do povo e não o contrário. Defendia que os governos deviam ser regidos pela moral e não pelo uso da força. A máxima "não faça aos outros o que não quer que os outros façam com você" era usada nos ensinamentos confucionistas. Inovador e reformador, era contrário ao modelo governista da época por não julgá-lo um exemplo moral. Mas, apesar de sua oposição às ideias do governo, após a sua morte, suas ideias se espalharam amplamente pelo país.
Confúcio viveu durante a dinastia Chou, num período de grande ebulição intelectual na China. Mas foi com o advento da dinastia Ch'in, entretanto, que o confucionismo esperimentou seu período de oposições. O imperador Shih Huang Ti estava determinado a erradicar a influência de Confúcio e ignorar o passado. Mas, antes de tomarmos partido neste episódio contrário à filosofia de Confúcio, liderado por Shih Huang Ti, convém lembrar que o imperador chinês está entre as 50 mais ilustres consciências da história mundial por promover a união da China e instituir uma série de reformas radicais, que se constituíram num importante fator de unidade cultural, o qual se mantém vivo e válido desde então.
O confucionismo resistiu e sobreviveu à tentativa de erradicação de sua filosofia, com o apoio dos sábios confucionistas, quando a dinastia Ch'in se extinguiu. Na dinastia seguinte, com o imperador Han, o confucionismo foi adotado como filosfia oficial do governo chinês. E não ficou apenas nesse status. Consequentemente, os ideais de Confúcio foram aceitos pela maioria dos chineses, influenciando de forma definitiva a vida na China e o modo de pensar do seu povo. A forma usada por Confúcio para passar seus ensinamentos a seus alunos tinha na sua integridade e sinceridade a base sólida para credenciar suas ideias. Além disso, Confúcio era um homem moderado e prático e não exigia de ninguém aquilo que ele não pudesse dar. O respeito ao momento evolutivo do próximo e aos limtes de cada um foi talvez a chave para o imenso sucesso dos seus ensinamentos. Ele não anunciava-se como salvador e nem pretendia mudar a crença do povo. Não pedia mudanças de paradigmas nem que abandonassem seus cultos. Confúcio apenas ofereceu uma forma de reorganizar tais ideias de uma maneira clara e admirável, fortalecendo as tradições e criando uma sintonia com os pontos de vista fundamentais da época.
A formação da consciência para Confúcio estava fundamentada mais no exercício das obrigações e menos na defesa dos direitos. Tais ideiais se mostraram fortemente arraigados à cultura chinesa. Como filosofia, provou ser de grande eficiência e, com base na capacidade de manter a paz e a prosperidade, podemos dizer que a China foi, de uma maneira geral, a região mais bem governada do mundo por mais de dois mil anos.
sexta-feira, 12 de novembro de 2010
Crônicas Fantásticas - Episódio 3: A Mulher que Só Conseguia se Ver Através de um Espelho
Lindalva Pedrosa nasceu numa família abastada do interior mineiro. Seu pai era fazendeiro conhecido e latifundiário de mão firme e boa estirpe. Sua mãe era uma resignada dona de casa, esposa dedicada e mãe incondicional, que cuidou de 14 filhos legítimos e 13 bastardos, deixados na porta da sua casa pelas amantes do marido. Em meio a uma prole tão numerosa e complexa, Lindalva nunca deixou de ter o melhor que se podia dar à uma criança. Destacava-se na escola por uma inteligência precocemente avançada e também por ser uma aluna exemplar. Demonstrava um senso de responsabilidade tão maduro para sua idade que muitos adultos tentavam copiá-lo. Concentrava-se no que fazia, sem desviar a atenção, até que a tarefa estivesse concluída, agendava seus afazeres ordenadamente e seguia rigorosamente um critério de prioridades, o mesmo que ensinava às suas bonecas quando dava vida a elas nas brincadeiras da tarde. Seus horários eram rígidos e seguidos sem atrasos nem subterfúgios. Tinha hora para tudo e o seu relógio biológico era tão pontual e incorruptível que funcionava pontualmente mesmo quando não era necessário, como levantar cedo nos fins de semana. Melhor assim, pensava Lindalva. Relógios biológicos não podem diferenciar as segundas-feiras dos sábados.
Todo esse esmero e precisão em tudo o que fazia fez de Lindalva Pedrosa uma criança com a convicção de que estava acima das vicissitudes humanas, de modo que a sua sociabilidade era apenas uma tênue expressão de sua vocação para a condescendência. Em seu universo interior, onde as idéias brotavam até da mais improvável inspiração e a lógica era usada com uma facilidade incompreensível para os adultos, Lindalva Pedrosa intelectualmente se bastava. As pessoas demandavam-lhe tempo e atenção, cuidado e paciência, o que nem sempre ela estava disposta a oferecer. A melhor companhia é a dos livros, dizia. Eles são os únicos que, de fato, podem me trazer alguma interrogação. Por falta de uma imagem que lhe interessasse fora da sua órbita pessoal, Lindalva era uma criança voltada para si mesma e não chegou a ser uma companhia prazerosa para qualquer um dos seus 27 irmãos e meio-irmãos. Era uma das meninas mais jovens da gigantesca prole encomendada por seus pais, mas nenhum desses rebentos que lhe chamavam de irmã conseguia alcançar o seu raciocínio ágil e o seu talento natural para as conclusões assertivas. De modo que, desde muito cedo, foi uma criança sempre ocupada nesse universo de portas fechadas no qual se meteu desde a mais tenra idade.
Na época em que rejeitava a própria família e esnobava os estranhos, Lindalva Pedrosa começou a demonstrar, mais assiduamente, traços incontestáveis de vaidade e egoísmo. Passava horas olhando-se no espelho e levantando discussões filosóficas sobre a necessidade de ser ela mesma. Ficou tão fascinada com as oportunidades que o seu universo interior oferecia e encantada com a magia de observar os detalhes das suas feições refletidas, que contraiu o estranho hábito de se ver apenas através de um espelho. Descobriu-se uma adolescente na frente de toda sorte de espelhos e acompanhou a transição de criança para mocinha vislumbrando com devoção o harmonioso processo do seu crescimento. A partir dali, passou a pedir espelhos nas datas em que se presenteava. Comprava-os, trocava-os por roupas usadas, negociava-os como podia, aumentando uma já volumosa coleção que ela espalhava pelo quarto como quadros nas paredes e porta-retratos sobre os móveis .
Cresceu entre esses incontáveis espelhos que refletiam a sua imagem a maior parte do dia. Tornou-se uma adolescente ainda mais reclusa do que fora quando criança e não fez mais amigos. Fechava-se em seu mundo particular e lá passava horas sem dar notícias ao mundo exterior, de modo que sua família se habituou a viver sem sua companhia e nem tê-la por perto. Da adolescente fascinada com seu próprio universo tornou-se uma mulher sem mundo exterior. Não chegou a casar-se, porque jamais encontrou seu marido num espelho. Sua dedicação a olhar a própria imagem se tornou tão obsessiva que, aos poucos, passou a não lembrar mais como ela era fora de um espelho.
Lindalva não sentia os efeitos da solidão, porque entre ela e um espelho não faltava ninguém. Achava-se tão bela e plenamente realizada, e era para si mesma alguém tão essencial e suficiente, que nenhum homem poderia amá-la de uma maneira que a convencesse que o casamento valeria à pena. Quando completou 30 anos, esqueceu que tinha uma família e foi morar no topo de uma serra longe da família. Descia apenas para comprar mantimentos e o fazia uma vez por semana, pois o mundo externo lhe era entediante. Lindalva envelheceu sozinha, refletida em vários espelhos da casa. Em todos os cômodos havia uma quantidade suficiente deles para refletir a sua imagem continuamente, de modo que ela não deixasse de se ver um só instante.
Muitos anos depois, quando portas e janelas da casa passaram a ficar abertas dia e noite, chamando a atenção dos poucos moradores da redondeza, os vizinhos resolveram averiguar o que se passava no interior daquela propriedade fantasma. Para a surpresa de todos, não encontraram ninguém lá dentro. A casa parecia ter sido abandonada há muito tempo. Os visitantes teriam ido embora intrigados se um deles não tivesse visto a tempo a imagem de Lindalva Pedrosa refletida em um dos espelhos do corredor. Estava desacordada, semi-nua, deitada no chão e não parecia respirar. Ao descobrirem ali aquela mulher inerte e sem vida, todos se precipitaram para socorrê-la, mas ficaram apavorados quando viram que não podiam tirá-la dali, pois Lindalva Pedrosa era apenas uma imagem no espelho, hermeticamente fechada num universo onde ninguém nunca soube como entrar.
Todo esse esmero e precisão em tudo o que fazia fez de Lindalva Pedrosa uma criança com a convicção de que estava acima das vicissitudes humanas, de modo que a sua sociabilidade era apenas uma tênue expressão de sua vocação para a condescendência. Em seu universo interior, onde as idéias brotavam até da mais improvável inspiração e a lógica era usada com uma facilidade incompreensível para os adultos, Lindalva Pedrosa intelectualmente se bastava. As pessoas demandavam-lhe tempo e atenção, cuidado e paciência, o que nem sempre ela estava disposta a oferecer. A melhor companhia é a dos livros, dizia. Eles são os únicos que, de fato, podem me trazer alguma interrogação. Por falta de uma imagem que lhe interessasse fora da sua órbita pessoal, Lindalva era uma criança voltada para si mesma e não chegou a ser uma companhia prazerosa para qualquer um dos seus 27 irmãos e meio-irmãos. Era uma das meninas mais jovens da gigantesca prole encomendada por seus pais, mas nenhum desses rebentos que lhe chamavam de irmã conseguia alcançar o seu raciocínio ágil e o seu talento natural para as conclusões assertivas. De modo que, desde muito cedo, foi uma criança sempre ocupada nesse universo de portas fechadas no qual se meteu desde a mais tenra idade.
Na época em que rejeitava a própria família e esnobava os estranhos, Lindalva Pedrosa começou a demonstrar, mais assiduamente, traços incontestáveis de vaidade e egoísmo. Passava horas olhando-se no espelho e levantando discussões filosóficas sobre a necessidade de ser ela mesma. Ficou tão fascinada com as oportunidades que o seu universo interior oferecia e encantada com a magia de observar os detalhes das suas feições refletidas, que contraiu o estranho hábito de se ver apenas através de um espelho. Descobriu-se uma adolescente na frente de toda sorte de espelhos e acompanhou a transição de criança para mocinha vislumbrando com devoção o harmonioso processo do seu crescimento. A partir dali, passou a pedir espelhos nas datas em que se presenteava. Comprava-os, trocava-os por roupas usadas, negociava-os como podia, aumentando uma já volumosa coleção que ela espalhava pelo quarto como quadros nas paredes e porta-retratos sobre os móveis .
Cresceu entre esses incontáveis espelhos que refletiam a sua imagem a maior parte do dia. Tornou-se uma adolescente ainda mais reclusa do que fora quando criança e não fez mais amigos. Fechava-se em seu mundo particular e lá passava horas sem dar notícias ao mundo exterior, de modo que sua família se habituou a viver sem sua companhia e nem tê-la por perto. Da adolescente fascinada com seu próprio universo tornou-se uma mulher sem mundo exterior. Não chegou a casar-se, porque jamais encontrou seu marido num espelho. Sua dedicação a olhar a própria imagem se tornou tão obsessiva que, aos poucos, passou a não lembrar mais como ela era fora de um espelho.
Lindalva não sentia os efeitos da solidão, porque entre ela e um espelho não faltava ninguém. Achava-se tão bela e plenamente realizada, e era para si mesma alguém tão essencial e suficiente, que nenhum homem poderia amá-la de uma maneira que a convencesse que o casamento valeria à pena. Quando completou 30 anos, esqueceu que tinha uma família e foi morar no topo de uma serra longe da família. Descia apenas para comprar mantimentos e o fazia uma vez por semana, pois o mundo externo lhe era entediante. Lindalva envelheceu sozinha, refletida em vários espelhos da casa. Em todos os cômodos havia uma quantidade suficiente deles para refletir a sua imagem continuamente, de modo que ela não deixasse de se ver um só instante.
Muitos anos depois, quando portas e janelas da casa passaram a ficar abertas dia e noite, chamando a atenção dos poucos moradores da redondeza, os vizinhos resolveram averiguar o que se passava no interior daquela propriedade fantasma. Para a surpresa de todos, não encontraram ninguém lá dentro. A casa parecia ter sido abandonada há muito tempo. Os visitantes teriam ido embora intrigados se um deles não tivesse visto a tempo a imagem de Lindalva Pedrosa refletida em um dos espelhos do corredor. Estava desacordada, semi-nua, deitada no chão e não parecia respirar. Ao descobrirem ali aquela mulher inerte e sem vida, todos se precipitaram para socorrê-la, mas ficaram apavorados quando viram que não podiam tirá-la dali, pois Lindalva Pedrosa era apenas uma imagem no espelho, hermeticamente fechada num universo onde ninguém nunca soube como entrar.
quinta-feira, 11 de novembro de 2010
I Congresso Internacional de Autopesquisologia Acontece esta Semana no Rio de Janeiro
O I Congresso Internacional de Autopesquisologia acontece esta semana, no próximo final de semana (incluindo o feriado de 15 de novembro), no Hotel Barra Windsor, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro. O evento é pioneiro na cidade, de grande importância e reúne os melhores trabalhos na área no momento. Paralelamente ao congresso, vários mini-cursos completam a programação: Técnicas Assistenciais, Estado Vibracional - Domínio Energético, Desenvolvimento dos Chacras e Práticas da Projeção Lúcida.
Para aqueles que ainda podem fazer a sua inscrição e querem maiores informações, acessem o site do IIPC (www.iipc.org) e bom congresso a todos!
Para aqueles que ainda podem fazer a sua inscrição e querem maiores informações, acessem o site do IIPC (www.iipc.org) e bom congresso a todos!
segunda-feira, 8 de novembro de 2010
Bagulho Energético
Bagulho energético é dito do objeto acumulador de energias consciências negativas. Ele pode ser desde um amuleto místico, uma peça de antiquário até coisas que não usamos mais, porém, que ainda as mantemos apenas por uma questão de valor material e dependência afetiva. Essas peças do passado, em desuso no presente, emanam uma quantidade de energia entrópica que contamina todo um ambiente, não raramente, intoxicando toda a casa e as consciências que nela habitam.
Artefactos belicosos, talismãs, trastes, traquitandas em desuso, objetos obsoletos, coisas velhas em geral, roupas antigas são exemplos de peças consideradas como bagulhos energéticos, silenciosos inimigos aniquiladores das energias de bem estar na residência, os quais, geralmente, são mantidos pela vontade do próprio dono que ainda não reciclou a condição de desapego e demonstrou interesse em renovação. Os ambientes em que tais bagulhos energéticos se encontram costumam ser pesados e desequilibram o ambiente do resto da casa. Muitos deles são até mesmo belos e decoram bem ambientes os mais variados sob o ponto de vista material, mas, energeticamente, causam estragos incalculáveis e imprevisíveis, pois, na maioria das vezes, ninguém pode suspeitar da sua nocividade.
Amantes de peças antigas, compradas em antiquários, normalmente, não pesquisam os ex-donos dessas peças, a procedência desses objetos, de que foram feitos, como foram feitos, por quem foram feitos, e os compram apenas pelo valor material e pela beleza e imagem de decoração, desconhecendo o essencial, isto é, a influência energética pela qual o objeto passou. A lista de possibilidades para que um objeto seja considerado bagulho energético é grande, mas alguns fatos são evidentes e relevantes, como peças do período escravagista, que pertenceram a hospitais e manicômios, a donos notadamente belicosos, violentos, criminosos, objetos que vieram de ambientes entrópicos, como prisões, locais de tortura ou mesmo que decoraram antes residências onde houve assassinatos, suicídios e grande sofrimento etc.
Mas por bagulhos energéticos também entendemos objetos que guardamos de um passado de más recordações e influências familiares, que pertenderam a parentes já dessomados (falecidos), e que hoje estão em fundo de baús e gavetas, armários velhos ou esquecidos em sotãos, caves e porões da nossa própria residência. O monte de papel velho entulhando gavetas e pastas, livros que nunca serão lidos, os balangandãs de um passado religioso e místico, que não mais são usados, as fotos do falecido nas paredes, em álbuns velhos e porta-retratos etc. precisam de renovação. Convém lembrar que a melhor memória é aquela reciclada na nossa holomemória, atualizada e pensenicamente renovada (pensene = pensamento + sentimento + energia).
Quando um bagulho energético é inevitável, como documentos de um processo judicial, ou objetos que pertencem a pessoas desconhecidas, mas com as quais trabalhamos, ou que fazem parte do nosso trabalho profissional, especialmente no caso de advogados, médicos, professores, pesquisadores etc. a solução para amenizar os efeitos energéticos dos mesmos na residência é o isolamento. Segundo o professor Waldo Vieira, da Conscienciologia, o isolamento pode ser feito colocando tais objetos em um móvel de maderia, uma caixa ou baú, que pode ser fechado, trancado e guardado isoladamente. Ali deve conter apenas o(s) objeto(s) e nada mais pode ser colocado dentro ou em cima desse móvel. A madeira, como material isolante, mantém as energias entrópicas nela, dentro da caixa, evitando a contaminação do ambiente.
No blog Page Not Found, do jornalista de O Globo, Fernando Moreira (http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/), há a notícia, publicada no jornal inglês The Sun, de que um historiador e escritor americano ganhou um abajur de um amigo. Diz a notícia, "intrigado com a aparência e a textura do objeto, Mark Jacobson resolveu submetê-lo a um teste científico. Ele enviou um pedaço do abajur ao Instituto Bode Technology, em Washington, e seus temores se confirmaram: o exame de DNA mostrou que o abajur foi feito de pele humana!." Diz ainda a notícia, "o abajur europeu tem entre 60 e 80 anos, segundo os testes e análises de peritos. Suspeita-se que ele tenha sido feito por nazistas usando a pele de prisioneiros judeus, durante a Segunda Guerra Mundial. Comprado em uma feira de objetos usados em Nova Orleans (EUA), após a passagem do furacão Katrina pela cidade, o abajur dá combustível, segundo Jacobson, a relatos das atrocidades cometidas em campos de concentração. O primeiro relato de um abajur feito com pele humana foi feito em abril de 1945 por Ann Stringer, correspondente de guerra da United Press International, depois de visitar o campo de Buchenwald." Portanto, cuidado com objetos usados. Esse, ao lado, é um enorme bagulho energético.
Artefactos belicosos, talismãs, trastes, traquitandas em desuso, objetos obsoletos, coisas velhas em geral, roupas antigas são exemplos de peças consideradas como bagulhos energéticos, silenciosos inimigos aniquiladores das energias de bem estar na residência, os quais, geralmente, são mantidos pela vontade do próprio dono que ainda não reciclou a condição de desapego e demonstrou interesse em renovação. Os ambientes em que tais bagulhos energéticos se encontram costumam ser pesados e desequilibram o ambiente do resto da casa. Muitos deles são até mesmo belos e decoram bem ambientes os mais variados sob o ponto de vista material, mas, energeticamente, causam estragos incalculáveis e imprevisíveis, pois, na maioria das vezes, ninguém pode suspeitar da sua nocividade.
Amantes de peças antigas, compradas em antiquários, normalmente, não pesquisam os ex-donos dessas peças, a procedência desses objetos, de que foram feitos, como foram feitos, por quem foram feitos, e os compram apenas pelo valor material e pela beleza e imagem de decoração, desconhecendo o essencial, isto é, a influência energética pela qual o objeto passou. A lista de possibilidades para que um objeto seja considerado bagulho energético é grande, mas alguns fatos são evidentes e relevantes, como peças do período escravagista, que pertenceram a hospitais e manicômios, a donos notadamente belicosos, violentos, criminosos, objetos que vieram de ambientes entrópicos, como prisões, locais de tortura ou mesmo que decoraram antes residências onde houve assassinatos, suicídios e grande sofrimento etc.
Mas por bagulhos energéticos também entendemos objetos que guardamos de um passado de más recordações e influências familiares, que pertenderam a parentes já dessomados (falecidos), e que hoje estão em fundo de baús e gavetas, armários velhos ou esquecidos em sotãos, caves e porões da nossa própria residência. O monte de papel velho entulhando gavetas e pastas, livros que nunca serão lidos, os balangandãs de um passado religioso e místico, que não mais são usados, as fotos do falecido nas paredes, em álbuns velhos e porta-retratos etc. precisam de renovação. Convém lembrar que a melhor memória é aquela reciclada na nossa holomemória, atualizada e pensenicamente renovada (pensene = pensamento + sentimento + energia).
Quando um bagulho energético é inevitável, como documentos de um processo judicial, ou objetos que pertencem a pessoas desconhecidas, mas com as quais trabalhamos, ou que fazem parte do nosso trabalho profissional, especialmente no caso de advogados, médicos, professores, pesquisadores etc. a solução para amenizar os efeitos energéticos dos mesmos na residência é o isolamento. Segundo o professor Waldo Vieira, da Conscienciologia, o isolamento pode ser feito colocando tais objetos em um móvel de maderia, uma caixa ou baú, que pode ser fechado, trancado e guardado isoladamente. Ali deve conter apenas o(s) objeto(s) e nada mais pode ser colocado dentro ou em cima desse móvel. A madeira, como material isolante, mantém as energias entrópicas nela, dentro da caixa, evitando a contaminação do ambiente.
No blog Page Not Found, do jornalista de O Globo, Fernando Moreira (http://oglobo.globo.com/blogs/moreira/), há a notícia, publicada no jornal inglês The Sun, de que um historiador e escritor americano ganhou um abajur de um amigo. Diz a notícia, "intrigado com a aparência e a textura do objeto, Mark Jacobson resolveu submetê-lo a um teste científico. Ele enviou um pedaço do abajur ao Instituto Bode Technology, em Washington, e seus temores se confirmaram: o exame de DNA mostrou que o abajur foi feito de pele humana!." Diz ainda a notícia, "o abajur europeu tem entre 60 e 80 anos, segundo os testes e análises de peritos. Suspeita-se que ele tenha sido feito por nazistas usando a pele de prisioneiros judeus, durante a Segunda Guerra Mundial. Comprado em uma feira de objetos usados em Nova Orleans (EUA), após a passagem do furacão Katrina pela cidade, o abajur dá combustível, segundo Jacobson, a relatos das atrocidades cometidas em campos de concentração. O primeiro relato de um abajur feito com pele humana foi feito em abril de 1945 por Ann Stringer, correspondente de guerra da United Press International, depois de visitar o campo de Buchenwald." Portanto, cuidado com objetos usados. Esse, ao lado, é um enorme bagulho energético.
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