Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.

Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.

"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Profilaxia Energética

O Estado Vibracional (EV) é a ativação máxima do nosso corpo energético e dos nossos chacras e provoca um estado geral positivo e agradável.

A mobilização das energias provoca vibrações intensas que percorrem o holocracra e o psicossoma acelerando o fluxo normalmente lento das energias do corpo humano, tendo como finalidade a profilaxia energética (limpeza energética) e a descoincidência dos veículos de manifestação (soma, energossona, psicossoma, mentalsoma)

Cada veículo de manifestação vibra em intensidade diferente. O EV induz uma aceleração das vibrações dos corpos de maneira a possibilitar uma sintonia vibracional entre os veículos e promover harmonia entre eles. O EV pode acontecer de maneira espontânea, no relaxamento do corpo físico, no momento da projeção, tanto na fase da decolagem quanto no retorno à base física, assim como pode ser desencadeado pela Mobilização Básica das Energias (MBE).

O EV pode promover muitos benefícios por meio do domínio das energias, como a autodefesa energética e proteção parapsíquica, força e equilíbrio energéticos, produção das experiências fora do corpo físico, desenvolvimento da capacidade parapsíquica, eliminação de bloqueios energéticos, inigualável estado de bem estar, melhoria da qualidade dos próprios pensamentos, sentimentos e energias, a assistencialidade sadia, melhoria do uso do mentalsoma (razão, lógica, lucidez, raciocínio), entre muitos outros.

O EV é um processo profilático completamente natural e saudável, que pode ocorrer através da MBE em diferentes situações, mesmo nas mais adversas, como quando estamos em multidões, no trabalho, na rua, na sala de aula, etc. É tão importante para a limpeza energética diária quanto em preparações holossomáticas para entrevistas para emprego, apresentações, resolução de problemas, pânico, concentração, medo, onde o domínio das emoções e o uso da razão e da lucidez se faz necessário.

A MBE se faz movimentando-se as energias conscienciais pessoais da cabeça aos pés e dos pés à cabeça, em circuito fechado, a partir da vontade, intensificando-se o fluxo energético até que toda a psicosfera vibre intensamente. A MBE deve ser feita várias vezes ao dia. Porém, atenção, a minidescoincidência, estado de relaxamento, provocada pela MBE não é recomendada para quem está dirigindo, operando máquinas ou desempenhando funções que exijam grande esforço de atenção e concentração.


sexta-feira, 20 de agosto de 2010

domingo, 15 de agosto de 2010

Reencarnação: Chegou a Hora de Você Parar de Acreditar

Toda crença está fundada sobre algo que definitivamente não temos comprovação através da experiência. Acreditamos sempre em alguma coisa que jamais vimos ou mesmo experimentamos. Acreditamos naquilo que nos dizem, e não naquilo que nos mostram. Ao experimentarmos, descartamos o verbo acreditar e adotamos o comprovar.


Enquanto a crença é a base das religiões, ela é totalmente desconsiderada na ciência. No processo laboratorial a experiência é o único caminho para a evidência. No entanto, para a comprovação de uma evidência precisamos fazer uso do discernimento. A evidência nada mais é do que um fato confirmado. Quando julgamos a veracidade de um fato tomamos por base duas premissas essenciais: primeiro, a verdade observada na nossa experiência e, segundo, a verdade observada na experiência de outros. Nessa equação cria-se a verdade relativa de ponta, não determinista e definitiva, mas a verdade até aquele momento da realidade. É o discernimento que aceitará a verdade relativa de ponta com base nos fatos.
A vivência da reencarnação na vida física, para aquele que a experimenta, deixou há muito de ser uma teoria para se estabelecer como uma prática evolucionária multidimensional.
A teoria da reencarnação existe apenas para os céticos que ainda não passaram pela experiência pessoal de comprovação do processo reencarnatório, e que tampouco até o momento aceitaram como verdade a experiência dos outros. Tal teoria é somente válida para aqueles que monoideísticamente colocam a reencarnação no mesmo conjunto de crenças pregados pelas religiões e defendido pelo misticismo. Obviamente, esse obstáculo cresce em primeiro lugar culturalmente. A vivência da reencarnação na vida física, para aquele que a experimenta, deixou há muito de ser uma teoria para se estabelecer como uma prática evolucionária multidimensional. Vivemos na presente vida física a versão mais atualizada de nós mesmos, num movimento continuamente evolutivo. Qualquer outra hipótese faria a realidade jogar dados com o universo.
Embora a reencarnação seja um dos pontos fundamentais do Espiritismo, Hinduísmo, Budismo, Jainismo, Rosacrucianismo, da Teosofia, da filosofia platônica e do Cristianismo esotérico há na maior parte das religiões referências que poderiam lembrar a reencarnação. Diversos estudos a respeito da reencarnação datam dos seis primeiros séculos da nossa era, época em que o conceito era admitido por muitos cristãos. Só após o Segundo Concílio de Constantinopla, em 553 d.C., é que a reencarnação foi proscrita na prática da igreja. Orígenes (185-253 d.C.) influenciou bastante a teologia cristã com a idéia da reencarnação. Os escritos de Gregório de Nisa, um Bispo da igreja cristã no século IV, também defenderam o conceito de renascimento da alma. Na Bíblia, passagens do Novo Testamento, como Mateus 11:12-15, 16:13-17 e 17:10-13, Marcos 6:14-15 e 18:10-12, Lucas 9:7-9 e João 3:1-12 dão conta não apenas da imortalidade da alma, como de que Jesus teria explicitamente anunciado a reencarnação. E mesmo a tradição judaico-cristã, que hoje nega a reencarnação, apresenta provas históricas de que a evidência reencarnatória contava com adeptos no antigo Judaísmo.
A ideia da reencarnação, chamada gilgul, tornou-se comum na crença popular, como pode ser constatado na literatura iídiche entre os judeus Ashkenazi. Entre poucos cabalistas, prosperou a crença de que algumas almas humanas poderiam reencarnar em corpos não-humanos. Essas ideias foram encontradas em diversas obras cabalísticas do século XIII, assim como entre muitos escritos místicos do século XVI. A coleção de histórias de Martin Buber sobre a vida de Baal Shem Tov inclui várias que se referem a pessoas reencarnando em sucessivas vidas.
A reencarnação, ou ressoma, é atualmente estudada pelas neo-ciências Projeciologia e Conscienciologia com grande profundidade, dentro da especialidade Holorressomática, que estuda os campos da Intrafisicologia, Extrafisicologia, Parassociologia e Paracronologia. O estudo experimentológico tem não apenas nas vivências extracorpóreas, ou projetabilidade, sua fonte de pesquisa, mas igualmente inclui no entendimento holossomático da consciência as vertentes multidimensionais e pluriexistenciais. Portanto, o autoconhecimento da consciência não pode ser levado em consideração sem as variáveis multidimensionais, onde a série de vidas intrafísicas é a chave para a compreensão das origens das caracteríisticas da personalidade ora vigentes, determinando assim seu grau evolutivo.

sábado, 14 de agosto de 2010

O Avião Está Pegando Fogo !

Seja em seu contexto histórico, científico ou espiritual, a reencarnação para muitos nunca deixou de ser uma teoria sem comprovação e tampouco se livrou da alcunha de crença. O livro A Volta, lançado no Brasil pela Best Seller, acende, entretanto, uma luz no túnel dos céticos e confirma o processo reencarnatório como uma condição natural e evolutiva da consciência.

O Livro A Volta de Bruce e Andrea Leininger, escrito com a colaboração de Ken Gross, romancista e escritor de não ficção, conta a história verídica do filho do casal, James Leininger, um menino que desde os dois anos de idade passou a reviver os últimos momentos de sua vida anterior. Primeiro, sofrendo com pesadelos, e depois, narrando nomes de todos com quem conviveu e fatos que ele conseguia rememorar da época em que foi um piloto da Força Aérea Americana na Segunda Guerra Mundial. Os vídeos disponíveis no YouTube sobre este caso foi apresentado neste blog, num post lançado em (ver data).
Como apresenta Carol Bowman no prefácio do livro, o dr. Ian Stevenson, ex-diretor do Departamento de Psiquiatria da Escola de Medicina da University of Virginia, pesquisou durante quarenta anos lembranças espontâneas de vidas passadas de crianças, começando no início da década de 1960. Em 2007, quando morreu, ele havia rigorosamente investigado e meticulosamente documentado quase 3 mil casos. Cerca de 700 dessas crianças, geralmente com menos de 5 anos, tinham recordações tão claras de vidas anteriores que s elembravam de seu antigo nome, do lugar onde tinham vivido, do nome de parentes e de detalhes muito específicos que, segundo o dr. Stevenson, eles não poderiam conhecer. Os resultados dessa pesquisa vão muito além do que podemos considerar acaso ou coincidência.

A própria Carol Bowman, autora dos livros Crianças e Suas Vidas Passadas e Return from Heaven, começou a pesquisar casos de rememoração de vidas passadas por crianças há vinte anos, depois que seus dois filhos tiveram suas próprias vívidas lembranças de vidas anteriores. O efeito cascata dos seus trabalhos não tardou a acontecer. Depois da publicação do livro Crianças e Suas Vidas Passadas, em 1997, Carol recebeu milhares de e-mails de pais cujos filhos haviam tido ou estavam tendo lembranças espontâneas de vidas passadas. A mesma resposta ele teve em seu site (WWW.reincarnationforum.com). Sengudo Carol, os casos pesquisados mostravam que o fenômeno tinha padrões repetitivos: fobias, pesadelos, talentos que não foram aprendidos, habilidades desconcertantes e demonstrações de discernimentos com relação a assuntos dos adultos que as crianças não poderiam, de maneira alguma, conhecer com apenas dois anos de idade.

No entanto, entre todos esses casos, aquele que indubitavelmente pode chancelar a evidência de que a consciência humana sobrevive à morte física e está imantada a um ciclo de existência é o de James Leininger, tema do livro A Volta. Simplesmente por apresentar fatos, e contra fatos não há argumentos. Filho de pais cristãos, e até então descrentes de qualquer coisa que não os levasse ao paraíso, e morando primeiro no interior do estado do Texas e depois no da Lousiania, James, aos 3 anos de idade, podia descrever fatos da guerra, o seu avião, nomes de amigos aviadores, oficiais, além de saber o seu próprio nome como piloto e o do porta-aviões em que serviu na época. E narrava tais fatos com uma convicção tão inabalável que as pesquisas realizadas a partir dos seus relatos trouxeram à superfície, com a ajuda de microfilmes, vídeos, diários de bordo, fotos e documentos, todo o corpo de militares do porta-aviões Natoma Bay. Todos os fatos narrados pelo menino James foram comprovados. Seu nome era James Huston Jr., piloto da Força Aérea Americana, morto na Segunda Guerra Mundial.

Livro A Volta; Editora Best Seller; 319 páginas; R$ 28,00.

terça-feira, 27 de julho de 2010

A Sistematização da Insegurança

A imagem do pai ao lado do corpo do filho, morto por um policial em Fortaleza, exibida no programa Fantástico da TV Globo, no último domingo, mostra, definitivamente, que a vida humana no planeta contém alto teor de crueldade.


O caso no Ceará fecha uma semana marcada pela irresponsabilidade e corrupção da Polícia, uma corporação que, por muitas razões, está longe de ser associada à segurança. Embora esses desvios anunciem já há algum tempo uma espécie de colapso na prática da segurança diária da população, a corrupção policial apenas reflete uma prática cultural muito mais ampla no país, vigente em todos os níveis da sociedade: a prática de burlar a lei e lucrar em situações que a priori não têm o propósito de oferecer vantagens.
Só nos últimos cinco anos, a Polícia Militar excluiu 1.115 servidores de seus quadros por motivo de corrupção. Um problema que se tornou, infelizmente, banal na falta de políticas de controle realmente eficientes. Porém, na última semana, os casos tomaram proporções alarmantes e se proliferaram de norte a sul do país numa seqüência notável de imprudências desmedidas.
Para o antropólogo Roberto Kant de Lima, professor da Universidade Federal Fluminense (UFF), o problema da corrupção surge (também) do fato de que o policial não se vê como um agente público, e sim como alguém que trabalha em função dos seus próprios interesses. Na Justiça, segundo ele, essa marca é ainda mais forte.
Depois da morte de um estudante na sala de aula, há duas semanas, no Rio de Janeiro, vítima de uma bala perdida trocada entre policiais e bandidos de um morro vizinho à escola, cujos muros e paredes estão esburacados de balas, a última semana começou com a morte por atropelamento de Rafael Mascarenhas, filho da atriz Cissa Guimarães, ocasião em que dois policiais teriam exigido a volumosa propina de R$ 10.000,00 para liberar o atropelador imprudente.
No sábado, um vigilante disse que teve o carro rebocado em São João do Meriti, na Baixada Fluminense, por não querer pagar o suborno exigido por policiais para liberar o veículo, cujo IPVA estava atrasado. Na mesma noite, outro motorista foi agredido por também se recusar a pagar propina a policiais que faziam uma blitz em Vaz Lobo. No mesmo fim de semana, um vigilante, que viajava com a mãe, foi abordado por policiais que faziam uma blitz na Rodovia Presidente Dutra, em Duque de Caxias. Com a documentação do carro irregular, ele teria sido obrigado a pagar propina e, como não fez por não ter o valor pedido pelos policiais, teve o carro rebocado sem receber nenhuma documentação de apreensão do veículo.
No domingo, o programa Fantástico mostrou uma das cenas mais fortes, tocantes e traumáticas que já vi na televisão. Viajando com o filho de 14 anos na garupa da moto, em Fortaleza, Ceará, o pai não ouviu a ordem de parar dada por um policial militar e seguiu em frente. Por conta disso, um dos policiais atirou e acertou o filho do motoqueiro. Desesperado, o pai deitou-se ao lado do corpo do filho e lá ficou, no asfalto, em estado de choque. Comovente. Na Europa e nos EUA, os policiais perseguem e interpelam com suas viaturas (possíveis) infratores de ordens policiais. Aqui, eles são parados à bala. Lamentável.
O problema da corrupção sistêmica, da violência e do despreparo dos policiais, vistos numa única semana deste mês, embora não se possa generalizá-los, não apenas revelam a incapacidade técnica e psicológica desses profissionais de lidar civilizadamente com a sociedade civil, como mostram, sobretudo, que o sistema mantido pelo governo retroalimenta a condição precária e temerária em que a corporação se encontra. A falta de recursos materiais para o trabalho, os baixos salários, a falta de treinamentos técnicos e psicológicos e a baixa qualificação de pessoal são apenas algumas das razões que fazem da Polícia em atuação no país uma das mais violentas e corruptas do mundo.
A solução para o problema da corrupção no país parece ainda utópica e jamais será encontrada sem vontade política. Não há nichos de corrupção na sociedade. Ela permeia em algum nível todas as instâncias sociais e se tornou parte da nossa cultura desde a época em que Portugal teve que alugar o país em capitanias para não perdê-lo para os franceses. O que se pode fazer desde já é tornar aos poucos a profissão de policial militar mais digna, primeiramente, para quem a exerce.
Valorizando a exposição da vida com salários dignos e recompensas legais e preparando esses homens e mulheres tecnicamente e psicologicamente, com base em princípios de civilidade, leia-se respeito ao próximo e honra do dever, pode-se chegar a algum lugar em que policiais e criminosos sejam nitidamente distintos.

quinta-feira, 1 de julho de 2010

A Paz se Faz a Cada Dia, com Pacificação Íntima

Para se fazer a paz é preciso tentar compreender a existência da guerra. A paz se faz a partir da guerra e um pouco a cada dia. Se não entendemos a guerra, será difícil mantermos a paz.

O soldado americano Mike Prysner, combatente na Guerra do Iraque, faz um testemunho comovente e verdadeiro sobre os reais motivos desta guerra em específico. E mesmo que as razões reveladas por ele já façam parte da suspeita ou certeza de muitos, as palavras de Prysner têm uma força pacifista impressionante. Segundo informação colhida no YouTube, Prysner morreu dois dias após o discurso, com a causa mortis divulgada como ataque cardíaco. Especulações dão conta de que o soldado foi assassinado (por seu discurso ?). Isso nos leva a refletir que, pior do que as guerras travadas em reais campos de batalhas, são aquelas as quais vivemos todos os dias, em campos de batalhas camuflados.

segunda-feira, 28 de junho de 2010

A Escolha é Sua

Na escolha, a consciência encontra o livre-arbítrio e um enorme potencial de mudança. Mas as variáveis que interferem nas nossas decisões representam de fato um desejo de mudança íntima ou são apenas geradas por condições externas preexistentes ?


Criamos a nossa realidade a partir das nossas escolhas. E isso nos leva a concluir que somos hoje o produto mais atual das decisões que tomamos na série de vidas intrafísicas. A evolução humana progride em meio a infinitas possibilidades, numa rede interminável de conexões que nos influenciam em pelo menos 98% das nossas ações. Parece assustador, mas só em aproximadamente 2% das ações que realizamos asseguramos verdadeira autenticidade. Quase a totalidade dos meus pensamentos, das minhas opiniões e dos meus sentimentos sofre, em algum nível, algum grau de influência externa, seja ela intrafísica ou extrafísica, na teia multidimensional.

É certo que absorvemos uma grande quantidade de informações a cada segundo – processamos 400 bilhões de bits de informação por segundo, embora só tenhamos consciência de apenas 2 mil deles – e formulamos nossas opiniões com base sobretudo em valores e princípios. Mas restritos ao esquema intrafísico, ao aceitarmos regras estabelecidas, verdades e dogmas, seguirmos tradições, representarmos culturas e obedecermos leis irremediáveis, inevitavelmente nos entregamos ao status quo do mundo em que vivemos e pouco nos sobra de autenticidade. Passamos a ser produto deste conjunto de informações que absorvemos todos os dias e só nos resta o discernimento para diferenciar o que parece lógico e real do fantástico e irreal, num jogo de certezas e crenças que muitas vezes se confundem nas aparências.


Portanto, quem escolhe ? Quem faz as suas escolhas ? Assumimos de fato as rédeas da nossa vida ? 
Usamos o senso crítico para observar a realidade e fazemos escolhas de forma racional ? ou o quanto ainda somos vulneráveis à manipulação e ao controle externo da nossa vida ? Tenho controle sobre o que me deixa triste e sobre o que me deixa feliz ? Quem determina o meu estado de humor ? Quem cria o meu dia ? Observar e perguntar. Eis uma ótima fórmula para se fazer uma escolha razoável. "A melhor maneira de um ser humano se tornar observador é, antes de mais nada, ter a percepção ou a compreensão intelectual de que não temos que fazer sempre as mesmas escolhas, repetidamente" diz o bioquímico americano Joe Dispenza. Realmente. É preciso inovar, buscar novos conhecimentos, flexibilizar, aceitar críticas, reciclar, enfim, causar a neuroplasticidade em algum nível no cérebro. Einstein dizia que se queremos obter resultados diferentes, não podemos seguir fazemos as mesmas escolhas.


Observe, pense, reflita, use o senso crítico e o princípio da descrença: não acredite em nada, tenha suas próprias opiniões e experiências.

sexta-feira, 25 de junho de 2010

Autodomínio Emocional

O programa Consciência Livre, produzido pela Instituição Conscienciocêntrica Comunicons para a televisão em Foz do Iguaçu, entrevistou Ruy Bueno e Maximiliano Torres para falar de Autodomínio Emocional. O tema é de grande importância na prática da vida diária, uma vez que o uso racional das emoções qualifica nossas interrelações e otimiza nossos ganhos evolutivos.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5

quarta-feira, 23 de junho de 2010

Você é um Emocionólatra ?

As emoções produzem moléculas que se ligam aos receptores das células. Tal como uma droga, essa ligação causa dependência e, com isso, incapacidade de mudar hábitos destrutivos, sentimento de impotência, ansiedade e frustração na tentativa de reciclar comportamentos patológicos.
Os usários de emoções repetitivas podem se deparar com um vício tão difícil de curar quanto o causado pelas drogas exógenas.


Texto baseado no livro Quem Somos Nós ? de William Arntz, Betsy Chasse e Mark Vicente

O que acontece com o uso repetido de uma droga, seja ela o cigarro, a maconha ou heroína, acontece com o uso repetido da mesma emoção. As emoções produzem os peptídeos ou moléculas de emoção (MDEs), que se ligam aos receptores opióides das células, que começam a esperar, e mesmo ansiar, por aquele peptídeo específico. O corpo fica dependente daquela emoção. Tais receptores foram biologicamente preparados para receber as endorfinas, os neuropeptídeos produzidos pelo hipotálamo. Porém, em vez de receber a endorfina, a célula recebe a droga, seja ela química e artificial ou produzida por uma emoção, e se torna dependente.

A pesquisadora americana Candice Pett, Ph.D., descobriu que temos receptores específicos para a maconha. Nosso corpo produz internamente compostos químicos que dão a mesma sensação causada pela maconha. O mesmo acontece com qualquer droga. Segundo a pesquisdora, "existe dentro do corpo um composto químico análogo a cada uma das drogas e um receptor no qual ele pode se ligar. Temos uma maconha natural no corpo humana chamada endocanabinóide." As drogas exógenas (externas) se ligam na mesma rede projetada para fazer auto-regulação endógena (interna) da fisiologia. Tal rede consitui-se de MDEs. "Já há dados suficientes para sugerir que as drogas psicoativas não funcionam sem estarem ligadas a um receptor normalmente utilizado para secreções internas," diz a cientista.

Portanto, para qualquer droga externa que tenha efeito em nosso corpo existe uma contrapartida interna. Por essa razão, nosso corpo reconhece, responde e se torna dependente dessas drogas. As drogas externas usam os receptores internos feitos para receber produtos químicos internos. Aqui temos o exemplo mais direto de que concentrar num pensamento produz os neuropeptídeos adequados. O lobo central mantém aquele pensamento em particular, ativando a rede neurak específica, que envia seu sinal à nossa farmácia interna. Pensar em algo destrutivo não nos torna um ser negativo, mas se temos por hábito ter pensamentos negativos nos tornamos um dependente químico da emoção patológica.

Tal efeito pode ser visto também naqueles que gostam de acionar a adrenalina em esportes radicais, no dependente sexual que procura sensações cada vez mais bizarras, no político em busca de poder. Mas se procurarmos situações em que gostamos de sentir frequentemente determinadas emoções, esse quadro será bem mais comum do que imaginamos. O abuso constante dos compostos químicos que produzem emoções cria sítios receptores dessensibilizados para a adaptação de todos aqueles neuropeptídeos. As células não recebem uma refeição equilibrada, uma vez que recebem mais emoções de um só tipo, aqueles das quais somos dependentes, e acabam tendo uma menor nutrição.

O prazer proporcionado pelas compras, por exemplo, cria emoções ligadas ao ato de adquirir coisas novas de tal forma que a atividade se torna um vício. Contudo, quanto mais compramos, mais vontade de comprar teremos, pois as células alimentadas por essa emoção se tornam completamente dependentes da ação de comprar, até que, como um antibiótico tomado excessivamente, o alimento não mais saciará o apetite das células envolvidas e acabará como um ato simplesmente repetitivo, feito sem o prazer inicial, retroalimentado apenas pela automação. Cada vez que pararmos diante de uma vitrine, ouviremos as células gritando em coro, me alimente, me alimente!

Todos nós temos dependências emocionais de algum tipo. Isto é, as dependências emocionais são o motivo de as pessoas continuarem a criar determinadas realidades, embora uma grande minoria aceite o fato, e talvez uma minoria ainda mais significativa reconheça suas emoções repetitivas e passe a combatê-las. A única maneira de deixar para trás esses comportamentos repetitivos e as dependências emocionais é dizer: bem, o que faz eu ter essa dependência ? Se eu a criei, posso também eliminá-la. O vício nas emoções realmente parece algo assustador, posto que envolve ações corriqueiras, de rotina, essas que julgamos tão normais. Mas o hábito de comprar cria dependência na emoção das compensações materiais, o de centralizar ações cria dependências na emoção de sentir-se com poder, o de tornar-se vítima na emoção de se sentir apoiado, o de presentear na emoção de obter a simpatia dos outros e assim por diante.

"Dependência ? Não tenho nenhuma. Bem, sou viciado em algumas coisas. Como o quê ? insegurança, estresse, preocupação, mania de estar certo, controle, raiva, inflexibilidade, imposição, medo... já mencionei o estresse ?" MARK VICENTE

Ao ler sobre o emocionólatras, passei imediatamente a listar todos os hábitos que tenho e as emoções que sinto ao alimentá-los no dia-a-dia. Desde o hábito de comprar Doritos ao final do expediente até o de entrar numa livraria e levar livros e DVDs para casa, tiveram suas emoções identificadas e analisadas. O resultado foi que uma grande parte dos hábitos que tenho hoje contém emoções com as quais tenho algum nível de dependência automatizada.

Sentir prazer é saudável, posto que ninguém deve assumir que nasceu para sofrer e usar as emoções em dosagens hígidas nos mantém vivos no sentido mais positivo da palavra. Mas devemos desconfiar das atitudes que passam a assumir e controlar o nosso prazer, tornando-se repetitivas, desfrutadas pelo vício e desencadeadas pela automação. Livrar-se de um ato repetitivo envolve grande esforço, mas, como disse anteriormente, se eu criei a emoção posso também eliminá-la.

domingo, 6 de junho de 2010

Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua - Entrevista com a escritora carioca Jackeline Bittencourt

O livro Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua, da escritora carioca Jackeline Bittencourt, tem sido dedicado a investigar as implicações da condição feminina no papel de gerar filhos. O livro oferece a casuística pessoal da autora como ferramenta para a desmistificação da antimaternidade, vista aqui através de um olhar mais sóbrio, lógico e racional. E é justamente com a intenção de informar através do autoexemplo, que Jackeline preferiu uma linguagem subjetiva para contar suas experiências, narrar os percalços do amadurecimento pessoal e as vicissitudes do drama pessoal pelo qual passou, quando ainda mantinha os valores sociais no seu local de controle (LOC).

Nesta entrevista ao programa Ciência & Consciência do Tom Martins, Jackeline fala de sua obra e do caminho trilhado para superar as deficiências físicas que a impediam de ser mãe. Um caminho que cruza a autoaceitação, exige mais disciplina e determinação dos seus empreendedores na medida em que assumem as suas escolhas, fora do escopo da massificação cultural e social pela qual somos fisgados, aceitando a procriação como um valor incontinenti.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6



PARTE 7



O livro está disponível nas principais livrarias, mas pode também ser adquirido no site da Hama Editora http://www.hamaeditora.com.br/index.php e na livraria do CEAEC (Centro de Altos Estudos da Consciência), em Foz do Iguaçú.

sábado, 20 de março de 2010

Técnica do Estado Vibracional (EV)

O Estado Vibracional (EV) é a técnica da otimização máxima das energias do holochacra (energossoma), através da vontade. A técnica do Estado Vibracional (EV), ou autodefesa energética, em circuito fechado, se realiza em 6 manobras básicas:

1. Fique ereto com os pés separados um do outro. Cerre as pálpebras. Deixe os braços caírem ao longo do soma (corpo físico). Dirija o fluxo da sua bioenergia, pela impulsão da vontade, da cabeça até às mãos e os pés. Se não sabe o que é bioenergia, não importa. As práticas lhe mostrarão, a breve tempo, a sua realidade energética.

2. Traga de volta o fluxo da sua energia consciencial, por sua vontade decidida, dos pés até a cabeça. Identifique, então, através das suas sensações ou vivências autocríticas, a direção do fluxo de energia de baixo para cima, contrária ao fluxo anterior.

3. Repita estes procedimentos 10 vezes, sentindo e descriminando o fluxo da energia consciencial varrendo os orgãos do seu soma. Assim começam os desbloqueios e compensações da energia consciencial em seus centros holochacrais (energossoma).

4. Aumente, gradualmente, a velocidade ou o ritmo da impulsão do fluxo da energia consciencial, por intermédio da força de sua vontade decidida.

5. Expanda, ao máximo, a intensidade ou o volume do fluxo da energia consciencial que passará a compor circuitos cada vez maiores e mais potentes, por dentro e por fora do seu soma. Você perceberá a ocorrência perfeitamente. O fato convence você da sua realidade multidimensional.

6. Instale, por fim, o EV, ou Estado Vibracional. O fluxo e o circuito fechado desaparecem. Toda a sua psicosfera energética (aura) torna-se completamente acesa, feérica ou incandescente com a energia consciencial vibrante e você sente o fato sem qualquer dúvida.

domingo, 14 de março de 2010

10 Perguntas que Incomodam

Eis 10 perguntas que incomodam, mas que precisam de respostas na tentativa de apurar o espírito científico e a independência de pensamento na busca da verdade.


1. Qual é a diferença entre um dogma e uma lei natural ?


2. Quais são os dogmas na sua vida ?

3. Como eles governam sua percepção de si mesmo e da sua realidade ?

4. Você usa o método científico na sua vida ?

5. Você sabota sua própria busca da verdade ?

6. O que significa espiritualidade para você ?

7. Qual é a diferença entre ciência e religião ?

8. Você fez a cisão entre ciência e religião na busa pela verdade ?

9. Você questiona as verdades que lê e ouve no dia-a-dia ?

10. Você vive a vida como um ser com ideias e pensamentos independentes ?



terça-feira, 9 de março de 2010

O Ato de Perguntar na Prática Científica

A ciência trabalha sobre três pilares básicos: perguntar, investigar e comprovar. Sem criar perguntas, não teremos investigação e comprovação dos fatos fica apenas no campo da crença. A importância de perguntar é crucial para a evolução humana. Nenhuma pergunta pode ser mais verdadeira do que a que fazemos a partir das lacunas da nossa realidade pessoal. Nenhuma investigação pode ser mais assertiva do que aquela desenvolvida com o auto-experimento, assim como nenhuma conclusão pode ser mais autêntica do que a chegamos depois da vivência dos fatos. Assim construímos ciência e aqui começa a necessidade de internalizar a prática científica.




As grandes perguntas fizeram surgir as grandes descobertas. Tudo que é estudado hoje surgiram de perguntas até então sem respostas. As perguntas são as causas primárias da investigação científica em todos os ramos do conhecimento. As perguntas despertam a curiosidade para experimentar, analisar e produzir novas teorias. O pesquisador em busca de um tema de pesquisa deve antes de mais nada perguntar, descobrir a sua dúvida, e internalizando a sua curiosidade, ele será o autor de um tema original.

"Quanto mais brilham as fogueiras do conhecimento,
mais a escuridão se revela a nossos olhos assombrados"
Terence McKenna


Uma grande pergunta não precisa vir de um livro de filosofia, de uma artigo científico, de uma publicação séria ou de um estudo renomado. Uma grande pergunta pode ser apenas, "o quão diferente sou hoje do que fui um ano atrás ?" A dúvida gera a investigação e consequentemente um produto de esclarecimento com idéia original. Mas por que será que é tão difícil perguntar ? Será que tememos perguntar porque isso geraria uma mudança de atitude, uma responsabilidade de ação ? A maioria das pessoas preferem permanecer na segurança do que sabe a procurar novos desafios intelectuais.

A ciência só progride porque ela evolui a partir de
perguntas que desafiam a verdade aceita por todos
em um determinado momento. (William Arntz)


Uma crise séria pode gerar uma grande pergunta. Uma doença grave pode gerar uma medida de prevenção, a morte de um parente pode gerar uma técnica para superar a tanatofobia, um fracasso nos negócios pode servir em muito ao novo empreender que pensa em se tornar autonomo no mercado, o fim de um casamento pode gerar um estudo para evitar divórcios prematuros, uma depressão casada por solidão pode ensinar uma melhor maneira de socialização. Em momentos assim temos que abandonar os preconceitos da exposição e usar o fracasso a serviço da informação assistencial.

"Umas das definições de insanidade é fazer a mesma
coisa várias vezes seguidas, esperando resultados
difetrentes" Albert Einstein


As crianças usam as perguntas de maneira exemplar. Elas são curiosas, investigam, experimentam, escolhem a partir dos seus resultados na vida diária, testam, descartam, voltam a testar, aprendem e assim criam pouco a pouco novas realidades num mar de possibilidades. Para elas, não faz mal não saber a resposta. Para o adulto comum, a criança se forma na infância, cria o seu mundo na idade da razão e tem uma energia incomparável para a investigação. Embora seja fato, isso muitas vezes é um discurso fácil de isenção de responsabilidade na descoberta novas ideias. O mundo se cria a cada dia de forma interminável. A pergunta deve surgir de uma paixão para entender e superar a curiosidade.

"Fazer a si mesmo perguntas mais profundas revela
novas maneiras de estar no mundo. A grande jogada
da vida não é saber, mas mergulhar no mistério"
Fred Allan Wolf


As verdades de hoje podem estar incorretas amanhã. As teorias se renovam e as que temos hoje podem muito bem servir para plataformas para o conhecimento futuro. Nos limitamos em aceitar as verdades como absolutas e não entendemos que o pensamento da grande maioria das pessoas não é garantia de certeza universal e definitiva. Na Idade Média, acredita-se que a Terra era plana e que o sol girava em torno dos planetas. A grande maioria das pessoas pensavam assim e todas elas estavam equivocadas. A verdade relativa de ponta é aquela que surge a partir do nosso experimento, da nossa realidade pessoal. Quando apresentsamos tal realidade, apresentamos uma obra verdadeira.

"Na evolução do verdadeiro conhecimento, a
contradição assinala o primeiro passo no progresso
em direção à vitória." Alfred North Whitehead


Todos os dias criem novas perguntas, anotem todas elas, usem catálogos de dúvidas ainda não respondidas, faça o registro das suas verdades relativas de ponta, com intenção despreocupada e interese o mais variado, que pode servir tanto para melhorar suas atividades profissionais quanto melhorar a si mesmo.

segunda-feira, 1 de março de 2010

Verdades Relativas

No Livro VII da obra A República, Platão fala do Mito da Caverna, um dos textos mais lidos no mundo filosófico. Platão criou a alegoria para mostrar o quanto os homens estavam presos a crendices e superstições. O texto certamente ainda é válido nos dias atuais, pois o homem nunca foi menos dependente de crendices, dogmas, superstições e paradigma retrógrados.

O mito fala de alguns homens que viviam numa caverna e ficavam voltados para o fundo dela. Eles contemplavam uma restia de luz que refletia sombras no fundo da parede da caverna. Esse era o mundo daqueles homens. Porém, certo dia, um deles resolveu mudar seu paradigma pessoal e tomou uma atitude contra aquela condição mimética de ser. Ele resolveu voltar-se para o lado de fora da caverna e inicialmente ficou cego por causa da intensa claridade da luz. Quando conseguiu enxergar, adaptando-se à nova claridade, ele vislumbrou um outro mundo, com natureza exuberante, cores vivas, imagens diferentes daquela a que ele estava acostumado até então, e imediatamente voltou para contar aos demais a sua descoberta. Infelizmente, os outros homens não acreditaram nele e, revoltados com a mentira, o mataram.

A partir da alegoria de Platão, nos colocamos diante do fato de que muitas são as cavernas em que as nossas verdades se encontram. Tais verdades podem ser classificadas como pertencentes ao universo das crenças e superstições, podem ser herdadas hierarquicamente, absorvidas em contextos sociais, emprestadas de dogmas religiosos e tradições culturais milenares. Somos um produto do meio de tal forma que este meio assume quem de fato somos, determina nossos pensamentos e condutas, molda nossa capacidade de interpretação e entendimento da realidade e nos faz consumir a vida como quem consome produtos enlatados. Sobre isso, vale a pergunta: de tudo que sei e adoto como verdade hoje, quantas dessas certezas foram criadas realmente e tão somente por mim ? e em quantas definitivamente sou um mero instrumento de crença?

O professor de Filosofia e História Geral e do Brasil, Pablo Carneiro, diz que, "ao materializar e contextualizar o entendimento desse mito platônico é possível debater sobre o resgate de valores como família, amizade, direitos humanos, solidariedade e honestidade, que podem parecer como reflexões do mundo real." A reflexão é extremamente proveitosa na re-construção da consciência, na remoldagem do pensamento, a fim de resgatar valores talvez esquecidos como originalidade e autencididade e o comando pessoal da própria vida.

O mito de Platão enfatiza a alienação humana, a falta de lucidez e a precariedade do uso do discernimento. O fundo da caverna é uma consequência do comodismo e da pre-disposição ao engano, uma clara autosabotagem que deixa as verdades relativas de ponta gravitando na órbita de novas "crenças."

sábado, 20 de fevereiro de 2010

O Anjo Caído

Um dos entraves mais antigos para a evolução do homem, o obscurantismo atravessa séculos e chega à idade moderna ignorando a ciência

A atitude obscurantista caracteriza-se pela não utilização da razão na busca de soluções para os problemas humanos. Intolerância, radicalismo, preconceito, esoterismo, fundamentalismo, isolacionismo são apenas algumas das inúmeras consequências geradas pelo movimento obscurantista no mundo ainda hoje. O cristianismo, judaísmo e islamismo são hoje as correntes religiosas mais importantes, não apenas pelo número de fiéis e seu papel na história do homem, mas também pelo grau de influência que ainda exercem na formação espiritual e religiosa no planeta. Lamentavelmente, na filosofia de cada uma delas ainda se encontram elementos de intolerância, radicalismo e preconceito, numa mistura de devoção espiritual e ódio secular.

Muitos autores sofreram consequências da intolerância deflagrada da Antiguidade até os dias atuais. Galileu Galilei, Salman Rushdie, Albert Eisntein, Martinho Lutero, Allan Kardec, Nostradamus, Voltaire e Dante são apenas alguns nomes conhecidos entre centenas de milhares que viveram o viéis obscurantista: queima de livros, Inquisição, Index, perseguição e morte em nome de Deus, Godshand murder.

Numa época de avanços tecnológicos e científicos, liberdade de expressão e globalização, tais correntes perecem evidenciar a dificuldade de alcançar uma coexistência pacífica e respeitosa. Claro que a intolerância religiosa pode se manifestar em qualquer indivíduo, de qualquer religião, mas essas grandes religiões têm sido dominantes ao longo dos últimos séculos, demonstrando uma prática religiosa insidiosa e violenta. De certo, o Catolicismo de hoje não traz a mesma veia obscurantista, em sua essência, de períodos históricos mais antigos, mas o lastro inquisidor provocou cicatrizes indeléveis na História do Homem.

John Locke (1632-1704), filósofo empirista inglês e precursor do Iluminismo, escreveu, "não é a diversidade de opiniões o que não pode ser evitado, mas a recusa de tolerância para com os que têm opiniões diferentes." A contribuição dos iluministas para a humanidade é imensurável na mesma medida em que um futuro promissor por meio dos avanços da tecnológia e da ciência ainda passa longe de uma realidade espiritual hígida. Mas não podemos ignorar o legado iluminista de abertismo e racionalidade.

Para Voltaire (1694-1778), um dos ícones iluministas, perseguido e autor de obras condenadas, a intolerância religiosa tem como principal fundamento a busca pelo poder, na imposição da religião que quer ser dominante. "É incontestável que os cristãos quisessem que a sua religião fosse a dominante. Na tentativa de fazer toda a Terra ser cristã, eles ficaram contra toda a Terra." Sobre esse caráter belicoso do cristianismo, o filósofo inglês, lógico, matemático e Prêmio Nobel de Literatura de 1950, Bertrand Russell (1872-1970), escreveu, "é um completo mistério para mim que haja pessoas aparentemente lúcidas que pensem que a fé no cristianismo possa evitar a guerra. Tais pessoas dão a impressão de serem totalmente incapazes de compreender a História."

Do tempo de Constantino (e do Estado romano) até hoje, jamais houve um vislumbre de evidência de que os Estados cristãos sejam menos belicosos que os demais. O Estado romano tornou-se cristão ao tempo de Constantino e esteve continuamente em guerra até deixar de exisitir. Os Estados cristãos que o sucederam continuaram a se bater mutuamente e a enfrentar Estados que não eram cristãos. Quando surgiu no sul da França uma seita conhecida como catarismo, na época de Inocêncio III, e cujos adeptos negavam a autoridade do papa, a resposta da monarquia e do clero foi com fúria e desafio avassalador.

Em 1209, Inocêncio III convocou uma guerra santa contra a "seita maldita" e queimou com seu exército aldeias e multidões. Para terminar de vez com o que sobrou, Gregório IX, sucessor de Inocêncio III, criou em 1233 a Santa Inquisição, um Tribunal com a incumbência de tocar o terror com atraso e obscurantismo contra todos que divergissem da Igreja Católica. Centenas foram submetidos a julgamentos arbitrários e interrogatórios impiedosos, durante os quais se torturava para que confessassem seus "crimes." Condenados, eram levados para a fogueira e queimados em ato público. Segundo Heinrich Heine (1797-1856) "aqueles que queimavam livros, queimavam humanos" em nome do Senhor.

A oposição à liberdade de expressão foi sempre utilizada pelas religiões dominantes para proteger seus dogmas e defender seus interesses de poder e hegemonia. O horror disseminado pela perseguição do Santo Ofício, deixou um rastro de vergonha e indignação na história da humanidade, culminando no Holocausto de Adolf Hitler e o Nazismo. O escritor português José Saramago diz que, "ao matar em nome de Deus, transforma-se Deus em um assassino." Deus torna-se assim inquisidor, perseguidor e intolerante. A intolerância religiosa ainda é um grande desafio para a humanidade. Movimentos neo-nazistas ganham força na Europa, a guerra entre árabes-mulçumanos e judeus nunca viveu uma trégua confiável, a Igreja Católica ainda hoje dá as costas para a ciência, sendo contra as pesquisas com as células-tronco embrionárias, e mostra seu preconceituosa contra homossexuais, os direitos das mulheres, o uso da camisinha e o aborto, além de colecionar casos de pedofilia nunca explicados e muito menos julgados.

A condição humana segue atrelada à luta pelo poder, ao individualismo, à intolerância, ao uso da guerra em suas disputas e não mostra avanços humanitários que nos permitam visualizar uma época futura em que a paz enfim tome o seu devido lugar no espírito humano. Tudo isso deixa no ar uma pergunta essencial: quem irá deixar de atirar a primeira pedra ?

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Parapsiquismo e Cientificidade

Para falar sobre Parapsiquismo, Ton Martins, apresentador do programa Ciência & Consciência, recebe Nanci Trivellato, Mestre em Metodologia Científica em Psicologia , Editora do Journal of Conscientiology e Diretora Científica da IAC - International Academy of Consciousness. Mais informações sobre o programa Ciência & Consciência, visite http://www.complexis.org

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



PARTE 6



PARTE 7



FINAL

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Você Já Teve uma Vivência Parapsiquica ?

Com esta pergunta surgiu a idéia do documentário Homo Sapiens Parapsychicus, uma obra engajada em mostrar que o parapsiquismo, isto é, a comunicação entre as dimensões intra e extrafísica, é muito mais comum do que podemos imaginar. Cabe apenas ao ser humano compreender a sua própria parafisiologia e conhecer suas faculdades paranormais, tendo a quebra de tabús e a desmistificação do processo parapsíquico como os principais obstáculos a serem vencidos.

Antes mesmo de entender a natureza parapsíquica do ser humano, é preciso conhecer a constituição energética do universo em que vivemos. O entendimento da realidade energética, em meio a qual nossas ações se desenvolvem, é um passo fundamental para entender que a comunicação entre as realidades física e extrafísica não diz respeito apenas aos ditos seres paranormais ou faz parte tão somente das habilidades exploradas pelas correntes místicas dogmáticas. Nos comunicamos energeticamente em vários níveis de percepção todos os dias, em estado de vigília física ordinária ou enquanto dormimos. Nosso cérebro capta muito mais informações do que podemos perceber. Isso faz com que a vida esteja inserida numa teia multidimensional de infinitas possibilidades.

Embora pareça transceder a base de conhecimento estabelecida pela ciência convencional, o fenômeno parasíquico é uma faculdade natural, comum a todos e faz parte da parafisiologia humana. Ainda que extremamente controvertidos, os fenômenos parapsíquicos têm sido extensamente relatados pelos mais diversos povos e culturas ao longo da história. Segundo a opinião média da comunidade científica, a existência de tais fenômenos não foi comprovada por nenhum experimento rigorosamente controlado e passível de reverificação. De igual modo, a inexistência dos fenômenos parapsíquicos também não foi comprovada por quaisquer meios (Wikipedia). São exemplos de fenômenos parapsíquicos: telepatia, telecinésia, clarividência, premonição (precognição), retrocognição, materialização, experiência fora do corpo, psicofonia, psicografia, catalepsia projetiva entre muitos outros.

Durante as primeiras pesquisas realizadas com aproximadamente 90 pessoas de procedências, classes, faixas etárias e níveis de educação os mais variados possíveis, percebi que o resultado de 83% de confirmação da experiência paranormal mostrava sinal de que o documentário ganhava definitivamente uma boa razão para ser produzido. Entre os que disseram nunca terem tido qualquer vivência paranormal, uma parte afirmou que conheciam alguém que já havia experimentado alguma experiência parapsíquica (amigos, parentes próximos ou distantes), restando aos 100% céticos um percentual significantemente minoritário. Como professor, a pesquisa foi realizada com meus alunos, no escopo de complexidade de tipos já mencionado acima, e encontra-se hoje ainda em andamento.

O documentário pretende apresentar uma compilação de entrevistas não apenas com transeuntes nas ruas do Rio de Janeiro, mas também com pesquisadores em bioenergias, psicólogos, psiquiatras, assim como com pessoas comuns, alunos e amigos, interessados no tema, que se disponibilizaram para gravar entrevistas narrando seus casos. Considero "pessoas comuns" aquelas que não têm reconhecidamente experiências freqüentes na comunicação parapsíquica e que não são consideradas paranormais. O trabalho tem como objetivo justamente analisar o parapsiquismo na vivência diária, fora do eixo das experiências daqueles considerados paranormais, com enfoque no pressuposto de que o ser humano é parasíquico por natureza e que os eventos paranormais não trazem (ou pelo menos não devem trazer) qualquer classificação mística, religiosa, esotérica ou sobrenatural.

Aqueles que podem contribuir com suas experiências pessoas para o conteúdo deste documentário podem lançar aqui seu comentário ou enviar e-mails diretamente para mim: marioluizdesa@yahoo.com.br

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Saúde Consciencial

O instrumento básico de uma superação é um propósito suficientemente forte para a cura ou solução do problema em questão, seja de saúde ou da vida diária. Contudo, não podemos conceber tal propósito sem a força vital, fundamentada na responsabilidade de vida. Ou melhor, na responsabilidade com uma opção de vida evolutivamente significativa, isto é, a partir da auto-assistência, exercida na relação intraconsciencial, aquela que a consciência tem consigo mesma, e também da heteroassistência, desenvolvida nas relações interconscienciais, com as demais pessoas e com o mundo à nossa volta.

Superar uma doença física, no entanto, envolve mais do que simplesmente sobreviver à ela. A doença em si não é apenas uma enfermidade no corpo físico. É um estado físico vulnerável a intempéries psicologicas, debilidade, tristeza e depressão, quando não à própria autovitimização e à revolta do doente. E é justamente nesse ponto que encontramos o ponto de retorno do quadro clínico, o restabelecimento físico, o controle dos sintomas e, por fim, e não raramente, à desejada superação, pois quando a doença não adoece o doente, ele a controla e supera seus percalços.

Este é o caso da jornalista e professora de Projeciologia e Conscienciologia, Barbara Ceotto. Depois de descobrir em 2007 que tinha um cancer nos rins em estado avançado, ela não apenas aceitou o desafio de vencer a doença, como fez da sua experiência um laboratório pessoal de autopesquisa, buscando na autoconsciencioterapia o empreendimento necessário para as reciclagens íntimas, priorizando sua evolução pessoal e suas relações interconscienciais. A experiência de Barbara é um exemplo não só para aqueles que se encontram em estados clínicos patológicos, mas todos que no dia-a-dia enfrentam de alguma forma a urgência de evoluir por meio de reconcliações e superações pessoais.

Nessa entrevista concedida no Campus IIPC em Saquarema-RJ a Ton Martins, apresentador do programa Ciência e Consciênia, exibido na TV Complexis, Bárbara fala sobre os pilares que a conduziram e ainda a conduzem em sua evolução pessoal, na convivência com seu problema de saúde. Em pauta, muitos assuntos essenciais: autoconsciencioterapia, autopesquisa, parapsiquismo, assistencialidade e reciclagem existencial. Um escopo valioso de informação para aquele que, como ela, prioriza sua evolução no planeta.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4



PARTE 5



Para maiores informações sobre Projeciologia e Conscienciologia, visite:
IIPC - www.iipc.org

Para assistir outros programas do Ciência & Consciência, visite:
TV COMPLEXIS - www.complexis.org

domingo, 24 de janeiro de 2010

Aniversário de 1 Ano do Via Consciência

O Blog Via Consciência fez um ano de existência no último mês de dezembro de 2009. Em tempo, gostaria de agradecer a todos os seguidores e também aos visitantes por manter o fluxo de informação sempre em movimento. Muito obrigado a todos !

terça-feira, 12 de janeiro de 2010

Consciência Livre Agora na Rádio Foz 1320 Khz AM

Depois de gerar uma coleção de DVDs e inaugurar na TV de Foz do Iguaçu o primeiro programa conscienciológico do planeta, o Consciência Livre recomeça agora em seu formato para o rádio, capitaneado pela Magda Carvalho, conhecida apresentadora de rádio e TV no Paraná. Repetindo a fórmula de entrevistas no estilo Talk Show da televisão, o Consciência Livre reinaugura com seu retorno o canal aberto para debates públicos sobre Projeciologioa e Conscienciologia. Nesta sua primeira edição da nova temporada, o convidado foi o radialista Luiz Ribeiro da Rádio Tupi-RJ, um comunicador conscienciológico de primeira linha que, desde 2001, recebe em seu programa de rádio semanal professores e palestrantes do IIPC (Instituto Internacional de Projeciologia e Conscienciologia) para entrevistas. A organização e produção do Consciência Livre é assinada pela equipe de Foz do Iguaçu da Comunicons, instituição conscienciocêntrica da qual sou um dos voluntários no Rio de Janeiro.

PARTE 1



PARTE 2



PARTE 3



PARTE 4