Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.

Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.

"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."

quinta-feira, 20 de março de 2014

A MORTE É A ÚNICA FALTA DE ESCOLHA (FILOSOFIA)

Pensamos que a vida perde o sentido na ausência do amor, na falta do dinheiro, de perspectivas, na realidade de uma fracasso, na perda de direção, na carência da visão, na deseducação espiritual, no materialismo, no engano do alívio, no arroubo do desespero, na loucura e na insanidade, mas vemos famosos, ricos, milionários, celebridades bem sucedidas, artistas talentosos, com carreiras promissoras, mestres e intelectuais, uma chusma de gente inteligente, líderes e que fazem a diferença tirando a própria vida minados por vícios, desilusões, cegueiras, desconhecimentos, doenças, e então pensamos: o que faz a morte uma escolha? E o que nos mantém vivos? O estímulo e o prazer? A realização e o reconhecimento? A satisfação sobre o que se faz? A demência e a resignação? O comodismo? O medo do desconhecido? A espiritualidade? A noção transcendental? o conhecimento da continuidade da vida? A ciência do sofrimento? Por que a vida às vezes parece assustadora e a morte sedutora? O que move essa decisão intrinsecamente? Se a morte é inevitável porque abreviá-la às vezes tão cedo? A escolha da morte ainda é um mistério da mente humana, um desejo insondável, a única falta de escolha. 

quarta-feira, 12 de março de 2014

NÃO SABEMOS O QUE CONHECEMOS (CIÊNCIA)

O que nós sabemos que conhecemos? O que nós sabemos que não conhecemos? E o que nós não sabemos que não conhecemos? Isto é, o que podemos falar com propriedade? O que não podemos falar com propriedade? E o que pensamos que podemos falar com propriedade?Considerando que a mente humana absorve apenas 2 mil bits de informação em 400 bilhões de bits que recebemos da vida por segundo, sabemos bem mais do que suponhamos. Tudo é absorvido pela mente. Quando lucidamente rejeitamos novos conhecimentos, a nossa mente desacelera, porque não há recurso neuronial capaz de reconhecer todas as coisas absorvidas na realidade. Como podemos saber tudo sobre todas as coisas que vivenciamos? Como expandir a nossa capacidade de observar e entender o mundo à nossa volta? Não sendo possível, o que não está ao nosso alcance? Entender as múltiplas dimensões da vida é descobrir infinitas possibilidades de alterar a realidade humana. Ignorar esta capacidade é subestimar os atributos do cérebro e viver à margem da verdadeira realidade. O mundo evolui a cada milésimo de segundo, nossas necessidades também, mas o restringimento físico é o algoz da real sabedoria. Apesar de tudo, seguimos nos contentando com o tangível, o visível, o palpável, o material, o que representa uma ínfina parte de tudo que compõe a vida. Isso nos leva a conclusão de que o ser humano se habituou a se encher de perguntas ao invés de descobrir respostas. Quais são as minhas verdadeiras possibilidades? Talvez uma resposta clara tornasse o mundo mais claro, mais humano, mais terrestre e mais pacífico. (Texto baseado no livro "Quem Somos Nós", ED. Prestígio, 2007). 

terça-feira, 11 de março de 2014

AINDA SOMOS HOMENS DAS CAVERNAS (EVOLUÇÃO)

Desde os tempos em que se assava mamutes e tigres de sabre nas refeições e se vivia em cavernas, o ser humano neste planeta não foi criado para conviver em outra dimensão além da física. O mundo ainda se descortinava com suas novidades e abria lentamente o seu leque de possibilidades de existências. Aos poucos, a mente humana foi absorvendo o conteúdo da vida diária, aprendendo com ela e conquistou habilidades para lidar com a sobrevivência. A mente se moldou ao que ela podia enxergar, criou necessidades e gerou com isso eras de descobrimento. Os seres humanos então habituaram-se tão ferozmente à essa vida prática, que as propriedades transcendentais do cérebro caíram em desuso e se deixaram vencer pelo enfado anímico. Novas gerações surgiram nos séculos seguintes e o restringimento físico se consolidou de vez. Alguns historiadores garantem que o caçador primitivo, entre outras motivações, desenhava a presa na parede da caverna antevendo o sucesso da caça (intuição). Posteriormente, adquiriu o ritual de enterrar os mortos e nomeou as forças da natureza que desconhecia, dando origem à primeira tentativa de compreensão da realidade, o que chamamos de mito. Então surgiu o transcendental, o místico. Porém, possivelmente, ele já surgiu como algo assombroso e polêmico, pois fora com tais características que ele percorreu milênios até os dias de hoje como alvo de intenso massacre. O que aparentava atender a um processo evolutivo natural, a magia foi condenada, punida, massacrada e execrada da face da Terra como uma prática herege, quando as religiões passaram a comandar o planeta. Paradoxalmente, o homem amadurecia o espírito, mas desprezava os atributos desta mesma entidade e bania o que estabelecia a sua conexão multidimensional. Nos dias de hoje o parapsiquismo é uma habilidade amedrontada, negada, escondida, evitada ao ponto de, obrigatoriamente, ser reconquistada, quiçás, recriada no universo consciencial. E então, aqueles que recuperaram o privilégio de quebrar as barreiras das multiplas dimensões não evitam, infelizmente, considerar o quanto o ser humano mantém o seu lado cavernoso intacto, aquele mesmo que adorava os bisões rupestres e criava deuses para os proteger. Lá nas cavernas, milênios atrás, deixando nos dias de hoje a seguinte conclusão: ignorar a vida além da matéria e adorar deuses são necessidades primitivas. 

segunda-feira, 3 de março de 2014

BRASIL ENTRA NA ERA NEOLÍTICA (POLÍTICA)

O gigante foi acordado com uma pedrada na cabeça e, ao levantar-ser, deu início à uma nova era para o país: o Período Neolítico. Desde que deixamos o Período Militar Obrigatório e entramos na Era da Pseudodemocracia Capitalista, nunca vimos uma época de tantas novidades. Veio a virada econômica do Fernando Henrique e a fase da Pedra Lascada do Lula e sua corte de pandilheiros, carregando dinheiro onde podiam, até em cuecas, mas colocando sabe-se lá como o gigante nos melhores drafts econômicos mundiais. Hoje, ser a sexta economia do mundo não nos diz nada absolutamente, nem dá ao povo benefício algum que evite protesto, porque entre as dez mais, não há um país sequer com uma gigantesca diferença social como a nossa, ainda dirigido por um regime plutocrata bisonho - salvo na África, onde ele é bem comum. A sociedade também se contorce com as mudanças. Hoje Igrejas se tornaram empresas com relatórios de lucros e prejuízos e marketing share, produzindo riquezas astronômicas, mas continuam ditando os mesmos comportamentos da Era A.C. A onda conservadora que embota a nossa sociedade, retroalimentada por esse desmando religioso, já não provoca tsunamis como antes, mas mantém o povo em marés rasas. O que se aprende não se aplica, porque a vida moderna mudou de maneira rápida demais e as novas formas de ver e entender a vida ainda não foram assimiladas. Por conta desta visão rupestre generalizada, ainda se cria celeumas sobre beijos homossexuais, por exemplo. Navegar na internet hoje é ler sobre esse beijo da novela em todas as redes de notícias. O assunto ganhou contornos acadêmicos dramáticos, com análises antropológicas as mais diversificadas e discussões filosóficas sobre o amor dignas da Escola de Frankfurt e dos compêndios Jungianos/Freudianos. Bem, a pedrada foi certeira. Agora só nos resta torcer para que essa pedra não nos tranforme em Sísifos. Afinal de contas, estamos entrando na Era da Pedra Nova! 

sábado, 1 de março de 2014

A VIDA NÃO É UMA FESTA (CONSCIENCIOLOGIA)

A vida não é uma festa; é um local de trabalho. Tampouco ela pode servir como uma idílica ilustração da realidade nas propagandas de margarina ou nas imaculadas paisagens dos comerciais de sabão em pó. A vida começa ao fim do recesso intermissivo, momento em que nos reprogramamos para mais uma pesada carga horária intrafísica, ao lado de chefes rigorosos que cruzam portais para nos cobrar as promessas que esquecemos, quando pensamos que a vida é uma pândega de comensais, muito embora ela mereça ser celebrada. Em qual outro lugar poderiam os nossos defeitos ser tão aparentes? Em que outra paragem cósmica estaríamos frente a frente com os nossos dissabores? Em qual outra circunstância veríamos nossos pesadelos vencer os sonhos na urgência do despertar da consciência? A vida ensina que o que precisamos é mais importante do que aquilo que queremos, porque essa regra deve ter sido criada por algum mestre astuto e experiente com consciências arrebatadas pelo hedonismo. Quando nos entregam o cartão de ponto, pensamos se tratar de um crachá com passe livre na área VIP. Muitos se descabelam ao ver que tem nas mãos uma vassoura e não uma garrafa de champagne. A faxina é grande, e a cada dia levamos essas vassouradas na medida em que percebemos o quanto temos que limpar, esfregar, assear, varrer e lavar o nosso espaço, desembaraçar nós seculares, lustrar nossas qualidades, tirar ferrugem, lodo e mofo do pensamento, remover crostas de gorduras envelhecidas de comportamentos, restos de comida fossilizada, que ficaram dos banquetes de outrora, manchas de sangue milenares, que ficaram encardidas na falta de reconciliação, nódoas perpetuadas no esquecimento de quem largamos no meio do caminho, e toda uma sorte de poeiras que ficaram suspensas no tempo, ofuscando a visão de uma verdadeira casta de renegados que ignoramos regastar. Não, a vida não é uma festa; é uma fábrica onde trabalhamos muito duramente como mini-peças de uma enorme engrenagem. A vida também não é um destino de férias e não vivemos em plena alta estação. Aqui as promoções só acontecem no inverno, quando é hora de largar o serviço e voltar para casa. 

sexta-feira, 28 de fevereiro de 2014

HOJE VOU FALAR SOBRE PAZ (COMPORTAMENTO)


Uma onda de problemas típicos da cidade grande cresce na medida em que o mundo se desgoverna. Na segunda-feira passada a Linha Vermelha esteve interditada por conta de um arrastão em massa que aconteceu na primeira hora do horário do rush. Na terça, houve um grande tiroteio no morro Grajaú-Jacarepáguá entre traficantes e policiais, que alterou a rota dos ônibus no começo da noite. Na quarta, a polícia fechou o cerco na avenida Washington Luís, nos arredores do Rio, para interceptar uma quadrilha que se preparava para roubar um carro-forte e no tiroteio, seis mortos ficaram no caminho, em plena tarde carioca. Na quinta, hoje, um novo tiroteio, dessa vez no bairro de Vila Isabel, interditou a avenida que dá acesso ao morro Grajaú-Jacarepaguá por volta das sete de noite. Todos esses eventos diários envolveram dúzias de pessoas, entre poiliciais e bandidos, e outra centena desavisada de civis, que assistia a tudo passivamente, sem saber para onde ir nem o que fazer. Todos eles aconteceram no meio da vida urbana fervilhante, com a cidade se abarrotando de gente de todos os lugares, que chegam às vésperas do Carnaval. Na mesma rotina urbana, passeatas saem à ruas diariamente e o trânsito se modifica a cada dia no centro da cidade, se altera sem explicação nem aviso prévio. Ruas são fechadas em minutos e milhares de pessoas atrasam em horas a ida para o trabalho ou a volta para casa. Uma fila interminável de ônibus se aglomera todas as horas dos dias úteis na principal via de acesso ao centro e lá usuários vêem passar pela janela horas de vida inutilmente, porque preferem esperar dentro dos veículos do que se aventurar a caminhar sob o sol abrasivo deste verão inegociável, com temperaturas acima dos 40°c. Mas o Rio de Janeiro não é só tiroteios nem se resume ao seu trânsito caótico. A cidade se engarrafa por passe de mágica, a população sofre nas ruas, dentro de carros, em ônibus, trens e metrôs, mas uma nova população desembarca em hordes jamais vistas para viver esse mesmo caos, esse mesmo trânsito, essa mesma violência urbana, as mesmas passeatas de injustiçados, o mesmo calor infernal no verão da cidade maravilhosa. Nesse cenário, fica mais fácil pensar em paz, porque ela está escondida em algum lugar, no meio de tudo isso. Ela faz falta e por isso o sonho de obtê-la está sempre presente. Ela é lembrada em outdoors e estampada em camisetas, fala-se de paz na TV e nas rádios, nas rodas de conversa e nos debates políticos, surgem nas manchetes dos jornais e das revistas. A paz está em todos os lugares, nem que seja transfigurada num simples desejo ou numa moeda da sorte. 

UM MUNDO IMAGINADO (FILOSOFIA)

Imaginar é saudável. Já imaginaram um mundo onde não houvesse preconceito, repressão, opressão, onde o amor fosse válido para todos, sem importar o gênero do amante, onde o poder não precisasse de guerras, nem a ganância impusesse a violência e o roubo, onde os mais velhos fossem respeitados por representar o que conquistamos, onde as crianças fossem educadas pluridimensionalmente, onde a vida fosse valorizada e respeitada de uma forma holística e onde todos vivessem e deixassem viver? O que nós estamos fazendo para construir esse mundo? 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

LER FAZ BEM À EVOLUÇÃO (EDUCAÇÃO)

É sabido e notório, por experiência própria, que, se você perguntar a qualquer pessoa (mesmo de nível universitário), se ela tem o hábito da leitura, não vai haver um que negue. Mas, basta você começar a conversar sobre cultura geral e assuntos os mais variados para perceber que a maioria não está dizendo a verdade. Nem mesmo o vocabulário usado, normalmente, condiz com aquele que de um leitor se espera, porque a educação pela leitura foi imposta e não incutida no hábito. Mas o problema é antigo: muitos brasileiros foram do analfabetismo à TV sem passar na biblioteca. Nas escolas, os livros clássicos se tornaram um terror para muitos jovens que poderiam ser futuros leitores, caso os livros da grade escolar tivessem o papel de seduzir pelo prazer da leitura. Mas isso não aconteceu e nem acontece até hoje. O hábito da leitura falta de uma maneira geral, não apenas com relação a livros, mas também à leitura de jornais, revistas, sites na internet e até aqui no Facebook. Ouço, às vezes, as pessoas dizerem sobre um texto de algumas linhas, "nossa, que texto grande!". Como assim??? Não há uma biografia que se preze com menos de 300 páginas. Como pode achar um "texto de lingueta" grande??? A falta de leitura também não faz um escritor. Ao contrário, um escritor surge a partir da leitura. Talvez por isso tantas pessoas sintam dificuldade para escrever. Uma outra falácia! "Ah, mas eu não leio literatura". Mas deveria!!! A boa literatura ensina português, o uso da palavra, enriquece o vocabulário, apresenta técnicas de abordagem, métodos de argumentação, estruturas de apresentação, o domínio da colocação etc. Ah... e esse texto está grande de propósito! Mas se ele fizer um leitor em potencial começar a ler, já vou ficar feliz. 

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

A MAGIA DO CARNAVAL (SOCIEDADE)

O Rio de Janeiro se prepara para mais quatro dias de folia. O Carnaval de rua segue crescendo em adeptos a cada ano. Não há muito tempo as ruas do Rio não pareciam nem de perto as ruas de cidades nordestinas como Salvador e Recife nos dias da grande festa nacional. Por aqui, tudo se resumia ao desfile das escolas de samba e aos bailes famosos dos clubes. Salvo em uma meia dúzia de blocos, poucos se aventuravam a brincar Carnaval nas avenidas do centro e dos bairros. Hoje a cidade transpira em blocos a cada esquina, o trânsito trata de se readequar a fim de atender essa massa de foliões saculejantes, que acompanham fantasiados ou meio nús as bandinhas animadas tocando marchinhas ou castigando os tambores. Famílias inteiras são vistas na mesma algazarra carnavalesca, idosos são levados por parentes destemidos, crianças são atadas aos pais para bricarem com segurança, jovens se embriagam para exibirem a testosterona diante de moçoilas em pleno cio de quaresma, casais se formam nas ruas, outros se desfazem, mas há os que compartilham a mesma alegria, ignoram os perigos e se lançam de mãos dadas nas ladeiras do morro, nas ruas estreitas dos bairros, assim como nas grandes avenidas fantasiadas para a ocasião. Nos quatro cantos da cidade, multidões se formam rapidamente nas ruas, se aglomeram em euforia, se aglutinam no mesmo sofrimento das procissões mais calorosas e saem assim mesmo, com os seus foliões espremidos uns aos outros, trocando risos e fluídos na mesma nuvem vaporosa que brota do asfalto fervendo, trespassa os corpos em movimento e os fazem suar à exaustão, sufocando-os na mesma quimera, até que aqui e ali uns desmaiam e são carregados para macas, outros perdem os sentidos, mas se recuperam rapidamente ao som das zabumbas nos ouvidos, alguns caminham à deriva no teor do álcool que lhes atormenta os miolos, e assim seguem essas multidões carnavalescas, em todas as horas dos quatro dias de Carnaval, talvez por algum tempo mais, ou bem mais cedo do que se pensa, brincando, cantando, tocando, pulando, dançando, bebendo, comendo, namorando, beijando, se amando, se entorpecendo, vomitando, morrendo, dormindo desfalecidos de cansaço nas primeiras horas da manhã, para recuperar o fôlego, porque, mais tarde há muito mais, não querem parar na euforia suicida de pesadas fantasias vestidas sob um calor dantesco... mas quem se importa? São apenas quatro dias de faz-de-conta, de pura ilusão. Essa é a magia do Carnaval. 

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

ESCREVI SOBRE O INEVITÁVEL: A COPA DO MUNDO NO BRASIL (COMPORTAMENTO)

Gente, essa coisa de fazer uma Copa do Mundo no Brasil é uma palhaçada... Todo mundo diz que esse país é gigante, mas esse gigante tá todo cheio de problema por dentro. Ele tem reumatismo social, pressão alta no sistema de saúde, cirrose cultural, bipolaridade na segurança e ainda tem dupla personalidade política, que nem terapia Gestalt dá jeito. Tá todo ferrado por dentro... é gigante no tamanho, mas ninguém vai levar esses jogadores pra jogar no meio da Floresta Amazônica, nas praias, nas chapadas, nos pampas, nos cafezais, nas matas atlânticas, no meio dos pés de cana de açúcar... Não vão. Vão todos para esses estádios milionários no orçamento e acabamento de quinta, porque os politicopatas estão todos ricos agora, cheios de verbas desviadas. O Pelé falou que esses desvios o turismo recupera. Ou seja, os gringos recuperam, porque os brasileiros mesmo não recuperam nada. Eu acho(, gente,) que Copa do Mundo deveria ser feita só em país que ocupasse, pelo menos, até a 30° posição no ranking de Renda Per Capita no mundo, de pelo menos USD 30.000. O Brasil ocupa a 54° posição no mundo, com USD 12.789 - é uma pobreza, e ainda com uma diferença social que põe qualquer filme de terror no chinelo. Sabe o quê? Essa Copa vai ser como o filme Jogos Mortais I, II e III (só vai até aí, né?). Ainda bem. Mortais porque nos hospitais tem uma penca de gente morrendo por falta de atendimento, há famílias vivendo abaixo da linha de pobreza morrendo de fome, gente morrendo tomando bala perdida ou direta mesmo, gente morrendo dentro dos estádios no meio da pancadaria, gente morrendo por falta de emprego, gente morrendo no trânsito, que é uma loucura! Então, como é que pode uma Copa ser sediada num lugar assim? É a mesma coisa que a gente comprar uma Mercedes pra pagar com o cheque especial. Não dá.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

ENTRE MORTOS EFERIDOS, ESCAPOU-SE A PRUDÊNCIA (CIDADE)

Acidentes acontecem sob os mais diversos motivos em qualquer parte do mundo e impressiona quando alguns deles acontecem superando todas as barreiras da evitação. Parece que a inevitabilidade de uma catástrofe vai levá-la a cabo não importa o que se faça para conter o arroubo do destino. Não há negociação com ele. Esse foi o caso deste acidente com a carreta na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, hoje pela manhã. O motorista dirige por mais de 3km com a caçamba levantada, sem que nenhum motorista do seu lado o avise do fato (aqui se avisa quando a porta do carro está aberta), nem qualquer interceptação por parte da LAMSA, administradora da via, ou da Polícia Militar (PM), freie este "ensandecido" motorista. Imagino que isto seria possível porque interceptações acontecem, frequentemente, nesta via pela PM, quando, por exemplo, um carro está com o emplacamento vencido. Não houve hoje. Tampouco as cameras de vigilância da via parecem ter alguma finalidade séria - não esqueçamos que o motorista dirigiu por mais de 3km com a caçamba levantada e foi captado por pelo menos 4 cameras e NADA foi feito. A pergunta é: há alguém vendo essas cameras 24h por dia, como é de se esperar? Bem, se há, hoje, essa pessoa devia estar dormindo às 9 da manhã. Se não há, então, a sua finalidade é servir apenas para filmar acidentes ou justificar o recolhimento de multas por parte da PM por emplacamentos vencidos. Outra coisa: como sempre, moradores da vizinhança fazem o papel das equipes de resgates. Hoje, a demora dessas equipes custou a vida de uma das vítimas. Lamentável para uma administradora que cobra R$ 5,50 por carro e recolhe milhões de reais por mês com isso. 

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

CINCO VIDAS, UM CELULAR E UMA ENORME ONDA DE ATRAÇÃO (COMPORTAMENTO)

Luiz Fernando Costa, motorista da carreta, confessou hoje à polícia que estava falando ao celular no momento em que a caçamba se chocou com a passarela na última terça-feira, às 9 da manhã, na Linha Amarela, no Rio de Janeiro, tirando a vida de 5 pessoas - mais uma vítima morreu esta tarde. Uma distração duramente explicada. Mas é difícil entender com que força a imprudência de um indivíduo determina o destino de cinco vidas. Talvez tivéssemos que recorrer à Física Quântica para buscar uma resposta física em alguma lei de atração e repulsão, que se move num comprimento de onda de luz (wavelength), antes de um evento colapsar na nossa realidade. Fico imaginando o evento se formando naquela passarela, encerrando o espaço numa densa bolha magnética de energia, no momento em que o motorista pega o celular e começa a falar, e a sua caçamba, por alguma outra força misteriosa, se auto-ejeta, "por vontade própria", e o caminhão segue uma trajetória fatal, sem que nada nem ninguém no trajeto possa conter o ímpeto dessa combustão irremediável do destino. Em meio a esse encarceramento energético, arremessando partículas de atração na extensão daquela via, cinco consciências são então fisgadas para o fim, envolvidas nessa massa de energia, possivelmente conduzidas por suas histórias pessoais e vulnerabilidades carmáticas, numa conclusão de vida que beira o inacreditável e nos mostra que, por mais que haja uma razão para a existência de qualquer evento no universo, nossos sentidos lutam para encontrar (e entender) esta razão inexorável. Rapidamente lançamos tantas perguntas no papel, sem, na verdade, a intenção de obter respostas por precaução de que a vida nos enlinhe os miolos. 

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

VICIADOS EM FILAS (COMPORTAMENTO)

A fila se tornou no Brasil um hábito rotineiro e muitos encontram prazer nela porque, simplesmente, é o momento em que é permitido não se fazer nada absolutamente com uma boa justificativa. Ali, o gânglio basal, órgão responsável pelos nossos atos repetitivos, reduz em 90% o seu funcionamento. Tudo fica na antesala da inércia total. Cabe apenas ao gânglio fazer-nos dar alguns passos de vez em quando e só. Na verdade, adoramos fazer fila, esperar e esperar. Nem os médicos particulares atendem nos horários marcados e fazem os pacientes esperarem, às vezes horas! Bem, leia-se "adoramos" na medida em que sou brasileiro, mas esqueçam me incluir nessa de fileiro; eu odeio filas. Não entro sem uma necessidade miserável, e só com um jornal ou um livro, porque a vida é curta para perdê-la cruelmente numa fila. Tempo é valioso. Um amigo me contou que, em Nova Iorque, ele viu um cara ser catapultado do caixa eletrônico do banco, porque a criatura decidiu ler o extrato em frente à máquina, quando já tinha terminado a sua operação. Um fileiro foi lá e deu um safanão nele, porque havia pessoas esperando para usar o caixa. Hoje, no caixa da padaria, a caixa decidiu organizar as suas moedas e deixou um fila de clientes em pé, esperando que ela terminasse de fazer, calmamente, esta operação. Como estava na minha vez, decidi despertá-la deste torpor matinal domingueiro... não acho que ela tenha gostado. Queria seguir ali, contando as moedinhas, calmamente, porque ela fazia aquilo com o gânglio basal.

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

AS REDES SOCIAIS (COMPORTAMENTO)

Não tenho esperança de que todos os aceites de amizade no Facebook venham de pessoas do mesmo grupo intelectual, cultural e social. A sensação de dissintonia é perene e o deslocamento inevitável. Porém, saber lidar com as diferenças talvez seja o grande segredo da convivência evolucionária neste nosso planeta. Os interesses, em geral, são tão simples que me pergunto como se consegue achar graça na vida sem usar o pensamento. Na verdade, paradoxalmente, isso se torna uma vantagem na comunicação, pois é aqui que encontramos chances para educar e fazer desenvolver. A grande questão não vem das diferenças na convivialidade - isso é um valor; a grande questão é, onde estão os nossos amigos? Não digo aqueles com quem trabalhamos, estudamos, compartilhamos momentos, voluntariamos, ensinamos, brincamos, dividimos quartos, convivemos de alguma maneira. A palavra amigo aqui vem da paraprocedência, aquele lugar de onde viemos antes mesmo de termos nascido. Onde estão aqueles com quem nos afinizamos em ideias e interesses, compartilhamos informações que ambas as partes valorizam e movemos algo adiante que nos fortalece por dentro e por fora? A prática mostra que eles não estão em nenhum lugar em particular, não estão ligados a nada específico e nem se guiam pela lógica; eles brotam de onde menos se espera. Surgem "do nada" para ser "tudo". Contabilizando o número de pessoas que conhecemos, talvez nos frustre saber que esse "nosso povo", no sentido intrínseco da palavra, aparece aos poucos, em minorias, um aqui outro ali, mas, nessa contabilidade, eles crescem em valor e representam o resultado daquilo que realmente precisamos e do que, de fato, sentimos falta e buscamos. O verdadeiro amigo não é aquele que está sempre disponível quando precisamos dele. Mas aquele cujas ideias não apenas compartilhamos e valorizamos, mas, sobretudo, nos fazem crescer. Um texto em homenagem aos verdadeiros amigos do Facebook e de qualquer outro lugar! 

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

UMA REFORMA URGENTE (COMPORTAMENTO)

Quando o escritor gaúcho Érico Veríssimo disse numa entrevista no começo dos anos 60 que a única reforma necessária no Brasil seria a reforma de caráter ele não só se referia à uma necessidade do povo brasileiro,como responsável pelos seus governantes, como também apontava o ponto crítico da própria política brasileira. Sem dúvida, foi uma frase atemporal, pois até hoje essa reforma ainda não foi feita. Por outro lado, diferente da formação política brasileira, originada na derrocada lusitana, ao tentar povoar o país com a escória portuguesa, o que nos deixou um legado moralmente lamentável, a sociedade se salva na mistura de raças. Um país povoado essencialmente por índios, e que importou 38% dos escravos comercializados nas Américas, se torna, ao longo do tempo, uma nação Iorubá mesclada com o puritanismo indígena, pois, na mesma medida em que o Brasil adotou a alma africana, absorveu também a natureza tribal, gerando o que hoje temos como a essência do comportamento do povo brasileiro - pacífico, alegre, cultural, festivo, ingênuo, familiar, místico e acolhedor. Um povo espirituoso, que gosta de festa, música, dança, comida, misticismo e da convivialidade. Esse espírito brasileiro autêntico é ímpar e valioso. Porém, há grandes questionamentos sobre o quanto o processo civilizatório mudaria esse comportamento tão original e hospitaleiro do povo brasileiro. O quanto nos tornar uma nação devidamente educada e politicamente crítica transformaria a alma brasileira em algo mais triste e frio, como são, em regra geral, as sociedades do primeiro mundo? Acredito que podemos unir os dois lados da moeda através da compreensão de cidadania. Uma mudança-chave no processo socialmente educador. 

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

O ESPECIALISTA UNIVERSAL

O especialista é aquele que aprendeu muito mais em outras áreas do que na sua área de especialização. Sua mente transcende o assunto que domina e vai além para buscar seu aperfeiçoamento, pois ele sabe que o objetivo de toda e qualquer especialização é produzir para o outro, para a sociedade, para uma gama de pessoas tão diversas entre sí que a sua visão se amplia. Sem essa visão de atingir o maior número de pessoa possíveis, seu trabalho se restringe à um pequeno meio seletivo e se perde na multidão.

Quem estreita o pensamento numa determinada direção e recusa outras formas de interpretação e pontos de vista, consumindo as mesmas ideias e obtendo os mesmos resultados, sua área de conhecimento está seriamente comprometida por uma lavagem cerebral. Nunca aprendemos tanto como quando olhamos para o destino da nossa informação, aquele a quem queremos educar. O caminho para a especialidade vem do universalismo. 

segunda-feira, 19 de agosto de 2013

O QUE É O AMOR?

O verdadeiro amor desmente os românticos e os apaixonados, assim como os crentes de que tal sentimento está em toda e qualquer relação duradoura. Como diz o cantor Djavan, "o amor vai além da compreensão e da imaginação". Diante disso, lança-se a pergunta: é possível dizer que amamos sem que este amor tenha passado por uma prova de que ele é incondicional?

É difícil medir a profundidade deste sentimento sem tê-lo feito passar por alguma prova de resistência, sem que ele tenha sobrevivido a alguma grande crise, sem testar seu recurso de superação. Quando normalmente o que se vê é o amor pelo belo, pelo normal, por tudo que não tem problemas, que não enfrenta percalços, diferenças, amar se tornou banal na concepção de muitos, uma palavra sedutora, mas profundamente superficial.

Estaria o amor à prova das diferenças, das desavenças, das disputas, do anormal, da decepção, frustração, entre outros sentimentos desabonadores da conduta humana? Seríamos capaz de amar o nosso inimigo, o filho que se tornou tudo que não queríamos que ele se tornasse, o marido ou a mulher que trai, aqueles que nos agride e tudo que não se afiniza com o nosso entendimento de mundo. Seria ele capaz de sobreviver à discordância, à doença, os momentos difíceis de um casal ou de qualquer relação?

O verdadeiro amor não está no coração dos apaixonados, mas na união suprarrealidade, na atemporalidade, no vínculo cognitivo e nos laços que vão além da vida. Este amor transcende o banal, o comum, o esperado. O verdadeiro amor é um laço ou um vinco extrafísico, capaz de superar distâncias e ausências. Sem a experiência da prova, seguiremos com uma vaga ideia do verdadeiro amor. Este sentimento inexorável, indelével e incondicional existe, mas não está disponível a todos; apenas àqueles que conseguem enxergar além do mundano.

sábado, 4 de agosto de 2012

AMPARADORES: CONSULTORES EXTRAFÍSICOS

Amparadores extrafísicos são consciências sensatas que habitam outro plano de vida e podem ser tanto mais evoluídos como tão evoluídos quanto você, com a ressalva de que essa diferença evolutiva restringe-se ao campo da emoção, isto é, um amparador atua com o cérebro e não com os nervos.

A comparação com anjos da guarda é inevitável, mas esqueça acender velas ou fazer rezas para amparadores, pois eles não têm religião nem fazem a menor questão de serem santos - já superaram a necessidade dessa guia espiritual para devotos que ainda precisam de um GPS extrafísico para andar nesse planeta, coisa que a religião é especialista em oferecer ao custo de um bom terço ou idas à missa. Esqueça também fazer pedidos para amparadores e muito menos lhes fazer oferendas à beira mar ou em encruzilhadas, pois eles tampouco são caboclos. Atuam basicamente em projetos específicos onde haja, pelo menos, mais de um interessado - além de você, claro. Os amparadores extrafísicos não são personal trainers particulares, a quem recorremos sempre quando não sabemos a nossa próxima série de exercícios e nem orientadores acadêmicos para lhe indicar o assunto da sua tese consciencial e corrigir as vírgulas da sua muitas vezes sofrível redação.

Amparadores são atraídos por atitudes pró-evolutivas, pensamento positivo, intencionalidade hígida e uma meta assistencial comunitária. Enquanto o seu empreendedorismo estiver em andamento e o seu trabalho progredindo nessa direção é possível que você perceba que está um pouco mais inteligente e que as suas ideias lhe chegam sem o terror da página branca, pois não lhe faltarão insights de qualidade. É claro que o ingrediente com o qual trabalham é o seu talento e boa vontade assistencial, além da sua energia, obviamente, pois sem um receptor de qualidade, os amparadores não poderiam se comunicar - aqui estamos falando de frequência energética de qualidade. Ninguém querendo se matar, vitimizado ou deprimido está em patamar compatível com a ligação de amparo, porque a vítima de si mesmo se esconde na tenebra de uma energia inalcansável por alguém tão sutil quanto um amparador. Quem lhe salva? Bem, é possível que um parente psicótico dessomado ou uma conciência intrafísica tenha peso energético suficiente para furar o bloqueio da sua Tsunami kaliuga.

Ok. Tudo bem. Reclamar da falta de amparo quando estamos comendo o osso e o pão que o amparador não amassou, mas nós mesmos, é comum... faço isso às vezes... bem, ninguém é perfeito. Afinal de contas, o raciocínio mais humano vem da religião, "é dando que se recebe" ou mesmo  "fazendo o bem, recebemos em dobro". Quem disse isso? De qualquer forma, esqueça isso também, pois os amparadores não negociam assistência. Eles não têm nada a ver com as nossas dívidas pluriexistenciais e multidimensionais, com as reciclagens que deixamos de fazer ou ignoramos ou mesmo com as reconciliações que não estamos prontos para fazer ou até que não queremos fazer. A nossa porção de sofrimento vem do nosso histórico existencial, das ligações extrafísicas patológicas com as quais ainda estamos conectados, das atitudes miméticas que ainda conservamos hoje, depois de milênios de repetição. Esperar que o amparador resolva essas questões é o mesmo que terceirizar nossa evolução. Eu crio o problema e ele resolve. Esqueça! Isso não vai dar certo. Por isso, o retorno pessoal das nossas ações só depende do quanto evoluímos com elas.

Talvez você esteja questionando o termo amparador como fiz há algumas semanas, quando passei a tratá-los como consultores extrafísicos. Achei mais sensato e mais claro para evitar qualquer malentendido religioso, pois o amparador não trabalha para nós nem nos substitui nas tarefas assistenciais: ele trabalha conosco, injetando energia no mentalsoma, desassediando o psicossoma e enviando insights muitas vezes tão brilhantes que o seu amigo pode duvidar da autoria do que você faz e achar que usou frases de algum gênio da filosofia. Essa parceria, é bom frisar, não lhe afeta a autoria das suas realizações, pois, como disse acima, o amparador trabalha com quem pode trabalhar com ele, mas a decisão assistencial e o discernimento final para se chegar ao melhor resultado fica sob sua responsabilidade. Sendo assim, não fuja da raia quando produzir algum trabalho onde claramente teve a participação de amparadores. Diga "esse trabalho foi realizado por mim porque eu pude fazê-lo (em parceria com os amparadores), quer dizer, (com os consultores extrafísicos), portanto o mérito é (também) meu".

sábado, 21 de abril de 2012

VIACONS FILMES LANÇA FILME PROMO DO CURSO 40 MANOBRAS ENERGÉTICAS

Produzido pela ViaCons Filmes, o vídeo promocional do curso 40 Manobras Energéticas da ASSIPI (Associação Internacional de Parapsiquismo Interassistencial) teve 430 visualizações em apenas 1 semana. Tudo indica que este vídeo esteja caminhando para se tornar viral! 

terça-feira, 13 de março de 2012

MUITO PRAZER, MEU NOME É DEUS

A velha discussão sobre a existência ou não de Deus parece não ter fim. Nos últimos anos, livros falando sobre o assunto se multiplicaram nas prateleiras das livrarias e alguns viraram best-sellers, como Deus Não é Grande de Christopher Hitchens, Deus - Um Delírio de Richard Dawkins, O Fim da Fé de Sam Harris e Onde a Religião Termina?, um grande legado das suas experiências como frei do autor Marcelo da Luz.

Religião e ciência nunca estiveram tão frente a frente como nos tempos atuais. Creio que os avanços tecnológicos, onde tudo é possível monitorar, medir, equalizar, esquadrinhar nos dias atuais, tenha imbuído pesquisadores a alçar voos mais altos no âmbito da ciência para explicar a existência de um ser capaz de gerar todo o universo em que vivemos. Se o esforço por uma resposta cientificamente convicente vale a pena cabe aos que acreditam nela avaliar. Mas há algumas implicações nessa pesquisa que não devem passar em branco.

Não poderia afirmar que a ciência esteja engajada em pesquisas para provar a existência de Deus. Mas o contrário: comprovar que ele, de fato, é fruto de uma criação religiosa, pois, enquanto experimental e objetiva, é sensato pensar que os cientistas não esperam ter com o divino nenhuma prosa em algum lugar do universo e trazer lá as evidências definitivas da sua existência. Quebrar esse mito para a humanidade confusa ou colocar caraminholas na cabeça dos crentes, no entanto, me parece uma tarefa cruel, para não dizer um empreendimento arriscado, pois Deus tem sempre sido uma espécie de babysitter evolutiva.

Se todos se libertassem da certeza de que suas vidas estão seguras nas mãos de um criador, quem restaria com semelhante poder para conter os desmandos do instinto humano? A evolução humana retrocederia pelo viés da despacificação e o mundo padeceria da falta de sinais vermelhos. A grande maioria da humanidade precisa ser conduzida no mundo da espiritualidade, não há maturidade espiritual, discernimento suficiente nem tampouco autonomia intraconsciencial para escolhas evolutivas pessoais. A essência da fé é a dependência que ela cria naqueles que acreditam. Por mais incoerente que a fé possa ser, ao representar uma crença sobre algo de que não se tem qualquer vestígio de prova, e se pudesse provar não mais se trataria de crença, ela é necessária na atual conjuntura evolutiva humana.

A espiritualidade não passa pela religião. O homem é inerentemente um ser espiritual. A sua comunicação com o mundo imaterial se dá a todo momento, em todas as horas do dia, com as influências energéticas de consciências afins, sejam elas desse mundo ou do outro. Algumas evidências são claras e básicas se o homem tornar-se um autopesquisador. Fenômenos como a telepatia, pensar o que alguém está pensando, o deja vu, ter a sensação de já estado em um local ou de já ter vivido uma determinada cena, a captação de ideias que sabemos ter surgido "do nada", a intuição, a premonição, prever acontecimentos, e até mesmo a projeção da consciência, experiência única que muitos já viveram durante uma noite de sono ou mesmo durante a luz do dia, são algumas das provas peremptórias que o autopesquisador vivencia sem deixar em si rastro de dúvida.

A religião é de propriedade da Igreja. E todo o esforço da catequese era com o intuito da dominação para se chegar ao poder ao lado da monarquia. Traduzida do hebraico para o grego, depois para o latim e então para inúmeras outras línguas modernas, a Bíblia é um registro de mensagens de telefones sem fio, é o livro que a Igreja quer que você acredite e um tratado de relatos, contos, lendas, fábulas e histórias contadas a seguidores que mais tarde as recontaram à sua maneira e assim repassando cada vez de maneira mais deturpada os acontecimentos da época, de modo que, hoje, quem poderia afirmar a veracidade dos fatos descritos nela? Quem seria insenato a esse ponto? Experimente contar uma história a alguém e pedir que a pessoa passe a mesma história a 10 outras pessoas para ver como a sua história vai chegar na décima pessoa. Multiplique isso por todos que reescreveram a Bíblia ao longo da história e irá ter ideia do que eu quero dizer.

Mas quem, com a mente dominada pelos ensinamentos religiosos, é louco o bastante para não acreditar em Deus? O mínimo movimento de largar a mão do criador é suficiente para ver do outro lado a mão peluda e de unhas afiadas do diabo esperando o seu contato, porque o medo também foi criado com as dicotomias religiosas: céu e inferno, bem e mal, Deus e o diabo, luz e trevas, santos e pecadores etc. É o certo ditado pela Igreja contra o errado ditado pelos hereges, sem meio termo nem senso crítico. O medo é uma poderosa ferramenta de dependência física e espiritual. Desde Jesus Cristo, que monopolizou o acesso ao Pai, até os santos que dominaram os milagres, tudo parece girar em torno de poucos escolhidos que pregam em altares e rezam pela maioria privada de opinião.

Depois da riqueza conquistada com a exploração do ouro e a prata das Américas, a Igreja Católica se atualizou na sua forma de gerar dinheiro e hoje funciona também como empresa. Mas ela não é a única. Os islãs cobram 2,5% da renda do fiel,  a Igreja Alfa o salário de um mês, a Universal do Reino de Deus 10%, o famoso dízimo, a Igreja Mórmon também cobra 10% da renda dos seus seguidores e a Cientologia se dá ao luxo de cobrar somas aleatórias. Essa é uma parte importante da isca espiritual e uma verdadeira mina de ouro na era moderna. Templos gigantescos são construídos com esse dinheiro a fim de abarcar mais fiéis, redes de televisão são compradas para a disseminação efetiva dos ensinamentos, com transmissão de cultos e debates entre pastores. E, paradoxalmente, as Igrejas que mais extorquem são as que têm mais fiéis. Quanto mais você paga, mais crente você se torna!

Mas sejamos sensatos: não se pode tirar isso de quem se submete a isso. Quem disse que este planeta não é um planeta-hospital? Antes do deocídio e de vermos a humanidade assumir a sua própria evolução, com base em princípios e valores éticos realmente auto e hetero-assistenciais, já seria um grande avanço para as vidas inteligentes deste planeta-enfermaria a ascenção dos religiosos à categoria de consciências que colocam em prática qualidades como a tolerância, o universalismo, o fraternismo e a convivialidade sadia. 

sábado, 3 de março de 2012

SAI O PROMO VIDEO DA DINÂMICA INTERASSISTENCIAL DE PARACIRUGIA - A NOVA FASE DAS PESQUISAS CONSCIENCIOLÓGICAS

A Dinâmica Interassistencial de Paracirurgia, conduzida pelo professor Hernande Leite da OIC (Organização Internacional de Consciencioterapia), atualmente conduzida semanalmente no Campus da OIC em Foz do Iguaçu, aponta uma nova fase nas pesquisas de campo da Conscienciologia, com a monitoria instrumental dos experimentos parapsíquicos vivenciados durante a dinâmica. Trata-se de uma investigação cientifica de ponta que, certamente, otimizará os resultados de cursos de campo, como o ECP2. Soma-se a essa otimização, o início das pesquisas no Laboratório de Ectoplasmia, localizado no CEAEC - Centro de Altos Estudos da Conscienciologia, em Foz do Iguaçu.

Este pocket promo vídeo, com uma entrevista com o professor Hernande Leite, produzido pela ViaCons Filmes, é uma prévia do documentário de curta metragem a ser lançado em breve sobre a dinâmica.