O livro Maternidade e Antimaterinidade Lúcida - A Escolha é Sua, da escritora carioca Jackeline Bittencourt, tem sido dedicado a investigar as implicações da condição feminina no papel de gerar filhos. O livro oferece a casuística pessoal da autora como ferramenta para a desmistificação da antimaternidade, vista aqui através de um olhar mais sóbrio, lógico e racional. E é justamente com a intenção de informar através do autoexemplo, que Jackeline preferiu uma linguagem subjetiva para contar suas experiências, narrar os percalços do amadurecimento pessoal e as vicissitudes do drama pessoal pelo qual passou, quando ainda mantinha os valores sociais no seu local de controle (LOC).
Nesta entrevista ao programa Ciência & Consciência do Tom Martins, Jackeline fala de sua obra e do caminho trilhado para superar as deficiências físicas que a impediam de ser mãe. Um caminho que cruza a autoaceitação, exige mais disciplina e determinação dos seus empreendedores na medida em que assumem as suas escolhas, fora do escopo da massificação cultural e social pela qual somos fisgados, aceitando a procriação como um valor incontinenti.
PARTE 1
PARTE 2
PARTE 3
PARTE 4
PARTE 5
PARTE 6
PARTE 7
O livro está disponível nas principais livrarias, mas pode também ser adquirido no site da Hama Editora http://www.hamaeditora.com.br/index.php e na livraria do CEAEC (Centro de Altos Estudos da Consciência), em Foz do Iguaçú.
Bem vindo ao Via Consciência, um blog dedicado à comunicação conscienciológica, onde o ser humano em evolução é o principal tema de pesquisa.
Todos os textos neste blog são de autoria de Mário Luna Filho, salvo aqueles em que a fonte for mencionada. Críticas e comentários são bem vindos.
"Não acredite em nada que ler ou ouvir neste blog. Reflita. Tenha suas próprias opiniões e experiências."
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domingo, 6 de junho de 2010
domingo, 14 de março de 2010
10 Perguntas que Incomodam
Eis 10 perguntas que incomodam, mas que precisam de respostas na tentativa de apurar o espírito científico e a independência de pensamento na busca da verdade.
1. Qual é a diferença entre um dogma e uma lei natural ?
2. Quais são os dogmas na sua vida ?
3. Como eles governam sua percepção de si mesmo e da sua realidade ?
4. Você usa o método científico na sua vida ?
5. Você sabota sua própria busca da verdade ?
6. O que significa espiritualidade para você ?
7. Qual é a diferença entre ciência e religião ?
8. Você fez a cisão entre ciência e religião na busa pela verdade ?
9. Você questiona as verdades que lê e ouve no dia-a-dia ?
10. Você vive a vida como um ser com ideias e pensamentos independentes ?
1. Qual é a diferença entre um dogma e uma lei natural ?
2. Quais são os dogmas na sua vida ?
3. Como eles governam sua percepção de si mesmo e da sua realidade ?
4. Você usa o método científico na sua vida ?
5. Você sabota sua própria busca da verdade ?
6. O que significa espiritualidade para você ?
7. Qual é a diferença entre ciência e religião ?
8. Você fez a cisão entre ciência e religião na busa pela verdade ?
9. Você questiona as verdades que lê e ouve no dia-a-dia ?
10. Você vive a vida como um ser com ideias e pensamentos independentes ?
terça-feira, 9 de março de 2010
O Ato de Perguntar na Prática Científica
A ciência trabalha sobre três pilares básicos: perguntar, investigar e comprovar. Sem criar perguntas, não teremos investigação e comprovação dos fatos fica apenas no campo da crença. A importância de perguntar é crucial para a evolução humana. Nenhuma pergunta pode ser mais verdadeira do que a que fazemos a partir das lacunas da nossa realidade pessoal. Nenhuma investigação pode ser mais assertiva do que aquela desenvolvida com o auto-experimento, assim como nenhuma conclusão pode ser mais autêntica do que a chegamos depois da vivência dos fatos. Assim construímos ciência e aqui começa a necessidade de internalizar a prática científica.As grandes perguntas fizeram surgir as grandes descobertas. Tudo que é estudado hoje surgiram de perguntas até então sem respostas. As perguntas são as causas primárias da investigação científica em todos os ramos do conhecimento. As perguntas despertam a curiosidade para experimentar, analisar e produzir novas teorias. O pesquisador em busca de um tema de pesquisa deve antes de mais nada perguntar, descobrir a sua dúvida, e internalizando a sua curiosidade, ele será o autor de um tema original.
"Quanto mais brilham as fogueiras do conhecimento,
mais a escuridão se revela a nossos olhos assombrados"
Terence McKenna
Uma grande pergunta não precisa vir de um livro de filosofia, de uma artigo científico, de uma publicação séria ou de um estudo renomado. Uma grande pergunta pode ser apenas, "o quão diferente sou hoje do que fui um ano atrás ?" A dúvida gera a investigação e consequentemente um produto de esclarecimento com idéia original. Mas por que será que é tão difícil perguntar ? Será que tememos perguntar porque isso geraria uma mudança de atitude, uma responsabilidade de ação ? A maioria das pessoas preferem permanecer na segurança do que sabe a procurar novos desafios intelectuais.
A ciência só progride porque ela evolui a partir de
perguntas que desafiam a verdade aceita por todos
em um determinado momento. (William Arntz)
Uma crise séria pode gerar uma grande pergunta. Uma doença grave pode gerar uma medida de prevenção, a morte de um parente pode gerar uma técnica para superar a tanatofobia, um fracasso nos negócios pode servir em muito ao novo empreender que pensa em se tornar autonomo no mercado, o fim de um casamento pode gerar um estudo para evitar divórcios prematuros, uma depressão casada por solidão pode ensinar uma melhor maneira de socialização. Em momentos assim temos que abandonar os preconceitos da exposição e usar o fracasso a serviço da informação assistencial.
"Umas das definições de insanidade é fazer a mesma
coisa várias vezes seguidas, esperando resultados
difetrentes" Albert Einstein
As crianças usam as perguntas de maneira exemplar. Elas são curiosas, investigam, experimentam, escolhem a partir dos seus resultados na vida diária, testam, descartam, voltam a testar, aprendem e assim criam pouco a pouco novas realidades num mar de possibilidades. Para elas, não faz mal não saber a resposta. Para o adulto comum, a criança se forma na infância, cria o seu mundo na idade da razão e tem uma energia incomparável para a investigação. Embora seja fato, isso muitas vezes é um discurso fácil de isenção de responsabilidade na descoberta novas ideias. O mundo se cria a cada dia de forma interminável. A pergunta deve surgir de uma paixão para entender e superar a curiosidade.
"Fazer a si mesmo perguntas mais profundas revela
novas maneiras de estar no mundo. A grande jogada
da vida não é saber, mas mergulhar no mistério"
Fred Allan Wolf
As verdades de hoje podem estar incorretas amanhã. As teorias se renovam e as que temos hoje podem muito bem servir para plataformas para o conhecimento futuro. Nos limitamos em aceitar as verdades como absolutas e não entendemos que o pensamento da grande maioria das pessoas não é garantia de certeza universal e definitiva. Na Idade Média, acredita-se que a Terra era plana e que o sol girava em torno dos planetas. A grande maioria das pessoas pensavam assim e todas elas estavam equivocadas. A verdade relativa de ponta é aquela que surge a partir do nosso experimento, da nossa realidade pessoal. Quando apresentsamos tal realidade, apresentamos uma obra verdadeira.
"Na evolução do verdadeiro conhecimento, a
contradição assinala o primeiro passo no progresso
em direção à vitória." Alfred North Whitehead
Todos os dias criem novas perguntas, anotem todas elas, usem catálogos de dúvidas ainda não respondidas, faça o registro das suas verdades relativas de ponta, com intenção despreocupada e interese o mais variado, que pode servir tanto para melhorar suas atividades profissionais quanto melhorar a si mesmo.
sexta-feira, 29 de maio de 2009
O Desafio do Auto-enfrentamento
"Quando você olha para fora, você sonha. Quando olha para dentro, você acorda." A frase do psiquiatra suíço, Carl Jung (1875-1961), colocada à prova do tempo, certamente venceu todos os riscos do esquecimento e se apoiou na natureza humana para se legitimar e manter-se mais atualizada do que nunca, numa época notadamentre marcada pelo capitalismo materialista em que vivemos, quando planos, sonhos, desejos e objetivos, além da sobrevivência num mundo cada vez mais competitivo, leva o homem a esquecer a sua realidade interior e sua evolução pessoal.Tendemos mais a olhar para fora do que para dentro. Esse olhar interior, entretanto, é um movimento difícil porque requer coragem. Estamos tão condicionados a interpretar a realidade à nossa volta que nossa percepção do mundo interior transformou-se num mistério o qual tende mais a nos assustar do que nos seduzir. Fugimos da nossa própria realidade não apenas porque tememos o desconhecido e não nos reconhecemos nela, como também evitamos a responsabilidade que implica o crescimento pessoal, assim como as mudanças recorrentes, inevitáveis diante deste desenvolvimento, pelas quais temos que passar. Conhecer "essas outras pessoas" que residem dentro de nós envolve auto-enfrentamento maduro, o que, a princípio, pode ameaçar à nossa felicidade, a zona de conforto na qual estamos assentados, no velho e confortável jargão "está bom assim" ou "eu não vou mudar mesmo."
Esse olhar para dentro, o qual se refere Jung, promove a auto-pesquisa, ou a pesquisa sobre nós mesmos, quem de fato somos, ou onde nossos dramas se originam e por que, e também ressalta a importância do auto-conhecimento maduro, sério, evolutivo. Esse movimento nos leva mais rápido adiante e, se continuado, mais longe. Por outro lado, a percepção da realidade externa com base em sonhos leva ao auto-engano e temos que apurar a lucidez para não deixarmos o fascínio, promovido pela falta de uma realidade concreta efetiva, guiar a nossa vida e cegar a única visão necessária: a visão de quem realmente somos.
terça-feira, 7 de abril de 2009
Na Interseção Pluriexistencial
Pensar multidimensionalmente é entender que somos consciências pluriexistenciais e que somos hoje a versão mais atualizada de nós mesmos. O conjunto de conhecimento da consciência, alojado na holomemória e de natureza atemporal, encerra características pessoais milenares, ainda remanescentes de épocas as mais remotas da nossa existência. Algumas dessas características ainda são adotadas de forma lúcida e racional na atual vida intrafísica. Outras simplesmente não sabemos como evitar. E há aqueles traços que sabemos que não nos servem mais, porém não nos vemos livres deles por ganos secundários, hábitos seculares, pactos mórbitos e autocorrupções claras. Tais hábitos podem ser percebidos claramente por estarem deslocados da realidade em que vivemos: paixões inesperadas por pessoais improváveis, sentimentos de ódio intenso quando somos essencialmente pacifistas, desejo de morte sem propósito claro, impulsos suicidas, crises depressivas sem motivo aparente e assim por diante. Tais vivências poderiam ser chamadas de "experiências fora de hora," e nãos e adequam ao nosso atual momento intrafísico.
Quando começamos a viver situações bizarras, a ter pensamentos que não condizem com nosso modo de pensar, sensações e emoções que normalmente não nos acometem, é importante redobrar a lucidez, pois podemos estar acionando esquemas do passado existencial que, por alguma razão, ainda estão encontrando alguma validade multidimensional cuja reconciliação foi deixada para trás. Sem resolvermos nossas pendências multidimensionais, não vamos superar os traços fardos relativos a tais dívidas cármicas, nem tampouco termos energia suficiente para enfrentar um processo sério de reconciliação.
Somos hoje um amálgama de muitos que um dia nós fomos no passado e estamos presentes num número infinito de realidades. Cada uma dessas realidades estão alocadas numa dimensão específica, com espaço e tempo próprios e pensamentos, sentimentos e energias - pensenes - particulares. No nosso universo pluriexistencial, existimos em todas as nossas dimensões simultaneamente. A comunicação interdimensional funciona em fluxos de informação múltiplos e contínuos. Conhecermos nossas dimensões pluriexistenciais dinamiza nossa evolução pessoal e nos faz entender quem de fato somos. Isso é possível através da auto-pesquisa.
Mas não fazemos auto-pesquisa sem auto-enfrentamento. E por que é importante nos conhecermos profundamente ? Através do auto-conhecimento teremos maior lucidez para as descobertas das nossas auto-corrupções e mecanismos de defesa do ego, maior pro-atividade evolutiva, otimizaremos a reciclagem dos nossos hábitos patológicos, veremos claramente a necessidade de buscar desenvolvimento energético e parapsíquico, aguçaremos a percepção e a parapercepção na vivência cotidiana, com maior poder de evitação sobre o que definitivamente não nos serve mais e nos capacitaremos melhor para enfrentar os novos desafios evolutivos.
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sábado, 14 de março de 2009
A maneira como nós interpretamos nossa história pessoal de vida revela muito mais sobre nós mesmos do que poderíamos supor. Mostra o que existe nas nossas dimensões intraconscienciais
Em cada vivência criamos uma interação energética particular e assim geramos uma dimensão cognitiva, com informação, espaço e tempo próprios, uma dimensão consciencial. Em tal esfera cognitiva armazena-se parte da história consciencial, alojada na holomemória. Inúmeras dimensões são criadas todos os dias não só através das nossas interrelações, mas também na observação da realidade. Todo o conhecimento que adquirimos nessa observação é portanto conteúdo de uma dimensão consciencial particular, indivisível e indissociável. O conjunto das nossas dimensões conscienciais, dos sistemas cognitivos, os quais montam nossa história existencial, forma a holocognição.
As dimensões conscienciais interagem entre si e com o mundo exterior, estimuladas por padrões de afinidades. Com padrões energéticos que variam constantemente, cada dimensão forma todas as demais dimensões e cada uma delas está conectadas a todas as outras de alguma forma, formando assim o nosso conjunto holocognitivo. Elas são criadas continuamente e se renovam quando amadurecemos. Elas se multiplicam, surgem e desaparecem da nossa psicosfera, posto que estamos em mudança constante e ininterrupta, vivendo infinitas realidades e possibilidades de evolução.
O simples ato de pensar em alguém pode envolver uma ou várias das nossaas dimensões. Para buscarmos novos caminhos e experimentarmos novas possibilidades evolutivas é preciso conhecermos o nosso universo a fundo. Promover reciclagens de comportamento envolve várias dimensões e inúmeras realidades. Todos esses sistemas cognitivos promoverão uma explosão criativa de mudança, com energia suficiente para a readaptação (de comportamento) necessária. Por exemplo, uma reciclagem que precisamos fazer para ser professor envolve as mais diversas características pessoais necessárias para a função, como talento para ensinar, paciência, organização da informação, noção de planejamento, flexibilidade mental, criatividade, abertismo, ego e estima equilibrados entre outras. O universo intraconsciencial é 100% interconectado.
Quanto mais nos conhecemos mais possibilidades de mudança evolutiva encontraremos, mais conexões interseccionais ocorrerão, e, com isso, mais campos de trabalho pessoal surgirão. Por meio da auto-pesquisa, sabemos como nossas próprias conexões acontecem, quais mecanismos são acionados com determinados pensamentos e posturas, que sistemas revelam-se ainda precários e patológicos, quais são os traços força e traços fardos, e quais são aqueles ainda faltantes. Há alguns dias me vi em conflito com o medo. Esse velho aliado temeroso já não faz muito sentido para mim, embora tal características ainda seja uma realidade inconveniente. Esse medo é ainda um ponto recorrente das minhas patologias, provenientes de uma ou várias dimensões, de várias vidas, provavelmente por meus traumas do passado. A dificuldade é rastrear todas as dimensões onde o medo ainda perdura patologicamente falando. Esse medo intermedia idéias entre dimensões diferentes, mas com algum ponto em comum. Ele ainda é um representante cultural desses universos interiores que precisam ser reciclados. É impensável tratarmos um problema sem rastrear todas as dimensões onde ele atua. Reciclar um traço fardo requer identificar todos os focos onde a patologia se expressa de forma mais significativa e chegar à sua origem. Mas não vamos colocar isso num terreno impossível se ser encontrado. Em termos práticos, quando definitivamente mudamos um traço fardo da nossa personalidade, rastreamos e limpamos os vínculos patológicos que mantinham aquele traço ainda vigente.
Em "O Efeito Medici," Frans Johansson coloca, "simplesmente por (uma pessoa) ter consciência de que existem múltiplas maneiras de enfrentar um problema, é maior a probabilidade de ela ver qualquer situação sob perspectivas múltiplas." O simples fato de sermos seres multidimensionais e pluriexistenciais desperta em nós pensamentos, sentimentos e energias das mais variadas procedências e características, mas esse escopo de observação revela-se entretanto a visão mais lúcida que podemos ter de nós mesmos. Não temos a real noção e dimensão do nosso conhecimento e muitas vezes nem sabemos que sabemos. E estamos longe de saber porque sabemos. O instinto é uma dessas faculdades humanas que atua com informação que não temos acesso.
Aprender coisas as mais variadas, sem nos atermos a um campo do conhecimento, promoverá atitudes universalistas, idéias libertárias, pensamentos flexíveis, um abertismo mental otimizador da evolução consciencial e uma enorme possibilidade criativa. Uma grande idéia existe previamente num número indefindo de dimensões e é formada por várias origens pensênicas (pensamentos, sentimentos e energias). Cabe a nós encontrarmos a chave interseccional onde acessamos nossa informação, desde a mais remota até a mais recente da nossa história pessoal.
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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009
Juntando as Peças da Evolução
Nem sempre o que vemos é realidade. Muitas vezes criamos uma interpretação bastante peculiar dos fatos e dos outros.Como a imagem ao lado. Tudo fica estático quando olhamos atentamente. E tudo tem vida quando desviamos o olhar. Na vida, nem tudo nem todos funcionam como nós os enxergamos.
Para evoluir é preciso reunir as peças pluriexistenciais do nosso quebra-cabeça pessoal e formar a real imagem de nós mesmos. A interpretação que temos do mundo à nossa volta reflete o nosso momento evolutivo, como uma polaroid consciencial. Com auto-enfrentamento sincero, podemos ver a nossa real-idade e distingüir os traços faltantes da nossa personalidade para que as metas evolutivas sejam alcançados. Mas a essência da nossa visão do mundo reúne uma gama de informação incalculável, armazenada na nossa holomemória. Somos seres multidimensionais, por nossa capacidade de transitar nas dimensões físicas e extrafísicas, multiexistenciais, pelo escopo de aprendizado que reunimos de várias vidas, multifacetados, pelo amálgama de características e traços dessa vida intrafísica e também remanescentes de outras, mas ainda vigentes na nossa atual psicosfera, e ainda com uma capacidade inegostável de armazenar informação.
Por que é tão difícil entender o outro com uma compreensão menos comprometida com nossa maneira particular de ver o mundo ? Esquecer nosso próprio incômodo para sentir o que incomoda no outro é uma tarefa que exige entender a prioridade da assistência e deixarmos de lado o nosso super ego. Mas fugimos dessa forma de assistir pela limitação (ou dificuldade) de não enxergarmos além de nós mesmos. Pela árdua tarefa de não respeitar os limites do outro, de não querer conhecê-lo, temos a tendência de estender os nossos até à condição de fazer estupro evolutivo. Por maior que seja a ligação com alguém que, de antemão, já sabemos haver incompatibilidade evolutiva, as diferenças podem chegar a níveis tão descabidos de maturidade que essa relação tende a terminar por si só, lentamente, sem muito esforço. O que esperamos do outro passa então a ser a única realidade que conseguimos identificar na relação. A falta de lucidez para definir os limites da relação faz com que o entendimento do outro seja irreal e ele assuma aquele ideal de pessoa que criamos na imaginação. Muitas vezes não entendemos porque a resposta que recebemos é tão diferente daquela que nós esperamos. Fico indignado quando não tenho a resposta que espero do outro - como ele pode agir assim ? Como ela pôde fazer isso comigo ? Isso faz pensar que o conflito é crônico, proposital, rivalizador e jogamos a toalha justamente no momento de assistir, apoiar, ajudar, em detrimento do que poderia ser a nossa chance de fazer uma baita reconciliação.
A condição pluriexistencial das nossas relações tem por um lado aspectos extremamente seguros, como fidelidade, intimidade, afetividade profunda. Mas, por outro, algumas contra-indicações são realmente letais para os mais emocionalmente dependentes e acarretam uma espécia de afetividade negativa que tende mais a criar ou intensificar interprisões grupocármicas do que promover reconciliações. Jogamos assim nossas chances pelo ralo ao experimentar uma existência que tinha na reconciliação uma ferramenta essencial para a nossa evolução madura. Diante da frustração de encontrar um gap evolutivo, justamente com aquele indivíduo com quem tantas vidas já vivemos, não nos resta muito a fazer além de entender essa condição e seguir em frente. Insistir é perda de tempo, erro, estupro, manipulação e por aí vai. Entender e respeitar as diferenças socialmente otimiza o fluxo natural da evolução individual.
Ao assumir a postura do mais maduro e conciente, assim como ao entender a condição real de uma relação afetiva negativa, estaremos de alguma forma reconciliando com o outro. Certamente, vivendo com desprendimento, altruísmo e assistencialidade, sem cobranças, criamos um novo posicionamento mental íntimo reconciliatório, o qual nos será muito útil tanto para nossas próprias transformações pessoais quanto para as transformações que iremos promover por meio e exemplo de nossas atitudes.
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